Biden irá abandonar Taiwan?


Essa semana houve um evento que passou totalmente despercebido no teatro político americano. Sem que houvesse alarde, os dois principais atores que contracenam na disputa sobre a hegemonia mundial tiveram uma cena bastante dramática. Em meio às enfadonhas e desinteressantes falas do atual sonolento e senil presidente em exercício, uma significativa fala do porta-voz do Pentágono acabou sendo abafada: “Adeus, grande competição de poder e, olá, competição estratégica”; De acordo com analistas, esse comentário sinalizaria uma mudança em direção a uma postura americana mais cooperativa e até conciliatória em relação ao Partido Comunista Chinês. Além disso, o presidente Joe Biden disse no dia 6 de outubro que havia “conversado com [o presidente chinês Xi Jinping] sobre Taiwan ”

O acordo ao qual o Sr. Biden estava se referindo era o Taiwan Relations Act de 1979, um acordo ambíguo firmado entre a China e os Estados Unidos no qual Taiwan seria tratado pelos Estados Unidos como um país estrangeiro sem ser formalmente reconhecido como tal. Embora o mesmo acordo de 1979 permita o fornecimento de ajuda militar americana a Taiwan de forma que Taiwan possa se “manter tendo uma capacidade de autodefesa suficiente”, os termos deste acordo permitem que os americanos se afastem de Taiwan sempre que for conveniente para Washington. Em outras palavras, o acordo define que os Estados Unidos pode defender Taiwan da China, se quiser, e também pode não defender Taiwan, se assim também quiser, não tendo nenhuma obrigação formal em fazê-lo.

A conversa entre Biden e Xi Jinping veio na esteira de uma violação descarada por parte da China da Zona de Identificação de Defesa Aérea de Taiwan (ADIZ) durante a semana de 1º de outubro. Nessa ocasião, a China colocou mais de 50 aviões de guerra em território taiwanês, testando a sobrecarregada rede de defesa aérea de Taiwan. e levando os militares da ilha ao ponto de desespero. Nesse interim, enquanto os militares presenciaram uma demonstração de força que praticamente evidenciou o quão frágil é a situação da ilha, Joe Biden não disse ou fez praticamente nada à altura, deixando claro para os chineses que uma possível invasão de Taiwan depende apenas de uma atitude de coragem dos chineses.

O perigo agora é que, em algum momento, um grave erro de cálculo possa ocorrer entre a China e Taiwan – um erro que pode desencadear outra guerra mundial que Washington não está preparado ou disposto a lutar. E a outra alternativa também não é nada vantajosa. Caso os EUA permitam a invasão chinesa, isso praticamente liquidaria a hegemonia americana no mundo, uma vez que todos os países do globo veriam que não vale a pena se aliar aos americanos, já que eles já não teriam mais vontade ou coragem de enfrentar os chineses. Nesse caso, os países iriam procurar alianças militares com os chineses, o que jogaria a América para um papel de coadjuvante no teatro global, enquanto seu presidente faria papel de palhaço.

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