Os impactos das medidas de estímulo à economia do Ministério da Economia


Interessado em acelerar a recuperação da economia brasileira, o Ministério da Economia, sob o comando do Ministro Paulo Guedes, está avançando 3 propostas com o intuito de facilitar o crédito através de taxas mais baixas. No total, o custo de tais medidas poderia chegar aos 10 trilhões de reais.

As medidas se consistem em 3 ações. A primeira é a criação de uma Instituição Gestora de Garantias, cujo objetivo seria fomentar a eficiência e competitividade na economia. A segunda é a facilitação do uso de bens móveis, tais como carros, máquinas e estoques de produtos como garantias para tomar empréstimo. Essas mudanças expandiriam o crédito uma vez que hoje mais de 70% das garantias são bens imóveis. Por último, a 3ª medida é a criação da Cédula de Produto Rural verde para crédito voltado à preservação ambiental. Através de tal instrumento, os produtores de produtos considerados “verdes” teriam um crédito diferenciado.

Apesar dessas medidas ainda dependerem de aprovação no Congresso, tudo indica que elas entraram em vigor ainda esse ano e seu resultado poderá ser sentido ainda no próximo ano eleitoral. As vantagens dessas ações seria o aumento da produtividade e maior previsão de crescimento para os próximos anos, já que a facilitação do crédito pode estimular o empreendedorismo e a criação de empregos.

Em contrapartida, essa facilitação do crédito pode no longo prazo criar um maior endividamento dos agentes econômicos, muitos dos quais podem não ter como arcar com seus compromissos, o que poderia contaminar o sistema de crédito do país. É importante frisar que qualquer ação que aumente o crédito se faz mais do que necessária no atual momento em que o Brasil está atravessando, no entanto, as expectativas quanto a tais medidas devem ser dosadas. Os tomadores de decisão não irão investir seus recursos apenas porque o governo facilitou o crédito.

Fazendo-se uma analogia, o governo é como o homem que pega seu cavalo e o leva até um rio para beber água, mas chegando no rio, o homem não pode obrigar o cavalo a beber, pois o cavalo só beberá água se quiser. De igual modo, o governo pode facilitar todas as condições para que os agentes econômicos invistam em sua economia, mas se não houver boas expectativas sobre o futuro, e principalmente se esses agentes não identificarem que há demanda para seus produtos, continuarão relutantes a investir. Nessas condições, essa facilitação do crédito apenas beneficiaria quem já está investindo, o que possibilitaria a expansão de suas atividades.

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