Bolsonaro: um mito de verdade


Num país marcado por suas contradições e desigualdades, quase que sempre o destino do Brasil foi decidido por suas elites. No entanto, um evento raro e até o momento pouco entendido repousou perante o nosso tempo de vida: a ascensão de um líder genuinamente popular encarnado na figura de Jair Messias Bolsonaro. Esse evento, de probabilidade ínfima e que possivelmente não se repetirá no nosso tempo de vida, permitiu que o povo assumisse o protagonismo de sua história, e que pela primeira vez em anos, chegasse ao poder uma pessoa completamente dissociada dos interessas das elites que sempre lucraram com nosso atraso e com a miséria que sempre nos assombrou.

Assim como nos tempos bíblicos, Deus levantava profetas para exortar Israel, de geração em geração ainda surgem pessoas completamente imbuídas de uma missão maior que elas. Esses heróis abdicam de seus interesses em prol de uma causa que acham justa, mesmo que isso lhes custe caro. A perseguição, a difamação e as traições são elementos que permeiam todas as histórias dos grandes homens da bíblia. E por mais que as pessoas possam não acreditar na literalidade dos textos embutidos nesse livro, é inegável que nos dias de hoje ainda existem pessoas que possuem o mesmo espírito de coragem e ousadia dos heróis daqueles tempos. A diferença é que, diferente dos textos que lemos, nada nos garante que na vida real o bem vencerá no final.

Se existe um homem que se encaixa nesse estereótipo descrito acima nos nossos dias, esse homem é Jair Bolsonaro. Até hoje, as elites brasileiras ainda não entenderam o porquê de sua ascensão e ainda não se conformaram em serem governadas por um homem verdadeiramente do povo. Elas devem se indignar com o fato de que uma parcela relativamente grande da população ainda oferece apoio incondicional ao presidente, o que frustra os planos deles de tentarem infiltrar no poder mais um fantoche deles nas próximas eleições.

O que estamos vivendo reflete os impactos das marchas de 2013. Desde então, o povo redescobriu o sabor das ruas e graças ao advento e massificação das redes sociais, o povo pode se organizar a ponto de voltar a ser um agente político independente da manipulação da mídia e de outros agentes com interesses escusos ligados ao establishment .

Infelizmente, não havia nenhuma liderança na política brasileira capaz de traduzir os sentimentos de indignação estampados das faces dos milhões de brasileiros que saíram às ruas para demandar o impeachment da ex-presidente Dilma Roussef. Bolsonaro, de forma inédita na nossa história, foi a única pessoa que conseguiu com sucesso arregimentar uma parcela significativa dos brasileiros que vestiam verde e amarelo e lotavam as ruas das capitais. Essa coletividade, órfã de um líder, encontrou nele, o indivíduo capaz de realmente escutar seus anseios e falar aquilo que estava preso na suas gargantas.

Na falta de um nome mais testado, restou a um polêmico deputado do baixo-clero a hercúlea tarefa de dar voz aos gritos de indignação que vinham das ruas. Para todos os efeitos, Bolsonaro era diferente de todos os outros políticos. Ele não falava o que o povo queria ouvir, mas ele era o que o povo queria.

Tal como o flautista de Hamelin, Bolsonaro recebeu a missão de salvar a nossa geração dos nossos mais cruéis inimigos: o comunismo, a corrupção, a violência e a degeneração incentivada pela esquerda. De forma quase que milagrosa, Deus abriu um caminho para que sua chegada ao poder se desse, mesmo contra os interesses dos poderosos.

Contudo, se Deus abriu o caminho pra que Bolsonaro derrotasse seus inimigos nas eleições, uma vez eleito, Ele não parece ter congratulado Bolsonaro com a mesma sorte. Sob o comando do presidente, o país se viu mergulhado na maior crise sanitária, econômica e política da nossa história. Qualquer outro presidente não resistiria, mas Bolsonaro ainda está no cargo, o que comprova que Deus pode não ter lhe oferecido muita sorte nos últimos anos, mas ele ainda aparente estar com ele.

Nossa história é com um rio: uma pedra atirada em suas águas irá provocar um efeito muito mais visível, porém temporário. O tempo será responsável de dizer quais serão as reais consequências desse processo histórico que estamos vivenciando. No entanto, o que sabemos é que estamos vivendo uma oportunidade única. A oportunidade ver um homem que de fato representa os interesses do povo lutar contra tudo e todos pelo seu objetivo de fazer do Brasil um país melhor. Se ele conseguirá, só o tempo dirá, mas o que já pode ser concluído é que não haverá outra chance. Não haverá outro Bolsonaro.

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