Bolsonaro viabiliza Auxílio Brasil e pavimenta caminho para sua reeleição


O presidente Jair Bolsonaro essa semana deu aquele que pode ser o movimento mais importante de sua gestão para garantir sua reeleição. Ao editar um decreto que altera as alíquotas do IOF, Bolsonaro criou condições para que o Bolsa Família seja reformulado ainda esse ano, uma vez que a legislação impede aumento de benefícios em programas sociais nos anos eleitorais. Tal atitude, por mais que possa parecer condenável do ponto de vista fiscal ou até mesmo parecer populista, é a única forma que o presidente tem de avançar no eleitorado nordestino, tão importante para sua reeleição.

A expectativa é que a medida deve gerar um aumento de arrecadação estimado em R$ 2,14 bilhões. Na prática, esse aumento irá ajudar a bancar a ampliação do valor destinado ao Auxílio Brasil, novo programa de transferência de renda que deve substituir o Bolsa Família, chegando agora a 17 milhões de famílias. Levando em consideração que cada família possui pelo menos 2 eleitores, 34 milhões de votos podem ser seduzidos pelo Auxílio Brasil, o que faz com que o programa se torne a principal tábua de salvação para que Bolsonaro possa enfrentar o petismo nas regiões mais pobres do país.

Uma vez gozando do novo benefício, que inclusive mudará de nome, Bolsonaro não só conseguirá apagar do inconsciente coletivo uma das maiores marcas do governo petista, o bolsa-família, mas também irá dificultar bastante o discurso terrorista do PT de que Bolsonaro acabaria com programas sociais. Por que motivo um pai de família votaria em Lula se ele já está recebendo um novo programa social? Desse modo, Bolsonaro pode avançar no eleitorado mais pobre e compensar possíveis perdas que pode ter no eleitorado de classe média, que por mais insatisfeito que possa estar com sua gestão, possui uma rejeição muito maior ao PT.

Não há ainda uma definição do valor a ser pago pelo novo Auxílio Brasil, mas a medida provisória que criou o programa determina que seja garantido o mesmo pagamento entre os dois benefícios. Quem passar a receber menos do que no Bolsa Família ganhará o benefício compensatório de transição. Na prática, se uma família ganha R$ 200 do Bolsa Família, e passa a ter direito a apenas R$ 100, incluindo todos os benefícios que fazem parte do Auxílio Brasil, ela terá direito ao benefício compensatório de transição e deve receber outros R$ 100 para completar o valor que recebia antes.

Por mais que essa medida esteja sendo criticada, o impacto dela nas contas públicas não será tão forte. Hoje o Bolsa Família custa menos de 40 milhões de reais ao ano ao país. Esse valor pode parecer alto mas é pouco se comparado com outros gastos do orçamento. Ademais, esse montante ainda é muito pouco se levarmos em consideração que sem esse aumento de gastos, as chances do PT voltar são muito mais reais. E acreditem, uma volta do PT custaria muito mais caro ao país.

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