Texas aprova lei proibindo o aborto e gera grande vitória para movimento pró-vida


Essa semana a Suprema Corte julgou uma lei aprovada no Estado do Texas restringindo os casos nos quais o aborto é legal. Desde 1973, o aborto é legalizado nos EUA em todos os Estados em virtude de uma jurisprudência gerada por uma decisão da Suprema Corte no caso Roe vs. Wade. Com isso, desde então, milhares de vidas humanas foram ceifadas graças a uma mera canetada de juízes, a despeito da decisão do povo.

No entanto, a legalização do aborto nos EUA fez com que essa se tornasse uma pauta política, o que acabou por redesenhar as fronteiras partidárias do país. Desde 1973, o partido republicano tornou-se cada vez mais pró-vida, e com isso, cada vez mais recebeu voto do eleitorado católico, até então historicamente mais ligado ao partido democrata.

Com o passar das décadas, o movimento pró-vida se organizou de maneira bastante corajosa. Mesmo a maioria dos americanos sendo favoráveis à legalização do aborto, essa foi uma pauta que nunca saiu de discussão e que em nenhum momento foi abandonada por nenhum presidenciável do partido republicano.

Durante muito tempo o tema do aborto passou a ser visto como apenas uma batalha perdida do ponto de vista prático, sendo poucos aqueles que acreditavam que seria possível reverter essa situação. No entanto, em muitos estados mais religiosos, como os do sul e do meio-oeste do país, essa sempre foi uma bandeira que rendeu muitos votos.

Mesmo sendo improvável que a decisão Roe vs Wade seja revertida na Suprema Corte, apesar da maioria republicana no tribunal, desde 1973 as câmaras dos estados conservadores têm feito o possível para, se não proibir, restringir ao máximo as condições para que o aborto possa ocorrer em seus estados.

Nesse sentido, uma decisão atual da Suprema Corte americana abre um importante precedentes para a luta pró-vida na América. O tribunal se recusou a bloquear uma lei que torna o Texas o estado com as regras mais rígidas e restritivas para a interrupção voluntária da gestação. Cinco juízes conservadores autorizaram a lei texana. Na prática, o aborto agora só poderá ser feito em até seis semanas após a menstruação, em contraposição ao prazo permitido atualmente, entre 22 e 24 semanas.

Com essa mudança, o novo dispositivo proibiu 85% dos casos de o aborto no estado, já que a esmagadora maioria deles ocorre após a sexta semana de gravidez. Agora, a tendência é que mais estados sigam o exemplo do Texas, e que pelo menos nos estados conservadores, a vontade da população seja respeitada.

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