Parlamento inglês afirma que Biden condenou o mundo à dominação chinesa


Nessa última semana, vários membros do parlamento do tradicional parlamento britânico discursaram na Câmara dos Lordes. Como é de praxe na sólida democracia inglesa, geralmente os discursos se atem a debates sobre a política interna do país, geralmente se focando em políticas públicas ou em celeumas entre os grupos políticos do país. No entanto, os parlamentares ingleses, numa raro momento de união, deixaram de atacarem uns aos outros para, todos juntos, criticarem a catástrofe que o presidente criou no Afeganistão com sua saída desastrosa do país.

Os membros culparam Biden pela situação e o envergonharam por tentar jogar a culpa em outras pessoas, incluindo os militares afegãos ou no ex-presidente Trump. Muitos dos membros disseram que a imagem da América foi seriamente danificada em todo o mundo e que o Ocidente poderia sofrer muito nos próximos anos porque as nações podem não confiar mais no Ocidente para cumprir suas promessas. A principal preocupação do mundo é que, com essa saída vergonhosa, vários aliados dos EUA já não se sentem mais tão seguros, como deve ser o caso de Taiwan.

Segundo um dos principais discursos emitidos no dia, Biden, em menos de 6 meses no cargo, já conseguiu minar o trabalho paciente e árduo dos últimos 15 anos para construir uma mínima governança no Afeganistão, jogando o país para as traças, deixando armamento para os terroristas e permitindo que milhões de mulheres, homossexuais e minorias religiosas, como cristãos, tivessem suas existências ameaçadas.

A saída atrapalhada do senil mandatário da América quebra a promessa feita por todos os presidentes americanos, desde George W. Bush, que se comprometeram como o povo afegão, planejando desenvolver sua economia, transformar sua sociedade civil e aumentar suas forças de segurança. Até mesmo Biden, senador em 2000 e defensor na época do conflito parece já ter se esquecido das razões que levaram os EUA a colocar pés americanos naquela região. Com sua covardia, Biden fez com que o povo afegão tivesse apenas um vislumbre de uma vida melhor, mas esse possibilidade lhes foi arrancada no exato momento em que o homem mais poderoso do mundo permitiu que os afegãos caíssem nas garras do grupo mais perverso e sanguinário do planeta terra, o Taleban.

Com a retirada das forças dos EUA, na prática, os EUA negaram ao exército nacional afegão o apoio técnico e de treinamento de que precisava, e principalmente o apoio moral necessário. Até algumas semanas atrás, o Taleban estava sendo contido e poderia até ter sido persuadido ao longo do tempo de que uma vitória militar era impossível, partindo então para um acordo negociado. Essa possibilidade não existe mais. O Estados Unidos perderam o conflito. A guerra se tornou uma oportunidade perdida. Todos os bilhões de dólares gastos ali foram em vão, assim como todo o sangue americano ali derramado. Biden sacramento com sua inação a primeira guerra perdida pelos EUA nessa década, o que evidencia a completa decadência do que um dia já foi considerada uma superpotência.

Desse modo, não devemos subestimar a humilhação que esse evento simbolizou, assim como fecharmos os olhos para a mensagem que isso passou para todo o mundo. Enquanto a China aumenta sua presença em praticamente todo o planeta, os Estados Unidos apenas assistem pacientemente a ascensão do império que os destronará, jogando todo sistema de alianças mundiais em cheque e colocando dúvidas sobre a permanência dos valores liberais que guiaram o Ocidente nos últimos séculos. Se antes, os EUA tinha um homem forte no comando da Casa Branca, alguém que não permitiria que esse tipo de absurdo acontecesse, ao que tudo indica, os EUA não tem mais um homem forte. Não tem nem sequer um homem. Aparentemente agora eles não têm nada.

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