Após Biden retirar tropas do Afeganistão, império de terror do Taliban volta a assombrar a região


Donald Rumsfeld tinha uma frase antológica que explica muita coisa sobre política externa. Antes de falar qual frase seria essa – e é boa, espere um pouco -, seria interessante contar quem era Rumsfeld. Considerado um falcão neocon, Donald foi assessor de 3 administrações republicanas e foi a principal mente por trás da formulação do plano de ataque dos EUA na guerra do Iraque de 2003. A ideologia que embasava a entrada do país naquele conflito era que os EUA precisava sempre fazer 3 coisas: 1- externar seu poder para amedrontar seus inimigos; 2- mostrar aos seus aliados que ele tem capacidade de protegê-los; 3- criar um campo de guerra para que os terroristas enfrentem os americanos no Oriente Médio, e não na “homeland”, o solo americano.

Desse modo, ao invadirem o Iraque, além de porem suas mãos nos gigantescos poços de petróleo do país, os EUA mostrou que era capaz de manter-se durante mais de uma década em 2 guerras, lá e no Afeganistão, uma capacidade que seus rivais russos e chineses jamais conseguiriam. Não por acaso, ao ver a invasão do Iraque, Muanmar Gaddafi, ditador líbio, interessado em não ter o mesmo fim de seu colega Saddam Hussein, resolveu voltar à mesa de negociação e abdicar de seu programa nuclear.

Agora que já foi exposto a raiz do pensamento de Rumsfeld, fica aqui sua frase: “a fraqueza atrai agressividade”. Tal composição de palavras é tão rica que tem infinitas aplicabilidades nos mais diferentes campos, no entanto, para os fins desse texto, vamos nos ater apenas no que tange à política externa americana. Se no passado, com Trump, os Estados Unidos não só era respeitado, como também temido; agora, com Biden, não podemos dizer que as coisas permaneceram iguais. Na administração passada, mesmo quando não havia uma ação militar contra os inimigos da América, havia algum tipo de sanção econômica ou diplomática, e mesmo quando essas opções não estavam no alcance, havia no mínimo uma retórica estrondosa que partia do antigo presidente, que para muitos, tinha um peso simbólico igual ou maior que uma ação mais assertiva.

Desde a chegada do já cansado e pouco presente Biden, a inércia e o silêncio parecem ser o modus operandi que a atual administração reveza para tratar dos problemas reais que podem gerar consequências para a nação. Se há algum problema sério, qualquer um pode apostar sem medo de errar que, ou o atual mandatária nada fará, ou se fará algo, no máximo falará algumas poucas palavras insossas e desinteressantes, e é só isso.

Pois bem, já no início de seu governo, Biden anunciou a saída das tropas americanas do Afeganistão. Uma medida que parece ser a mistura de arrogância, inocência e a mais pura burrice. O simples fato dos EUA sair de um conflito não fará com que o problema em questão que ali estava sendo travado acabe. Muito pelo contrário, ao assumir que a guerra por si é um problema maior que os interesses nacionais que ali estavam sendo disputados, Biden entrega para seus inimigos uma vitória que nem eles mesmos estavam esperando.

No vácuo dos americanos, não demorou nem 15 minutos para o Taliban, grupo terrorista que espalha o terror na região, voltar com tudo. Ou seja, desde 2001, os EUA gastou trilhões de dólares para lutar contra o Taliban depois dos ataques de 11 de setembro, e todo esse investimento em dólares e vidas de soldados foi jogado no ralo no exato momento em que Biden, no afã de posar de líder pacifista, resolveu transformar todo sacrifício ali investido em algo em vão.

Agora o Taliban tem liberdade para continuar fazendo aquilo que fazia antes da invasão americana: virar um solo de treinamento para que terroristas implementem ataques contra os Estados Unidos. Se Biden achava que investir na segurança do país é muito caro, espere o quão caro o povo americano irá pagar pelo desatino pacifista. Os americanos tiveram sua escolha na última eleição. Escolheram a fraqueza, e agora vão colher agressividade.

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