Biden incentiva protestos em Cuba e chama comunismo de “ideologia fracassada”


Sim. Parece mentira, mas é exatamente isso mesmo que você leu no título. Com o início da implacável onda de protestos em Cuba, a administração Biden se viu forçada a ter que emitir uma opinião sobre o ocorrido. Quase sempre, palavras advindas de um governo como o americano possuem um lastro, um poder, no entanto, dessa vez tudo indica que são apenas palavras ditas para sinalizar uma pretensa virtude e nada mais que isso.

Quando perguntada sobre a situação da ilha caribenha, a porta-voz de Biden não poupou palavras para designar de forma negativa o governo comunista e disse estar do lado do “povo cubano”. Ora bolas, se existe algo que nós já sabemos de antemão é que o governo americano não está do lado do povo cubano, ou até mesmo do próprio povo americano. O que a administração Biden está realmente preocupada é em falar palavras agradáveis aos ouvidos de latinos de origem e descendência cubana que nas últimas eleições votaram massivamente em Trump, sendo então uma grupo demográfico primordial para ser cortejado caso os democratas tenham pretensões de se manter na Casa Branca em 2024.

Para os incautos, as palavras de ânimo de Biden para as manifestações em Cuba pode até parecer algo animador, mas para quem já acompanha a política americana a alguns carnavais, fica evidente que esse modus operandi de joão-sem-braço não tem efeito algum. Em 2009, protestos gigantescos eclodiram no Irã. Obama, o então presidente da época, nada fez além de dizer que seu coração estava do lado dos manifestantes. A mídia americana, completamente anti-guerra, louvou as palavras de Obama comparando-o como um grande estadista, porém, na prática, a inação americana nada mais fez que perder uma oportunidade única de se livrar do regime dos aiatolás.

Não satisfeito em ter perdido uma oportunidade uma vez, Obama ainda foi agraciado mais tarde com mais uma oportunidade para perder uma oportunidade. Em 2010, quando começou a eclodir a primavera árabe, os protestos no Egito começaram a dar indícios que implicaria na queda do aliado americano e israelense, o ditador Mubarak. Obama desta vez preferiu ver o circo pegar fogo, e além de não ajudar seu aliado, ainda apoiou – apenas em palavras – os manifestantes contra o governo, que na primeira oportunidade colocaram no poder após a destituição de Mubarak os radicais da Irmandade Muçulmana. Nesses dois casos, não fazer nada sendo que ele poderia fazer qualquer coisa, mostrou apenas como faltava liderança na Casa Branca. Alguém duvida que se Trump estivesse no poder naquela época a resposta seria a mesma?

Agora os Estados Unidos se aproxima de um impasse. Uma crise política em Cuba tem uma potencial possibilidade de escalar para um conflito armado e uma guerra civil, cujas consequências seriam sensivelmente sentidas pela comunidade latina de americano que vive a poucos quilômetros da ilha, na Flórida. Biden sabe que tentar tirar os comunistas do poder em Cuba pode ter um custo muito caro, e talvez por isso prefira que os comunistas cubanos continuem massacrando e oprimindo seu próprio povo. É por isso que as falas dele contra o comunismo parecem algo tão corajoso, quando, na prática – ou justamente na falta dela – não passam de uma atitude das mais covardes. 

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