Dólar abaixo dos 5 reais sinaliza recuperação econômica


Uma ingrata surpresa dos últimos anos foi a subida abrupta do dólar, causada por inúmeros fatores, entre eles, inclusive, pela crise provocada pelo COVID-19. O real foi uma das moedas que mais se desvalorizaram no último ano, mostrando não só uma certa fragilidade dos nossos fundamentos econômicos mas também a carência e decepção de vários agentes do mercado no tocante ao atraso das reformas liberais tão urgentes.

A explosão do valor do dólar fez muito bem para um setor: a agroindústria. Enquanto isso, nossa indústria, mesmo com um câmbio favorável, não tem se mostrado competitiva. Outra consequência indesejada dessa desvalorização cambial foi a inflação de bens importados. Se por um lado os bens importados ficaram mais caros, por outro, isso nem sequer foi positivo para tentar fortalecer nossa indústria nacional, uma vez que nossa capacidade produtiva é tão baixa, por inúmeros fatores muito além dos impostos e regulações, que foi incapaz de aproveitar essa janela de oportunidade para ocupar esse espaço.

Uma das principais razões para que o real se valorizasse foi a inflação americana provocada pela expansão monetária e pelos programas lunáticos e irresponsáveis do governo Biden. Outra causa é a elevação dos juros brasileiros, o que atrai capital. O motivo para essa alta dos juros é tentar conter a inflação brasileira, que vem se acelerando fortemente e deve fechar acima da meta.

Como podemos presumir, tentar prever o câmbio de 2022 é um tarefa tão árdua que seria mais fácil encontrar um japonês nadando nas imundas aguas da baia de Guanabara que cravar tal número mágico. De qualquer forma, as variáveis que influenciam o câmbio são muitas e também são difíceis de prever, como é o caso das taxas de inflação, de desemprego e de juros, além da expectativa sobre crescimento econômico, entre outros milhares de fatores em diversos países ao mesmo tempo.

A pergunta que fica é se essa valorização do real pode se manter e acabar por devolver a nossa moeda a casa dos 4 reais. Caso isso aconteça, o impacto seria tremendamente positivo para a nossa economia e para as perspectivas de reeleição do presidente Bolsonaro. Se a economia manter o ritmo de recuperação, é possível que 2022, com um crescimento de 6% sobre uma base fraca de 2021 e com uma inflação controlada, seria completamente plausível um cenário de recuperação do emprego, o que causaria muita dificuldade para a oposição.

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