Estados Unidos mantém a política de Trump contra a Venezuela


Exatamente há um ano atrás, a mídia americana criticava a política externa de Donald Trump. Durante todos os seus 4 anos de mandato, nunca faltaram ataques. Suas falhas eram meticulosamente avaliadas enquanto suas qualidades era imediatamente desprezadas e ignoradas. Não surpreendentemente, com a saída do ex-presidente, as críticas podem ter desaparecido, mas os inimigos da América continuam os mesmos. E o receituário anteriormente tão vilipendiado por causa de seu emissor agora é visto como sensato ao ser empregado pelo “bom velhinho” Joe Biden.

A chegada do novo governo não parece ter mudado muita coisa na política externa americana, e o que tem mudado, não parece ter mudado para melhor. Biden não levantou nenhuma das medidas imposta a China e a Venezuela. A única mudança parece ser o trato com o Irã, no qual Biden demonstra de forma humilhante reestabelecer o acordo desvantajoso assinado com os iranianos com Obama e que Trump fez questão de romper unilateralmente. Os próprios aiatolás, sabendo que qualquer acordo com os americanos pode novamente não se sustentar após uma provável troca de poder em Washington, demonstram resistência em sentarem-se na mesa de negociação com o atual presidente.

Quando o assunto é a América Latina, Biden não mudou muito a política imposta pelo seu antecessor. A construção do muro, tão defenestrada na última administração como uma atitude racista, continua planejada. Já a crise humanitária na fronteira, com separação de crianças de seus “responsáveis”, essa foi acentuada nos últimos meses, e aquilo que antes, quando em menor incidência, era noticiado, agora que aumentou, é abafado pela mídia.

Já quando o assunto é a Venezuela, não há novidades. Os EUA continua sem reconhecer a legitimidade do governo de Maduro, insistem em creditar Juan Guaidó como legítimo líder do país e persistem no discurso de que trabalham para dar estabilidade e democracia para a região. Na prática, as negociações atuais para cessar o impasse hoje imposto se dão a cerca das próximas eleições e da formação de um governo de transição, mas ainda há muitas dúvidas sobre se Maduro aceitaria eleições legítimas, uma vez que em caso de derrota, ele e sua cúpula perderiam seu foro e poderiam ser julgados e perseguidos, tal como hoje perseguem seus opositores.

Durante o período Trump, apesar das atitudes serem similares, a retórica era outra. O ex-presidente em várias oportunidades deixou implícito que poderia agir de forma ativa para coagir Maduro. No entanto, apesar do clamor popular na Venezuela por uma intervenção americana, Trump não teve a oportunidade nem iniciativa de iniciar mais um conflito. Agora é a vez de Biden segurar nos seus ombros o mundo que Trump carregou por 4 anos. Pode ser um mundo mais leve, em razão de ter menos críticas, mas continua denso, devido aos seus mesmos problemas.

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