Sem Trump, mídia não liga mais para crianças enjauladas


Desde o dia 6 de janeira, a nova administração produziu um mágico e surpreendente efeito na forma como a mídia cobre as separações familiares que acontecem na fronteira dos EUA com o México. Na época em que Trump era presidente, a mídia dizia que o processo de separação de crianças dos responsáveis era desumano e não foram poucos que chegaram a acompanhar o que acontecia ali com a separação de pais e filhos que ocorreu nas câmaras de gás dos campos de concentração nazistas.

Agora que o presidente Donald Trump está fora do cargo, a mídia nem mesmo se dá mais o trabalho de usar a expressão “crianças em gaiolas” como fazia durante os anos Trump, quando o tema das crianças imigrantes na fronteira era tratado como a maior questão de direitos humanos da nossa geração.

Aparentemente, isso parece não ser mais um problema relevante agora que Biden foi eleito. Agora, em vez de “crianças em gaiolas”, a mídia está se referindo a eles como “crianças migrantes”.

O que está acontecendo é que o governo Biden está usando eufemismos para se distanciar de tudo que a mídia alegou odiar no governo Trump. Por exemplo, “gaiolas” agora são chamadas de “estruturas rígidas”. As anteriormente denominadas “cidades-tenda”, onde os imigrantes presos ficavam agora é chamado carinhosamente de estruturas “semi-permanentes”.

A verdade é que o problema na fronteira já existe há décadas. E inclusive foi no governo Obama que começou a construção das “gaiolas” usadas pela mídia para atacar Trump. Prova disso é que só quando Trump entrou no cargo foi que a mídia começou a compartilhar um artigo e uma foto de 2014 (quando Obama era presidente) para começar a falar sobre “crianças enjauladas”.

A política de dissuasão de Trump de prender aqueles que cruzaram ilegalmente a fronteira exacerbou o problema na fronteira. O governo não iria colocar crianças na prisão com suas famílias (assim como não colocaríamos uma criança na prisão se seus pais cometessem um crime aqui nos EUA), mas isso resultou em separações familiares. Instalações para abrigar imigrantes ilegais já estavam lotadas sob Obama, e as situações pioraram com Trump.

Os democratas não queriam as famílias separadas, mas também não queriam as crianças na prisão com os pais. O que eles queriam de fato é que toda e qualquer pessoa que pusesse os pés nos EUA pudesse ficar, e de preferência, votar – neles, é claro. Ademais, dentro da narrativa deles, qualquer um que se opusesse às fronteiras abertas só poderia ser um racista. É claro, agora que Biden é presidente, e que as leis imigratórias estão sendo colocadas em prática, por algum motivo eles não acham racistas as políticas que antes julgavam abomináveis no governo anterior.

Agora, sob o comando de Biden, a mídia americana está em êxtase dentro do seu mundo cor-de-rosa onde tudo é perfeito desde a saída de Trump. Apesar disso, a realidade na fronteira americana continua sendo um problema real. Por ela, além de entrar ilegais, entram drogas que estão destruindo a nação. Sendo assim, não seria surpresa para ninguém se fosse descoberto que a mídia não só esteja sendo influenciada pela mudança de governo, mas também pelo que passa pela fronteira que deixa a visão de mundo deles mais “colorida”. E não estou me referindo aos imigrantes.

Comente com polidez!

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair /  Alterar )

Foto do Google

Você está comentando utilizando sua conta Google. Sair /  Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair /  Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair /  Alterar )

Conectando a %s