Não subestime 2021


Há exatos 365 dias atrás milhões de brasileiros se aglomeravam em praias, festas e casas para comemorarem aquele que viria a se tornar o pior ano de suas vidas. Pouquíssimas pessoas sérias poderiam prever os desafios que estariam à frente em 2020. E qualquer pessoa sã deve avaliar que as marcas de 2020 podem ter repercussões daqui pra frente. Por exemplo, antes da COVID, a reeleição de Trump era tida como certa. Dessa forma, um evento até então inesperado foi capaz de chacoalhar o panorama eleitoral dos EUA a ponto de pôr um fim na escalada conservadora que tomava conta do país desde 2016.

O problema é que os efeitos do COVID-19 não ficarão presos ao ano de 2020. Nos próximos anos, muitas indústrias e setores da economia continuarão afetados. Ideias de livre mercado que até então eram vistas como a solução para os problemas dos países, agora, fazem-se inúteis para lidar com essa nova realidade. Em face disso, ideias keynesianistas já tidas como sepultadas agora ressurgem das cinzas nas mentes de vários especialistas como a única alternativa para lidar com a crise na qual estamos inseridos.

Além disso, os países se encontram em diferentes pontos quando o assunto é a capacidade de lidar com a COVID como doença e a capacidade de lidar com as consequências econômicas da pandemia. Devido a esse fato, muitas economias se mostram despreparadas e dependentes de outras, principalmente da China. Os chineses passaram os últimos 3 anos sendo derrotados por Trump numa guerra tarifária, e justamente quando eles haviam assinado um acordo que selaria sua derrota, eis que o vírus surgido em Wuhan faz com que a China apareça ao mundo como principal potência emergente. O inimigo número 1 da China, Donald Trump, está derrotado, e agora o cenário com Biden parece livre para a ascensão chinesa.

Portanto, as transformações iniciadas no ano de 2020 ainda serão sentidas nos próximos anos e provavelmente ainda nem estão longe do seu final. A imposição da vacina e do lockdown fomentam no pensamento coletivo a submissão ao Estado autoritário que se vê no direito de mitigar as liberdades da população. Enquanto isso, o povo assiste a tudo, inclusive a corrupção de equipamentos, drogas e vacinas para o combate ao COVID, de forma completamente bovina. Por isso, é notório que 2020 não foi bom, mas ainda é cedo para dizer que não deixará saudades. 2021 vem por aí e se deveríamos ter aprendido algo nesses últimos meses, é que precisamos estar preparados para o pior. 

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