Bizarrices de uma pandemia chinesa


2020 foi um ano especial. Você pode até não ter gostado dele, mas uma coisa é certa. Será um ano difícil de esquecer. A quebra de paradigmas provocada pela chegada do vírus vindo da China acarretou não só na piora da saúde física das pessoas, mas também da mental. Se já havia pessoas alteradas psicologicamente em 2019, ao que tudo indica, 2020 liberou o que havia de mais louco e bizarro dentro delas.

Ao serem deparados com uma nova realidade inconveniente, muitas pessoas, no primeiro momento, negaram-se a crer que teriam suas vidas afetadas e seguiram como se nada tivesse acontecido. Pois bem, em pouco tempo, mesmo antes de a doença chinesa chegar em nossas terras a paranoia já havia invadido a mente dos nossos governantes. Muitos deles, já imbuídos de pensamentos autoritários, viram nesse caos a oportunidade perfeita para fazerem medidas extremamente autoritárias, piorando a vida de milhares de pessoas enquanto diziam estar cuidando dessas mesmas.

A pandemia mostrou como alguns governantes acham que o povo não é inteligente o suficiente para cuidar da própria vida, precisando então de uma tutela estatal. E dentro do hall de ideias brilhantes colocadas em prática nesse ano, destaca-se o lockdown. A tática se consiste em trancar de forma imperativa todas as pessoas em suas casas, impedindo-as de trabalhar e de exercer seus direitos de ir e vir. O resultado de tal prática não poderia ser mais devastador. A economia derrete, uma vez que, trancadas em casa, as pessoas não podem trabalhar nem consumir como antes. Países como a Argentina instituíram uma modalidade interessante: o lockdown infinito. Lá, a paralisação já dura 9 meses e não há previsão alguma de terminar. No início, o país até conseguiu manter o número de mortes bem baixo, porém, com o passar dos meses, o lockdown se mostrou ineficaz em todos os sentidos, pois o país alcançou e até ultrapassou as mortes de países que nunca impuseram restrições tão rígidas.

No tocante a pandemia, talvez a principal marca desse ano foi a obrigatoriedade do uso de máscaras. Apesar de vários estudos já terem apontado que o vírus consegue tranquilamente ser transmitido por pessoas que usam máscaras, as autoridades públicas e a sociedade civil resolveram embarcar num hipócrita “me engana que eu gosto”, demandando que todos usem máscara para o combate a COVID, sendo que todos sabem que as mesmas máscaras não conseguem combater o COVID.

Como se isso não fosse o bastante, agora já ficou até provado que os escudos faciais também não são eficazes contra o COVID. Como o vírus permanece no ar e na superfície de objetos, ele é capaz de penetrar por dentro das máscaras e visores, adentrando por vezes através dos olhos ou dos ouvidos. Mesmo assim, muitos prefeitos instituíram o uso obrigatório de máscaras, e quando algum cidadão desobedece, usam a força policial para reprimi-lo. Seria engraçado se não fosse trágico. O Estado impor uma medida com o intuito de salvar vidas, e quando um indivíduo descumpre tal medido o Estado o combater com força bruta, colocando em risco sua vida. Não faz o menor sentido.

Na esteira da crendice popular, a inventividade do brasileiro criou várias soluções mágicas para se ver imune ao COVID. Dentre as muitas bizarrices, a que mais vem ganhando força é a introdução de ozônio pelo reto. Um prefeito na cidade de Itajaí, que por sinal foi reeleito, ganhou popularidade nacional por criar um programa de prevenção ao COVID que se consistia em 10 sessões de ozônio via anal. É óbvio que tal método ainda não tem eficácia comprovada, mas aposto que tem muita gente se mudando pra lá em busca do ozônio.

O COVID também deu margem para que sonhos delirantes de certos esquerdistas também ganhassem vez. Houve quem quisesse obrigar os patrões a não demitir seus empregados, a despeito da crise provocado pelo lockdown imposto pelo governo. Ora, se o patrão não está tendo lucro e o funcionário não pode trabalhar por causa do lockdown, por que o patrão não poderia demitir? Tal ideia “brilhante” apenas resultou numa quebradeira generalizada de negócios onde quer que foi tentada, e ainda assim ainda há esquerdistas que continuam defendendo tal coisa.

Ainda falando do vírus da hipocrisia, o principal que expôs a divisão social brasileira é o movimento FIQUE EM CASA, onde a classe média dos bairros ricos, que não precisam trabalhar ou que trabalham de casa, diz para os pobres, que precisam trabalhar e não tem o luxo de trabalhar de casa, o que estes últimos devem fazer. Algo completamente ridículo. Ainda mais quando vemos pessoas ricas moralizando o comportamento dos pobres ao sair de casa e até há casos de gente que culpa os próprios pobres que não ficaram em casa por suas mortes. Um pensamento desumano que beira a sociopatia ideológica.

Agora falando sobre o mercado de trabalho, este parece que se adaptou rapidamente a chegada do vírus. Algumas profissões parecem que não tem como continuar existindo nessa nova realidade, mas outras surgiram, como é o caso dos profetas do Apocalipse. Do nada, surgiram supostos especialistas, cada um com uma previsão mais histérica que a outra que ganham fama e visibilidade explorando o medo das pessoas e o sensacionalismo da mídia.

Sendo assim, qualquer um poderia concluir que 2020 foi um ano que muitos gostariam de esquecer no futuro. 2020 não se diferiu de outros anos pela forma das notícias, mas pelas intensidade delas. Se antes os políticos roubavam a saúde com fraudes em compras de ambulâncias, eles apenas adaptaram seus esquemas para os novos tempos, criando aquilo que já estamos conhecendo como COVIDÃO e VACINÃO. Dessa forma, não importa o que aconteça. A nossa única certeza é que seja lá qual for a novidade, irão arrumar um novo jeito de roubar com ela. Nossos políticos são criativos. Tão criativos que estão transformando nosso país numa mistura de hospício a céu aberto, onde presos são libertos das prisões e trabalhadores são presos dentro de suas casas.

Comente com polidez!

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair /  Alterar )

Foto do Google

Você está comentando utilizando sua conta Google. Sair /  Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair /  Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair /  Alterar )

Conectando a %s