Status, o que é e porque importa


Olá amigos! Hoje nós vamos falar sobre algo muito interessante. O tema do capítulo é o status. O que viria ser tal coisa? A título de curiosidade, status seria a condição (de alguém ou de algo) aos olhos do grupo humano em que vive. Logo, percebemos que status é como uma reputação. Não é algo que você tem em si. É algo que você tem na percepção das pessoas a sua volta. Em outras palavras, quando fazemos uma classificação de alguma pessoa como alfa ou beta, devemos ter em mente que esses são conceitos insuficientes para explicar a hierarquia social humana, uma vez que a sua posição social não só depende do meio no qual você está inserido mas também da boa vontade das pessoas a sua volta em mensurar suas qualidades de defeitos.

Deste modo, a mesma pessoa pode ser percebida como alfa num meio, e beta em outra. Ou pior. Ela pode ser percebida como beta no meio, e posteriormente reconhecida como alfa no mesmo meio num segundo momento. O seu status social não só é dinâmico e variável. Ele está sempre em constante mutação. E muitas vezes nem depende de você ou de como é visto. A própria inserção de outros indivíduos melhores que você num meio pode diminuir seu status. Assim como a entrada de pessoas piores que você num meio pode elevar seu status.

Então, o que devemos ter em consideração que status não é uma variável objetiva. O seu status é uma medida subjetiva e referencial. Como diz o ditado: “em terra de cego quem tem um olho é rei”. Esse ditado sintetiza bem como o status funciona. Essa mesma pessoa que só tem um olho, estando num meio só com outras pessoas com um olho somente será tida como normal (inclusive receberá empatia dos seus iguais), e se for para um lugar com pessoas com 2 olhos, será tida com condescendência, escarnio ou estranheza. Sendo assim, o seu status é algo que depende do meio em que você está inserido, pois ele é uma ferramenta que vai facilitar a forma como você será tratado em diferença dos demais, uma vez que o status é um signo que tende a tratar pessoas em comparação com outras.

Como sabemos, o ser humano tem duas formas de pensar. Uma, a mais rápida, é a com o sistema límbico do cérebro; a outra, mais devagar, é usando o córtex frontal. Nosso cérebro, assim como qualquer outra parte do nosso corpo, sempre tenta poupar energia. E a forma como o nosso cérebro faz isso é se apoiando em rótulos que façam com que não avaliemos cada caso separadamente e sim recebamos cada informação em relação aquilo que já temos gravado no cérebro. Quando vemos um animal com 4 patas e um foucinho, nosso cérebro não tenta classificar aquele animal como algo único e sim tenta encaixar aquelas características dentro de algum rótulo anterior, que mesmo que grosseiro e incompleto, explique o que estamos vendo – no caso, um cachorro.

Sendo assim, a maioria das pessoas, ao te ver irá te rotular da forma mais simplista possível. Quando um empresário te olha, ele te olha como útil ou não. Quando uma mulher te conhece, ou ela te rotula como atraente ou não. Quando uma pessoa se aproxima para ser seu amigo, ou você é interessante ou não. É por causa dessa rotulagem que as pessoas fazem uso de signos visíveis e invisíveis para ajudá-las a classificar as demais. O nome que é dado para essa tarefa do cérebro de reunir característica superficiais para fazer uma rotulagem mais rápida possível se dá o nome de preconceito.

Por mais mal visto que seja o preconceito, todas as pessoas possuem suas preconcepções e todas, absolutamente todas, são reféns das preconcepções alheias. Por isso, uma pessoa racional deve procurar entender quais são os preconceitos comuns dos grupos nos quais estão inseridos e também saber quais são os preconceitos que devem moldar sua opinião em certas situações. É por isso que é tão importante que cuidemos da nossa aparência. Apenas idiotas não julgam os outros pela aparência. Sim, eu sei. Aparências podem ser enganosas. O correto é julgar as pessoas pelas suas ações e caráter. No entanto, ao nos depararmos com alguém, não temos como aferir o caráter da pessoa. Por isso nossa única forma de julgamento, inicialmente, deve se basear na aparência.

É em função disso que uma pessoa racional faz uso dos preconceitos alheios para não se encaixar naquilo que é rotulado como ruim e tentar se aproximar ao máximo, com sua vestimenta, palavreado e ações daquilo que é rotulado como elevado. Nesse sentido, o virtue signaling – sinalização de virtude – pode ser uma arma ao seu favor. Ao executar atitudes que melhoram e externam suas virtudes aos olhos dos demais, você pode melhorar sua reputação, ganhar admiração e se brindar de críticas. Muitos dos filantropos não fazem caridade por amor aos pobres e sim para melhorar suas imagens. Assim como muitas vezes devemos contar histórias sobre nós que reforcem narrativas positivas sobre nós.

A aparência nos diz muita coisa. Pode nos dizer o gênero, o nível socioeconômico e até mesmo a profissão da pessoa. Todas essas variáveis nos ajudam a decidir como devemos tratar a pessoa. Por mais que creiamos que todos mereçam respeito, na realidade, respeito não se dá, se conquista. E muito desse respeito pode ser conquistado instantaneamente através de uma boa apresentação.

O status é algo que varia de lugar para lugar. Uma mulher que está dentro de um ambiente. Por exemplo, que frequenta balada rock. Ai dentro da balada rock tem um líder de uma banda. Ele é feio, gordo, careca, pobre, mas é o líder da banda mais respeitada do local. Ou seja, não tem beleza, nem dinheiro, só tem status. E digo uma coisa. Esse líder de banda provavelmente terá melhor tratamento ali que um modelo ou um milionário. Isso ocorre porque tanto a beleza como o dinheiro são apenas símbolos de status, enquanto sua posição de líder de banda respeitada já é o status em si.

Uma outra forma de perceber o status da pessoa é por associação. Imagine a moça do exemplo acima. Ela se interessa pelo líder da banda da balada rock porque ele tem status no mesmo meio em que ela está. No entanto, quando ela sai do meio rock e vai para a rua, ela vê um grupo de skatistas e encontra um cara que é muito respeitado por todos. A forma como os outros tratam a pessoa faz com que ela, que não faz parte daquele grupo, respeite-o por associação. Existem até casos em que mulheres se interessam por homens simplesmente por vê-lo como líder de algum grupo, pois isso na mente delas o faz parecer um líder/alpha que ostenta poder social.

Um paradoxo complicado em relação ao status é que ele, diferente do dinheiro e da beleza, não pode ser ostentado. Toda vez que alguém começa a jogar sua superioridade na cara das pessoas, ela é tida como arrogante. É por isso que é importante que sua superioridade seja alardeada pelos outros, e nunca por você. O que acontece é que o ideal é que você seja percebido como superior, mas humilde o suficiente para que as pessoas não te achem inacessível.

Dentre as formas de tentar transparecer um status superior, existem várias formas naturais e existem algumas formas emuláveis. Uma pessoa realmente poderosa não precisa fazer nada para parecer que tem um status alto. Ela já está tão acostumada a ser dominante nas suas dinâmicas relacionais que naturalmente já exibe uma atitude proeminente. Também existem algumas pessoas que não tem uma posição de liderança ou destaque social, mas conseguem EMULAR um comportamento alfa através de alguns life hacks. Isso é extremamente útil no curto prazo, quando as pessoas ainda não te conhecem de verdade. No entanto, tentar se impor demais sem ter um lastro social, o que fica difícil de não acontecer no longo prazo, pode gerar conflitos.

Um ponto interessante é que seu status é crucial para definir como você será tolerado. Quando alguém de baixo status comete um erro, será escrachado e punido. Mas quando alguém de alto status comete o mesmo erro, é tolerado ou perdoado. As respostas aos seus erros são um ótimo termômetro para saber o quanto você é considerado pelas pessoas com quem você interage. Caso seus pequenos erros sejam muito considerados, é porque a pessoa desconsidera você.

Nessa esteira entra a questão de reconhecer ou não os erros. Lembrem-se. Reconhecer erros, em regra, é errado, pois você perde moral com as pessoas. É óbvio. Existem exceções. Como quando alguém faz virtue signaling e pede desculpas em público, não porque está arrependido, mas para mostrar às demais como é humilde. No entanto, reconhecer erro é percebido como fraqueza na maioria das vezes e muitas pessoas se rebaixam ao errarem (ou quando as pessoas acham que ela está errada).

Caso você seja superior e não depender da boa vontade das pessoas ofendidas, pedir desculpas pode parecer algo virtuoso, uma vez que você não depende deles. Contudo, se você for inferior aos ofendidos, você é refém da boa vontade deles. Nesse caso a situação fica mais perigosa.

Dentre muitas formas que transparecer um maior status, poderíamos frisar aqui algumas. Ter uma vida social ativa, demonstrando sair bastante nas redes sociais, eleva seu status, assim como ter muitos amigos e muitos likes nas redes sociais. Denota que você tem uma importância. Seres humanos fazem deduções. Se mil pessoas curtiram sua foto a pessoa conclui que você não é qualquer um.

Exibir gostos caros que a maioria das pessoas gostaria de poder fazer você ganhar a admiração das pessoas. Exibir os mesmos gostos que as pessoas comuns têm cria empatia e faz com que pessoas se identifiquem contigo, enquanto exibir gostos bizarros faz com que as pessoas te estranhem.

Postar pensamentos negativos, xingamentos, suicidas, em geral, faz com que as pessoas não queiram se aproximar muito de ti. Já se você exalar positividade, bom-humor e esperança, as pessoas te verão como um porto seguro. Ser amável com animais geralmente contará positivamente, uma vez que dificilmente pessoas externarão que os odeiam.

Ter um emprego bom te confere um status elevado, mas isso não é uma opção para a maioria das pessoas. Viajar, conhecer o mundo, saber cozinhar, ter hobbies caros, também são signos de status excludentes para a maioria das pessoas pobres. Vir de uma boa escola e de uma boa faculdade, principalmente no exterior, também eleva seu status.

Um ponto interessante é que saber cantar, tocar um instrumento, pintar, esculpir, tecer, ou qualquer outra habilidade artística pode ser um grande ativo social. Além disso, devemos salientar que fazer parte de grupos marginalizados pode derrubar seu status. Infelizmente, há países em que você apenas por ter uma certa etnia ou religião, já será o suficiente para ser tratado de forma diferenciada. Então muito cuidado em como você entrega informações comprometedoras aos seus possíveis inimigos.

Portantos, o status é um atributo primordial o qual todos precisamos dar mais atenção. Seres humanos são animais sociais e boa parte das boas lembranças que temos nessa vida são mais gostosas quando são compartilhadas com quem amamos. E se existe algo que já reparei, é muito mais fácil você ser amado quando você tem um status elevado.

Um comentário

  1. Bom texto cara, fiquei curioso agora, eu não participo de nenhuma rede social, até tenho uma conta no Instagram mas estou ali como expectador, nunca postei absolutamente nada ali.
    como será que as pessoas me enxergam a partir de rede social vendo um perfil apenas com a foto e o nome, sem nenhuma postagem ?

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