Mercado Sexual: Fundamentos


Olá amigos! Hoje nós analisaremos com afinco algo que tenho certeza que vocês já notaram mas possivelmente nunca devem ter dado a devida importância. Toda a vez que saímos às ruas para fazer compras o fazemos porque inicialmente possuímos uma DEMANDA. Para supri-la então vamos a alguma loja ou estabelecimento que tenham uma OFERTA daquilo que desejamos.

Desde já, todo mercado é influenciado pelas leis de Oferta e Demanda. Talvez não notemos isso no nosso cotidiano, no entanto toda vez que vamos comprar uma banana estamos sujeitos a oferta desse bem. Caso haja muitas bananas, seu valor será inversamente proporcional, ou seja, menor. Já se houver poucas, seu valor será maior. Por isso, a oferta e a demanda de um bem é um dos principais fatores que definem o PREÇO de algo.

Mas ai você pode me perguntar? Por que você está falando sobre o preço de bananas comigo? Pois é, amigo. Usei esse exemplo pois as regras aplicadas ao mercado de bens, de serviços, ou até do mercado financeiro, também são aplicadas numa área que pouquíssimas pessoas se atentam: no mercado sexual e/ou amoroso.

Por que motivo você acharia que as pessoas teriam uma racionalidade lógica para decidir fazer suas decisões nos demais mercado, mas não teriam a mesma lógica para o mercado amoroso? Sim. Devo salientar que nem sempre as pessoas fazem decisões racionais. Elas podem ser manipuladas ou agir instintivamente contra seus próprios interesses. Contudo, em regra, as pessoas seguem determinado padrão. No livro Ação Humana, Ludwig Von Mises lançou as bases daquilo que conhecemos como PRAXEOLOGIA, que seria a ciência que explica como os indivíduos buscam atingir seus objetivos através decisões.

Segundo Mises, o motor central que move as ações humanas serio o desejo. O ser humano, diferente de outras espécies, é ímpar no sentido em que sua consciência não se adapta para se contentar com suas circunstâncias. Estamos – como já dizia Nietzche – num infindo estágio de expansão no qual tentamos moldar nosso meio físico e até nossas próprias psiquês rumo a uma evolução. Tal evolução, aos olhos da praxeologia, dá-se pois haveria um desconforto provocado no homem ao ver a realidade real contrastada com nossas vontades e expectativas. Em função disso, a inconformidade seria a principal fonte dos nossos desejos.

Um outro fator que merece ser mensurado é que nem sempre o ser humano tem em suas mãos os meios de ação para suprir seus desejos, mesmo que esteja bastante inconformado com sua realidade. Nesse caso o ser humano se muniria do conformismo e passaria a construir uma narrativa conveniente para melhor conviver com aquilo que não pode mudar, algo já refletido pelos filósofos estoicos.

Sendo assim, chegamos a um outro fator que é responsável por gerar ações: a fé. Exato. É imprescindível que haja fé – fundada ou não – de que as ações feitas por nós serão capazes de obter nosso resultado almejado. Do contrário a inércia seria preferível. Apesar do fato de todos nós buscarmos, em tese, pela felicidade quando buscamos realizar nossos desejos materiais ou metafísicos, é importante avaliar que cada um de nós responde de forma diferente a esses impulsos, sendo que possuímos aptidões, condições e desejos particulares, o que faz com que haja subjetividade em relação aos objetivos de cada um de nós. Assim, apenas o particular sabe o que realmente é do seu interesse, e não é racional alguém tentar se guiar 100% pelos desejos alheios, mesmo que de pessoas admiráveis e de sucesso, pois as circunstâncias deles não sãos as mesmas que as nossas, e como decorrência disso, suas aspirações não podem ser de todo iguais.

Tal subjetividade individual, por mais que pareça algo excêntrico, tende a ser ponderada quando julgamos que um mercado é composto por toda uma totalidade de desejos subjetivos, que de forma coletiva, acabam criando padrões perceptíveis. Um cliente que come 100 barras de chocolate por dia pode distorcer a visão de alguém que dá muita ênfase à evidência anedótica, mas quando avaliamos o todo, fazendo uso apenas de dados estatísticos, percebemos que distorções tendem a ser amenizadas pelo comportamento da coletividade. Portanto, o fato da exceção existir, chama muito mais a atenção de observadores, que lhe dão muito mais valor muitas vezes do que merece. Quantas vezes vemos pessoas discutindo sobre acidentes de avião? Muitas pessoas, com medo, até preterem o avião para viajarem de ônibus, mesmo quando as estatísticas de acidente de ônibus são bem mais presentes.

O caráter dos indivíduos de um mercado também não é algo que pode ser desprezado. Um indivíduo honesto tende muitas vezes a achar que todos pensam como ele, e por isso pode ser mais alvo de calotes que um indivíduo desonesto. A própria criação pode influenciar a visão de mundo dos agentes do mercado. Uma pessoa altruísta pode ser menos agressiva em negociações que pessoas egoístas. Pessoas idealistas podem tender a dar mais valor a lutar por um ideal ou missão para suas vidas que para acumularem bens materiais. Há pessoas que tem um propósito para suas vidas, e agem no sentido de realizá-lo; já outras, preferem viver niilisticamente um dia de cada vez sem rumo nenhum. Todas essas características moldam o funcionamento do mercado.

Um mercado tomado de pessoas desonestas tenderá a ter altíssima regulação e burocracia. Já um mercado notado pelos baixos incidentes criminosos, com o passar do tempo, pedirá para ser mais informal. Um mercado tomado de pessoas egoístas tenderá a desenvolver muita competição, já um mercado com mais pessoas altruístas formará mais colaboração entre seus agentes. Um mercado gerado por pessoas idealistas terá mais doação de capital para entidades que cuidam de causas e ONGs. O próprio predomínio de um tipo de indivíduo num tipo de mercado gera uma CULTURA em favor desse tipo de comportamento que tende a fazer com que todos os demais indivíduos, mesmo os não dotados dessas características, tenham que se moldar a isso.

Agora chega de explicação. Vamos à prática! O que você deseja para sua vida? Você deseja algo? É material ou não? Você está conformado com sua situação atual? Acredita que é possível que suas ações possam mudar a realidade com a qual você está inconformado ou adquirir aquilo que você não possui mas almeja? Pensemos num carro. Numa Ferrari. Boa parte das pessoas nem sequer deseja uma Ferrari, pois sabe que está fora das suas realidade. Porém, é possível que essas pessoas sonhem com um Golzinho. De igual modo, poucas pessoas querem ser bilionárias. A maioria apenas luta para receber um promoção no emprego ou conseguir um subemprego quando estão desempregadas. A próprio mediocridade e falta de fé nas mudanças faz com que as pessoas se conforme com seu cotidiano cinzento e não criem muitas expectativas mirabolantes para não provocarem futuras frustrações.

Voltemos a questão do carro. Digamos que você queira uma Ferrari. Você está disposto a pagar o PREÇO para alcançar esse sonho? O preço de uma Ferrari não é só definido pela sua escassez, mas pela sua especialidade, pelo seu alto custo tecnológico e pelo símbolo de status atribuído a marca. Logo, percebemos que uma Ferrari é muito mais que um carro, é um signo de vitória e de elevação na hierarquia social humana. Todavia, esse não é um sonho que todos querem – ou podem – ter. Lutar por isso significa estar sujeito à frustração caso não alcance o objetivo, e muitos não mensuram isso no início de suas jornadas.

Acontece que hoje, no Brasil, a situação é tão precária, que não só Ferraris, mas bens bem menos comuns estão fora do horizonte de muitos. A maioria dos brasileiros vive com um salário mínimo -ou menos – e nunca terá um carro. Nunca terão casa própria. Nunca concluirão uma universidade. Nunca terão um diploma de medicina. Nunca passarão num concurso de alto nível. O sucesso, no Brasil é para poucos, e uma vida digna, infelizmente, também é.

Agora que já descrevemos como a vontade dos indivíduos é formada e como ela influencia suas decisões, temos que avaliar como isso afeta as escolhas que fazemos em relação aos nossos desejos afetivos e sexuais.

Percebo que muitos jovens possuem uma visão otimista demais acerca do mercado sexual. A maioria nem parece perceber que está num mercado e que é um produto dentro dele. De forma alienada, muitos deleitam-se na ilusão de encontrar um mulher com uma série de qualidades, e conduzir com elas um relacionamento, terem filhos, gerarem uma descendência, e por fim terminarem o conto de fadas que almejarem para si próprios com um final feliz. E aqui serei sincero. Eu mesmo já nutri essa ilusão.

Numa certa oportunidade eu conheci uma pessoa bastante especial e tentei de forma bastante assertiva ter um relacionamento sadio e honesto com ela. Durante muitos meses da minha vida, desperdicei tempo, recursos e muito, muito afeto em alguém que parecia ser uma pessoa maravilhosa com todos, menos comigo. Após um longo período de reflexão, notei que não havia absolutamente nada no meu comportamento que poderia ser considerado errado. Eu a tratava exatamente da forma que ela dizia que gostava de ser tratada. Eu fazia tudo que em tese poderia estabelecer uma conexão de afeto, mas tudo o que eu fiz foi em vão. Eu apostei tudo, e perdi.

Apesar desse baque, eu tentei depreender qual era o motivo do meu insucesso. E após muita reflexão, eu tive a iluminação de que fui mais uma vítima do mercado sexual, justamente por ignorá-lo e por não conhecer suas regras. No início, mensurei que por mais que minha relação na teoria fosse entre “partes iguais”, na prática, a dinâmica do poder era inteiramente desproporcional. Havia muito mais desejo meu de ficar com ela do que o contrário. Num determinado momento até tentei dar um gelo nela para ver se ela sentiria minha falta e me daria mais valor, porém o resultado foi pífio. Isso não funcionou.

Depois de tanto tempo investido naquela pessoa, eu ainda, num caso claro de ESCALADA IRRACIONAL DO COMPROMETIMENTO, tentei fazer de tudo para tentar salvar o que já não podia ser salvo. A real é que havia entrado numa luta, sem saber que era uma luta, com regras totalmente feitas contra mim.

A primeira coisa que pude perceber é que estava querendo me envolver com uma mulher bonita, educada, com uma família estruturada. Eu sempre soube muito bem o que eu queria e intuitivamente sempre soube o quão raro era achar alguém assim. Aqui percebemos que num mercado repleto de mulheres vadias e putas, procurar uma mulher decente é o mesmo que tentar comprar um item muito raro. E como sabemos quanto mais raro um bem, maior seu valor. Em contrapartida, eu não era tão bonito quanto ela, tinha uma carreira promissora, excelente educação, mas isso se mostrou insuficiente desde o início. Em relação a ela, eu não tinha poder de barganha algum.

Ela, sendo bonita e jovem, poderia ficar com caras muuuuuuito superiores a mim. E foi exatamente o que eu vi acontecer nos anos seguintes. Pude perceber que no mercado sexual, a beleza feminina vale muito mais que a masculina. Muito mesmo, sendo praticamente o fator predominante para a posição da mulher do mercado sexual.

Já para o homem, a mensuração é mais complexa e passa por fatores subjetivos e objetivos. Via de regra, usa-se o LMS (Look – Money – Status, “aparência – dinheiro – status”) para avaliar o poder de barganha masculino. Notem que eu excluo dessa lógica fatores abstratos como “amor” ou “paixão”, uma vez que observei incessantes vezes que quanto mais LMS alguém tiver, mais “amado” será e mais paixões arrebatadoras provocará nas mulheres.

É importante frisar que LMS foi um conceito criado na gringa. Por isso, creio que seja importante uma adaptação para algumas regiões do Brasil. Lá fora, a beleza conta muito por ser um país rico no qual a maioria das pessoas consegue viver dignamente. Já aqui no Bostil, uma vida digna é um privilégio de poucos. Logo, uma mulher racional e sem muita renda sempre irá preterir um homem lindo por um homem rico quando o assunto for matrimônio, uma vez que após o casamento é até possível ela trair esse homem rico justamente com o bonitão.

Quando avaliamos a beleza, alguns padrões são bastante marcantes para os homens. O primeiro é a altura. Um homem abaixo de 1,50m está na pior e há pouco ou nada que possa fazer quanto a isso. Em regra, quando o assunto é altura, quanto maior melhor, até os 2 metros. A partir daí a pessoa é considerada um aberração. Então a regra é simples: sua altura só precisa ser maior que a da mulher, pois a maioria esmagadora das mulheres diz preferir homens mais altos. Elas podem até ficar com baixinhos, mas não ficam com eles por causa de sua altura, mas apesar dela.

Um outro fator determinante para o homem seriam os traços faciais. Um nariz alinhado, não torto e não muito grande geralmente é a base de um rosto simétrico. Possuir olhos claros, estatisticamente, aumenta as chances de ter mais parceiras durante a vida. Um maxilar quadrado, bem delineado é o maior símbolo de testosterona que um homem pode ter, independente de etnia ou origem, um homem dotado dessa característica está muito na frente dos demais.

Além desses fatores, o shape é fundamental. Ter um corpo sarado com baixa gordura corporal, com um notório “tanquinho” é um ativo, principalmente se ele for acompanhado de muita massa corporal nos peitos, ombros e dorsais, formando o famigerado V-Shape. Contudo, não devemos exagerar. A escolha feminina é multifatorial. Ter apenas um corpo bonito não acompanhado de um rosto, de beleza ou de status pode não fazer muita diferença se seu objetivo é apenas cativar o sexo feminino.

Um ponto polêmico é que em muitas regiões percebemos que determinados traços étnicos são mais desejados que outros, enquanto alguns são mais desprezados. Aqui cabe algumas ponderações. Há quem diga que determinadas etnias são mais quistas no mercado sexual devido a fatores históricos e culturais. E eu acredito que isso tem um peso, mas não somente isso influi. Há outros que dizem que a beleza humana seria objetiva e que determinadas etnias teriam chegado evolutivamente mais próximo do padrão de beleza (altura, maxilar quadrado, rosto simétrico) do que outras etnias, e por isso em ambientes multiculturais determinadas etnias sairiam na frente no mercado sexual.

Além da beleza, teríamos o fator dinheiro e status. Quanto ao dinheiro, quanto mais melhor. Um homem rico consegue comprar qualquer coisa no Brasil, até mesmo o amor verdadeiro. Numa sociedade dinheirista e imoral como a nossa, o dinheiro não só serve como meio de obter bens mas de chegar aos patamares sociais mais elevados. Um homem rico no Brasil pode até atrair muitas interesseiras que só estão a fim de sugar seus bens. No entanto, enquanto as pessoas podem criticar isso, essas mesmas interesseiras estão nem ai para o que eu e você achamos e continuarão sugando os ricaços e lhes proporcionando enorme bem-estar.

Em relação ao status, é o mais versátil dos fatores. Primeiro porque ele é o mais influenciado por eles. Um cara muito bonito por si só já pode ter um status mais elevado em alguns ambientes. Assim como um homem rico instantaneamente já tem status em muitos lugares. Muitas vezes o dinheiro é apenas um caminho para se obter status, que é o que de fato interessa. Mas mesmo sem dinheiro ou beleza não são raros os casos nos quais o status beneficia um indivíduo num determinado nicho. Um cantor de uma banda sem sucesso, pode ser feio e pobre, mas tendo status, terá sucesso com suas fãs. Um pastor, ou até mesmo um diácono ou músico da igreja, pode ter sucesso com mulheres da igreja. Não é comum que o status em um ambiente influencie alguém noutro ambiente, mas já percebi que há uma influência residual. As mulheres tendem a preferir homens que julgam ser importantes, mesmo que elas mesmas não façam parte do grupo. Prova disso é que homens com papel de liderança num grupo de amigos tendem a serem mais desejados por mulheres, mesmo que elas não façam parte do grupinho.

Voltando ao meu caso. Eu não tinha uma boa aparência. Não era rico. Não tinha status em lugar algum. Isso me classificava como um beta. Foi quando eu percebi que eu era apenas mais um produto no mercado sexual que pude notar que eu não era o que a maioria das mulheres queria, e que estava muito aquém das exigências insanas que boa parte delas tinha.

Quando comecei a avaliar o mercado sexual a seco, sem essas historinhas de “amor” ou “alma gêmea”, notei que quase todas as relações eram explicadas pelo LMS. Homens com LMS conseguiam muitas mulheres, e com qualidade. Já os homens sem LMS ficavam com o que restava deles. Olhei para meu passado e entendi porque as meninas mais bonitas com quem sai foram as que menos se interessavam por mim e as menos bonitas as mais interessadas. Isso é algo natural. O ser humano sempre vai desejar o melhor, e no caso das mulheres, quando elas têm muitas opções, e você não é a melhor das opções, você não será o escolhido.

Ainda assim, vi muitos “bugs na matrix”, situações nas quais um homem sem beleza, dinheiro ou status consegue namorar uma mulher bonita ou comer um monte de vadias. Nesses casos, é sempre preciso fazer uma avaliação mais acurada. Às vezes o homem consegue uma mulher mesmo sem ter barganha por alguns fatores: a) fator especulativo: o cara não tem nada mas está estudando pra concurso ou pra fazer medicina. Então a mulher fica com ele comprando na baixa esperando a alta. b) fator externo: quando a mulher e o homem tem muitos fatores em comum. c) monogamia serial: algumas mulheres são incapazes de ficarem sozinhas. Então elas colam num betinha enquanto um alfa não aparece.

Agora que já conhecemos as bases do mercado sexual, devemos notar que esse é um mercado flexível. Como em qualquer outro mercado, o mercado sexual também trabalha com conceitos como exclusividade, exagero, diferencial, entre outros. Por exemplo, voltando às leis da oferta e demanda. Digamos que um beta resolva entrar na academia para ficar bombado. Ele ganha massa muscular. Ele pode chamar a atenção pela aparência num lugar cheio de gordos e magrelos, mas continuará invisível para as gostosas da academia, uma vez que elas têm caras muito mais fortões lá para olhar. Portanto, para entender seu valor no mercado sexual, você deve não só entender quais são suas qualidades, você tem que entender quais são suas qualidades em relação aos outros machos do seu ambientes. E também deve entender quais são as qualidades femininas dentro da realidade na qual você está inserido.

Sendo assim, devo salientar que todas as qualidades LMS só são valorosas de acordo com o meio no qual você está inserido. Se você vai numa festa onde há poucos homens e muitas mulheres, o seu valor sobe. Se na festa tem poucas mulheres e muitos homens, sua chance de pegar alguém diminui. Se dentro de uma festa, só tem modelo e você tem uma aparência mediana, você está ferrado. Entretanto, caso vá numa festa cheia de gente horrorosa de feia, mas você, mesmo não sendo bonito, seja o mais bonito do ambiente, já será o suficiente pra aumentar seu valor. Caso você ganhe pouco e vá numa festa de milionários, provavelmente seu valor será menor, já que você sempre é analisado referencialmente de acordo com o meio em que está inserido.

Dessa forma, uma mulher nota 7 de beleza, no Sul do país, onde já muitas mulheres bonitas, não chamará tanta atenção. Mas se essa mesma mulher se mudar pra uma cidadezinha do Agreste, possivelmente será uma das mulheres mais bonitas da cidade e poderá escolher pretendentes de alto valor social no novo lugar. Um homem que ganha 5 mil reais em São Paulo é um pobre coitado, mas numa cidadezinha de interior ele se torna um pretendente disputado pela mulherada.

Se um homem deseja ter uma mulher bonita, ele tem que ser muito destacado social e financeiramente. Por quê? Porque existem poucas mulheres bonitas e elas são muito procuradas por todo tipo de homem. E como todo ser humano tende a escolher pelo melhor, com as mulheres não é diferente. Quanto mais comum um homem for, mais difícil será ele ficar com uma mulher bonita, pois ela tem acesso a homens incomuns.

Mulheres geralmente escolhem homens que tem mais capital social/financeiro que elas. Esse fenômeno é chamado de hipergamia. A hipergamia é majorada de acordo com alguns fatores. A religiosidade e os costumes tradicionais no passado se mostraram um bom freio moral para impedir que a hipergamia feminina fosse desenfreada. No entanto, com a derrocada da importância religiosa e a vinda de valores feministas, as mulheres sentem-se cada vez mais à vontade em ostentar um comportamento promíscuo e trocar seus parceiros por outros melhores. Outro fator é a escalabilidade provocada pelas redes sociais e aplicativos de relacionamento. Hoje uma mulher de beleza mediana tem acesso a um número enorme de machos que a procura a todo momento. Isso faz com que muitas delas, deslumbradas, comecem a se achar as tais e pensarem que tem mais valor do que realmente tem.

No geral, quanto mais desigual for uma sociedade, mais hipergâmicas serão suas mulheres, uma vez que elas tenderão a apensas se contentar com os sujeitos do topo social e negligenciar betinhas feios e pobres, condenados a ficarem sozinhos e pagarem por sexo. No passado, as mulheres precisavam de homens para serem providas e havia uma pressão social imensa para não ficarem para titias. Hoje, com a inserção feminina no mercado de trabalho, muitas mulheres não precisam mais de provisão. Isso faz com que o homens pobres sejam inúteis para elas. Quanto mais rica for uma mulher, mais ela irá preferir um homem mais rico que ela.

A realidade é que as novas mudanças sociais têm intensificado um processo no qual mais e mais homens betas, feios e pobres, estão a margem do mercado sexual, enquanto homens bonitos e ricos, os alfas, tem cada vez mais mulheres a sua disposição. A esse processo natural denominado de distribuição de Pareto, chamamos de regra 80-20. 80% das mulheres procura os 20% dos homens mais alfas.

Dentro desse cenário, se sua demanda é por uma mulher, primeiro você deve entender onde ela está dentro do mercado sexual. Se ela é uma mulher com alta demanda e pouca oferta no lugar onde vive, o preço para você mantê-la será alto, precisando que você também tenha uma alta demanda. Caso ela realmente tenha uma demanda alta, ela será constantemente assediada, possivelmente por homens superiores a você, e isso colaborará para ativar os instintos hipergâmicos dela. Em segundo lugar, você deve avaliar honestamente suas qualidades, não aquelas que você e sua mãe acham que você tem, mas aquelas que até seus inimigos reconhecem que você possui. Sua beleza chama atenção? Você tem muito dinheiro? Você tem status elevado? Caso não tenha, você deve reavaliar suas expectativas e reduzir os seus desejos por certos tipos de mulheres inviáveis para você.

Todos nós achamos que merecemos o melhor, mas a realidade não funciona desse jeito. Uma vez conversei com uma favelada, mal educada, feia, extremamente promíscua e rodada, que me disse que só gostaria de namorar um sujeito rico, bonito e loiro de olhos azuis. Em face da realidade dela, essas demandas eram insanas. Para nós, homens, é fácil julgar os desejos dela como pueris, mas quantos sonhos nós não nutrimos que são igualmente insanos perante nossa condição? Vejo muitos homens querendo mulheres decentes, pouco rodadas, sem problemas mentais, de boa família. O problema é: qual a porcentagem de mulheres decentes e pouco rodadas nos dias de hoje? É uma parcela ínfima. Se existe essa mulher ordeira e honesta, qualidades que são quistas por todos os homens, por qual motivo você acha que uma mulher dessas irá escolher um homem como você?

A realidade é que as regras do mercado sexual apenas favorecem as mulheres. Basta olhar o tinder. Conheci uma mulher feia com centenas de matchs numa única semana. Já um homem mediano não consegue nem 5 matchs no mesmo período. Isso ocorre porque o desejo sexual masculino é maior que o feminino. Numa negociação o lado que demonstra mais vontade é o lado mais frágil. Se eu vendo água num dia ensolarado, e meus clientes parecem sedentos, porque eu não poderia subir meu preço se sei que eles irão pagar qualquer coisa para suprir suas demandas? É exatamente assim que muitas mulheres pensam. Elas veem como os homens são abundantes, e tudo que é muito abundante não tem valor algum. E além de abundante, eles são desesperados por elas. Então elas simplesmente sobem e sobem suas demandas. Isso constrói no inconsciente feminino um desejo por um tipo de homem com qualidades cada vez mais raras, e que provavelmente eu e você jamais teremos.

É imprescindível notarmos que o LMS explica o valor masculino no mercado sexual, mas não o feminino. O valor feminino é LLL. Uma mulher com status tem algum diferencial, mas sempre será preterida por uma mais bonita. Uma mulher com bom salário será preterida sempre por uma maus bonita. Como sempre dizem: “Diploma não deixa de pau duro”. E o que a mulher é no mercado de trabalho não a valoriza no mercado sexual”. Muitos homens preferem inclusive se relacionarem com mulheres com menos dinheiro e status que eles, justamente para se defenderem da hipergamia deles. Logo, quase todo capital sexual feminino se encontra na sua beleza enquanto que o capital masculino se distribui dentro da beleza, status e capacidade de provisão.

Ao avaliarmos essa situação percebemos que as mulheres têm um problema em suas mãos: a idade. Elas possuem uma janela dos 16-32 anos de idade fértil. Após esse período a aparência delas começa a degradar abruptamente. Chamamos esse fenômeno de THE WALL. Mulheres brancas tendem a encontrar a parede mais cedo, assim como mulheres gordas ou que tiveram várias gestações. Algumas mulheres, muito dedicadas a academia e a procedimentos estéticos, conseguem evitar a Wall até a faixa dos 40 anos, mas o encontro é inevitável. “The wall never forvives. The wall never forgets.”

Precisamos colocar esse fator dentro dos nossos estudos. É bem comum vermos meninas de 14, 15 anos com betinhas bem abaixo do poder de barganha delas. Isso ocorre porque as mulheres jovens muitas vezes não tem muita noção do seu próprio poder no mercado e acabam ficando com betas na ânsia por namorar. Mais tarde na vida, elas começam a ter uma visão bem realista do que podem conseguir e então buscam pelo melhor e não se contentam com menos. Nessa época muitas mulheres, entre 16 e 32 anos, casam-se e se dão bem, uma vez que seus maridos as escolhem pela beleza e terão que aturar elas por décadas e décadas pós-parede (post-wall).

Algumas mulheres não são tão inteligentes. Elas não aproveitam seus melhores anos para se casarem. Escolhem deliberadamente homens errados, sem futuro, zé droguinhas, bandidinhos. O resultado é que elas chegam na The Wall solteiras e depreciadas, muitas vezes com filhos de outros machos. Isso faz com que, mesmo com certa aparência, sejam consideradas desqualificadas para relacionamento pela maioria dos homens. A mulher post-wall, de forma racional, então passa a procurar o homem que preteriu na juventude. Ela procura um beta provedor, com bom emprego e bom caráter, para que esse otário cuide dela nos seus anos de feiura. E muitas, muitas conseguem, principalmente as que fazem a parada estratégica na igreja.

Muitas mulheres vadias e putas, após sentarem em infinitos canaviais de picas, acabam indo para igreja após os 30, pois é lá o único lugar que cola o tal discurso da “regeneração” e também porque lá é onde estão os betas mais inocentes e bondosos, completamente induzidos pela liderança para constituírem uma família. Digo que boa parte do crescimento evangélico no nosso país nos anos 90 se deu em função desse fenômeno. A igreja virou uma parada segura e extremamente vantajosa para mulheres rodadas, e dentro da lógica mercadológica, quando você atende uma demanda que muitos querem e oferece algo que pouco oferecem, você sempre terá sucesso.

Muitos betas, pelo seu baixo valor no mercado sexual e com extrema carência, acabam desesperadamente escolhendo mulheres complicadas e quase sempre colecionam frustrações. Como o beta não tem muitas opções, cabe a ele ficar com o resto dos outros, o que geralmente não presta. E até quando o beta encontra uma mulher decente, por ser beta, ele tenderá a valorizá-la demais, pois sabe que nunca encontrará outra igual. Eu mesmo conheço betas que tentaram acabar com suas vidas ou fazerem besteiras ainda piores depois que foram largados. Tenho um conhecido que vive numa depressão perpétua desde que tomou um pé na bunda. A mulher já se casou com um cara superior a ele enquanto ele nunca mais teve uma mulher do nível dela sem pagar. É por isso que é preciso saber onde se está entrando.

Um problema típico é que muitas vezes o beta fecha os olhos para as red flags (sinais de que haverão problemas) que a mulher possui. Mulheres rodadas, com filhos de outros machos, com famílias desestruturadas, com problemas mentais, possessivas, agressivas, temperamentais em excesso, são algumas das poucas red flags que não podem ser ignoradas. Geralmente o beta, entorpecido pelo chá de buceta da mulher, fecha os olhos para fatores que o prejudicarão no futuro. Nós betas temos o complexo de super-homem. Sempre cagamos para esses avisos e acreditamos irracionalmente que conosco será diferente. É por isso que devemos ser mais realistas e entendermos que não somos especiais e que o maior responsável pelo nosso sucesso ou fracasso somos nós mesmos. Depois que tudo der errado, é muito fácil por a culpa na mulher, mas homens devem chamar a responsabilidade para si, e por isso devemos evitar o problema antes dele chegar perto de nós. Como sempre digo: “Não permita que aquilo que você é hoje venha a prejudicar quem você será amanhã”.

É por isso que o beta, depreciado no mercado sexual, as vezes assume mulheres desqualificadas, que já tiveram homens muito superiores a ele e apenas o tratam como prêmio de consolação. Elas sabem que o beta está aquém de suas expectativas e apenas é o que elas conseguiram após uma vida promíscuo com homens pilantras que não as quiseram para relacionamento, mas só para foder. Se tantos homens trataram uma mulher como uma puta, e ela aceitou ser tratada como tal, porque você teria que tratá-la como uma princesa? Quem será que está errado? Você ou os outro montão de machos que comeram ela? Então é preciso ser realista e entender exatamente qual é o interesse da mulher e qual o jogo que ela está jogando com você. Não adianta ser honesto com quem não joga nas mesmas regras que a gente. Não adianta doar amor verdadeiro a quem apenas emula sentimentos para você (mulheres são experts nisso), estando contigo só por conveniência. Será que vale a pena dar os melhor de si e os melhores anos da sua vida a uma mulher que deu o melhor dela e seus melhores anos para outros machos?

Uma variável relevante que não deve ser desprezada é que a idade afeta homens e mulheres diferentemente. Homens com a idade acumulam capital e status, e não são tão afetados na aparência se mantém o mínimo da forma. Já mulheres são destruídas pela The wall. Isso provoca um fenômeno chamado de A Vingança Tardia, no qual homens betas, após certa idade, passam a dispensar as mulheres que os dispensaram na juventude. No entanto, não devemos nos iludir. O Brasil é um país cruel. A esmagadora maioria dos homens no nosso país chegará aos 40 anos sem ter construído patrimônio ou status, não podendo gozar dessa tal vingança. Além disso, para sobreviver muitos homens tem de se entregar em subempregos degradantes que os desfiguram física e emocionalmente. E por fim, como a hipergamia hoje é facilitada pela escalabilidade, muitas mulheres post-wall tem acesso a homens jovens em aplicativos, o que não garante uma vingança para os homens, mesmo que tardia.

Portanto, agora esses foram os fundamentos básicos do mercado sexual. Creio que isso não seja novidade para ninguém, mas talvez nós não mensuremos tais variáveis na medida correta. Eu mesmo, desde que comecei a investigar essa realidade, cheguei a muitos pontos nos quais não consegui uma explicação lógica. O ser humano nem sempre é racional em suas ações, e em se falando de paixões, as pessoas as vezes agem por impulso. Entretanto, como em qualquer mercado, as atitudes de seus agentes seguem padrões racionais na maioria dos casos que é motivada pelo bem dos seus agentes. Então, agora que nós já sabemos que somos apenas um produto dentro desse mercado, não há motivo para continuarmos nos achando a última bolacha do pacote. Somos apenas uma bolacha, em comparação com outras milhares de bolachas, em milhares de pacotes. E no nosso caso, diferente das bolachas, não queremos ser comidos, mas sim comer. Sendo mais claro, queremos molhar o biscoito.

2 comentários

  1. Artigo de utilidade pública!Tenho acompanhado o seu trabalho de uns tempos p/cá.Parabéns por td,excelente!

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