TEORIA DO REALINHAMENTO TRUMPISTA


Nos EUA, estados que não votam sempre no mesmo partido em eleições presidenciais são chamados de swing states. Estados republicanos são vermelhos e estados democratas são azuis. De 2000 até 2016 os swing states permaneceram quase os mesmos.

No entanto, com a chegada de Donald Trump, o panorama eleitoral aparenta não ser mais o mesmo. Trump não só mudou a quantidade de votos que os republicanos tinham, mas também mudou o tipo de eleitor. Trump atraiu o eleitorado branco sem escolaridade, que antes votava democrata.

Essa mudança provocará uma mudança nos swing states nas próximas eleições. Tudo indica que estados como Ohio e Iowa (estados de maioria branca), antes swing states, tornem-se solidamente vermelhos.

Estados tidos como azuis do Rust Belt (também de maioria branca), Michigan, Minessota, Pensylvania, Winsconsin, se tornarão swing states, com vantagem republicana. Esse fenômeno já pode ser observado nas eleições de 2016 e devem ser corroborados em 2020.

Não obstante, estados hoje tidos como vermelhos, estão cada vez menos vermelhos e já em 2020 devem ser swing states. Seriam os estados do Sun Belt (Arizona, Texas, Georgia). Em 2016, Trump os venceu por uma margem menor que os republicanos obtiveram em 2012.

Resumindo, a mudança demográfica advinda do Trumpismo pode ser prejudicial para o partido no longo prazo, uma vez que, hoje, o partido republicano se favorece do colégio eleitoral. Trump perdeu por 3 milhões de votos e ainda assim venceu no colégio eleitoral de lavada.3:36 PM · 17 de jun de 2020·

Hoje, há um consenso que, na possibilidade de um empate 50-50 numa eleição presidencial, os republicanos venceriam. Há até democratas contrários ao colégio eleitoral que apontam que Biden precisariam de 5 milhões de votos a mais que Trump para vencê-lo.

No entanto, caso essa tendência continue, dada a diminuição demográfica da população branca nos EUA somada ao êxodo populacional de estados democratas para estados do sul, no futuro os swing states devem ser estados do Sul.

Nessa composição, os republicanos perderiam sua vantagem no colégio eleitoral e veríamos no futuro várias eleições nas quais teríamos um republicano vencedor no voto popular e um democrata eleito no colégio eleitoral.

Concluindo,o colégio eleitoral é um modelo problemático. No entanto, é a regra do jogo a qual todos os participantes concordam ao iniciarem a disputa. E em face dos números, o colégio eleitoral pode beneficiar um partido, mas não por muito tempo. Ele é proporcionalmente “injusto”

Um comentário

  1. Com a eminente perda do Texas(vide a disputa Beto x Cruz em 2018),daqui a pouco os próprios republicanos vão exigir o fim do colégio eleitoral.Apesar de que no final das contas,a tendência é o partido não ganhar + nd,uma vez q as minorias não suportam nem o a + moderados deles e preferem a inércia de votar num democrata qlqr…

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