Desigualdade social e sexual


Amigos, Todos nós conhecemos o ditado: “dinheiro na mão, calcinha no chão”. Portanto, com a precarização do trabalho e robotização de várias funções, os trabalhos no séc. 21 pagarão muito bem aos alfas que estudaram em colégios bilingues e fizeram pós no exterior. Já para o beta, filho de msol, estudante de escola pública, que não teve acesso a educação de qualidade, o futuro o relega ao desemprego ou a algum subemprego no setor de serviços com alta oferta de mão-de-obra e baixa remuneração.

 

Nesse cenário, em que milhões de homens não tem acesso a uma renda decente, é natural que o número de casamentos diminua, já que mulheres não namoram e casam tanto com homens paupérrimos.

 

Se os betas perdem capacidade de provisão, os alfas não. E ai que a desigualdade social fomenta a desigualdade sexual. Se hoje sabemos que 80% das mulheres focam nos 20% dos homens mais destacados, no futuro provavelmente veremos a 95% das mulheres atrás de 5% dos homens, deixando a maioria dos homens como inceus. É óbvio. O mercado sexual é multifatorial e não se baseia apenas no poder de provisão.

 

Nesse sentido, betas financeiros porém com beleza ou status ainda conseguirão alguma coisa. Mas é inegável que, com tinder e instagram, a hipergamia cresce a ponto que até mesmo homens medianos estão sendo escanteados no mercado sexual, relegados ao PPS ou às FGVs. Quantos amigos não conheço que tinham esperança que a economia melhoraria com esse novo governo. Agora vejo a frustração no olhar das pessoas que ou estão desempregadas procurando qualquer coisa ou estão subempregadas apesar de terem diploma.

 

Por mais frustrante que seja cursar faculdade e pós para terminar no uber trabalhando 15 horas por dia, pelo menos o uber ainda oferece uma boa remuneração. Quando os carros automatizados chegarem no final da década, será que que os betas terão uma outra alternativa de serviço que remunera tão bem? Eu não seria tão otimista se fosse vocês…

 

 

Um comentário

  1. Mais uma pedrada. Realmente vejo uma desilusãoão na mente dos jovens betinhas.

    Muitos sem emprego, feios, sem acesso as mulheres e dependendo de uber e ifood para sobreviverem.

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