O pantonoso mundo das conservadias


Quando eu nasci recordo-me de ir a igreja sempre. Na época, ser evangélico não era como hoje. O “crente” geralmente era alguém que guardava um padrão moral muito mais elevado que os demais e por isso era admirado/perseguido pelos “do mundo”. No entanto, isso mudou. E posso dizer que foi exatamente no meu tempo de vida que enxerguei a “transição”.

Antes, se uma menina jovem dizia ser evangélica, o mínimo que as pessoas poderiam esperar é que ela seria virgem e que se guardaria para o casamento. Eu mesmo tantas vezes vi amigos que saiam com vadias e depois resolviam engatar um relacionamento com uma crente. “É mulher pra namorar”, como dizia um amigo meu.

Infelizmente, como a brand “evangélica” passou a virar sinônimo de mulher distinta, entre os anos 80 e 90 — quando os evangélicos dobraram de tamanho — a igreja evangélica passou a receber tudo o que é tipo de gente, inclusive mulheres de moral duvidosa, à procura de uma capa social para fazerem cosplay de crente e fingirem ser quem jamais seriam.

Hoje olho pra trás e vejo que foi nesse momento que o barco começou a afundar. Se antes já havia uma sacanagem aqui e outra ali, não era regra. Era escândalo, diferente de hoje em dia, que está tudo “dominado” e você pode esperar que uma mulher da igreja seja até pior que as de fora.

O bom nome dos evangélicos foi sendo jogado no lixo a medida em que viciados, putas e bandidos foram se “convertendo”. As pessoas passaram a ir à igreja, mas a igreja não entrava nas pessoas. Quem olhava de fora, e se espantava ao ser enganado por um evangélico com uma bíblia enorme debaixo do braço usava o termo crente do rabo-quente para se referir a essas criaturas de comportamento errático.

Como a maioria das igrejas estão localizadas em bairros pobres e favelas, onde o funk é a única “cultura” que as pessoas têm e suas letras pornográficas estão sempre na boca das crianças, é natural que muitas pessoas, inseridas nesse ambiente e sem uma base familiar sólida, acabem se entregando a sacanagem e ao tóxico.

No caso das mulheres, quando jovens, elas rodam na mão dos cafas,frequentando bailes, transando, bebendo, fumando, cheirando, tomando pico e até outras coisas. Irresponsáveis, a despeito de verem diariamente várias amigas desgraçando suas vidas ao engravidarem cedo, muitas jovens cedem aos pedidos dos cafas que as comem, transando sem camisinha, o que faz com que muitas recorram a vários abortos clandestinos, pílulas do dia seguinte, citotec, e por aí em diante. O caminho da mulher moderna até virar uma mãe solteira quase sempre passa por uma infinidade de atos deliberados de pura negligência.

Um belo dia, a mulher está sem perspectiva. Não tem moral na família devido às suas más decisões. Suas amigas são quase todas outras vagabundas. E todos os caras que encontra só querem gozar com elas e nada sério. Em contrapartida, ela, mãe-solteira, “guerreira”, precisa por comida na boquinha das crianças. Aonde ela poderá ir que será bem-tratada apesar do seu passado? Onde poderá ir que encontrará um otário que aceitará casar com ela e sustentar filho dos outros? Exatamente. Na igreja.

Somente na igreja uma mulher rodada, com uma mão na frente e outra atrás, pode encontrar um crente otário — virgem ou que tenha transado infinitamente menos que ela. Parece um bom negócio, não?

De uns anos pra cá, a nova “moda” é se declarar conservadora. Basta uma mulher mediana fazer um canal no youtube com roupas bem comportadas que milhares de conservadores punheteiros irão babar. É um golpe antigo, mas que continua sendo usado, antes sob o verniz evangélico e agora sob o verniz conservador. A mulher dá pra meio mundo, depois posa de conservadora, diz-se transformada, defende “valores cristãos” e um montão de homem honrado, trabalhador e babaca irá correr atrás dela como se fossem a última bolacha do pacote.

Felizmente, agora virei vegano macrobiótico. Não como mais carne, nem glúten, nem bolacha, nem conservadia.

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5 comentários

  1. Conheci filha de pastor que foi dar para o traficante do bairro e que se tornou muito pior do que mulher de cabaré. Depois as feministas e as mulheres da esquerda que não prestam.

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  2. A gordona da Joice Hasselmann é a famosa conservadia. Aquela mulher ali tem fogo na ppk, é um vulcão em erupção. Mas a hipócrita vive de ofender e caluniar mulher feminista. As que posam de conservadoras e moralistas são as mais vadias e liberais na cama. Elas são tão reprimidas pela família que na primeira oportunidade de abrirem as pernas se soltam que é uma beleza.

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