Trump já tem seus dias contados


economia americana está bombando. O desemprego, em recorde histórico de queda. Com esses números qualquer presidente estaria com tudo pra ganhar sua disputa de reeleição facilmente. Pois bem. Donald Trump não é qualquer presidente.

Se compararmos os números econômicos de Trump e sua popularidade (que não ultrapassa os 50% de forma alguma, tendo ficado muito tempo nos 40%), veremos que todos os presidentes com uma boa economia tinham popularidade muito mais alta. Para o azar de Trump, os ataques incessantes da mídia parecem estar fazendo efeito, e todo o circo armado em torno do seu -improvável- impeachment por conluio com os russos não está o ajudando.

No entanto, popularidade não significa reeleição. Bush pai em 1991, após a Guerra do Golfo tinha 90% de popularidade e acabou perdendo a sua reeleição. Já seu filho, George Bush, chegou a 90% de popularidade após o atentado de 11 de setembro e conseguiu se reeleger por um fiapo. Motivo? Enquanto seu pai teve um oponente nas primárias e depois teve de aturar um terceiro oponente “conservador” pra puxar votos dele, Bush teve o partido unido em volta dele durante todo o processo eleitoral.

Se tem uma coisa que Trump acumulou mais que dinheiro, essa coisa certamente são inimigos. E no partido republicano, isso não é exceção. Existe uma probabilidade nada pequena de Trump ter um oponente republicano nas primárias republicanas: o governador popular de Ohio, John Kasich, que agora, sem poder disputar mais reeleições ao governo do seu Estado, visa apenas a Casa Branca. Kasich é exatamente tudo o que Trump não é: educado, ponderado, pragmático, técnico e amável. É o tipo de pessoa que as pessoas podem não votar, mas nunca poderão odiar.

Um outro candidato na disputa é o ex-senador do Arizona, Jeff Flake. Mórmon, Flake foi o principal opositor de Trump no Senado americano, e acabou desistindo de disputar a reeleição por saber que não conseguiria a nomeação do partido após suas críticas ao presidente. Tanto para Kasich como para Flake, não há nada a perder. Os dois podem disputar as eleições sem medo de serem felizes, pois o pior que pode acontecer é perderem ganhando horas e horas de visibilidade na mídia, o que os viabilizaria para voos mais altos no futuro.

Do lado democrata, as chamas de ódio a Trump queimam como num vulção em ebulição. São tantos os democratas nas primárias, que certamente teremos em 2022 a disputa com maior número de candidatos. Entre eles, alguns venceriam Trump com facilidade, como Joe Biden. Contudo, como o partido democrata está dando uma guinada ao radicalismo, com certeza preferirão um nome radical a um nome com maior elegibilidade.

Hoje, a bola da vez chama-se Beto O´Rourke. Deputado pelo Texas, O´Rourke perdeu a disputa no republicano estado do Texas por apenas 200 mil votos para o já notório Ted Cruz, mostrando que ele, sem fazer uso de qualquer moderação no discurso, tem a habilidade de encantar o eleitorado independente. Ademais, O´Rourke arrecadou 38 milhões de dólares na sua campanha que não utilizou, e essa vantagem financeira será um trunfo importante a ser usado numa primária repleta de outros oponentes.

O´Rourke está tão badalado que essa semana conversou com Barack Obama. Obama, que tende a apoiar Biden, pode ser muito útil para demover seu antigo vice da disputa e assim abrir o caminho para Beto. De qualquer forma, ele ainda terá um luta sangrenta com nomes como Kamalla Harris, Bernie Sanders, Elizabeth Warren e outros socialistas ainda mais radicais.

Mas ai você pode se perguntar: mas a economia não está ótima? Sim, o problema é que a bolsa já está em queda e já há sinais de uma desaceleração que deve chegar exatamente no ano eleitoral.

Como se não fosse o suficiente, algumas leis foram mudadas para beneficiar os democratas. A mais importante é que no Estado da Flórida, agora ex-presidiários poderão votar. Como no Estado a maioria dos presidiários são minorias étnicas, e minorias étnicas costumam votar nos demos, tudo indica que isso fará a diferença no próximo pleito. Sem a Flórida, restaria a Trump focar tudo no Rust Belt — cinturão da ferrugem — Wisconsin, Ohio, Pensilvânia, Michigan e Minessota, estados onde os republicanos foram derrotados nas eleições legislativas desse ano.

Além disso, há o que chamam de Harvest Balloting — colheita de cédulas. Nos EUA, as pessoas podem votar pelo correio. O que acontece é que agora os espertalhões do partido democrata estão mandando as cédulas de votação para o endereço de pessoas com perfil democrata. E se elas não preenchem as cédulas até as eleições, eles mesmos vão até as caixas de correio e trazem as cédulas para serem contabilizadas APÓS O DIA DA ELEIÇÃO. É óbvio que eu não acredito que os democratas preenchem essas cédulas e falsificam a data de preenchimento para antes da eleição, mas se eu acreditasse numa coisa dessas, com certeza eu diria que as chances de Trump ser reeleito são as mesmas de termos Papa assumidamente homossexual até o final desse ano.

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