Ascensão e Queda de um gay de direita


Milo Yannopoulos era um conhecido provocador que escrevia para o maior site de extrema-direita dos EUA, o Breitbart. Gay dos mais chamativos e afeminados, Yannopoulos sempre foi uma joia rara para a extrema-direita. Ele, como gay, descendente de judeus, imigrante e com uma preferência escancarada por homens negros, podia atacar a extrema-esquerda e depois usar suas características para se defender das comuns acusações de racista, machista e homofóbico – algo que nem todos poderiam fazer.

Cada vez mais ácido e ousado, Yannopoulos começou a atrair para o seu envolto leitores de extrema-direita. Isso fez com que numa de suas apresentações aparecessem pessoas dando a notória saudação Heil Hitler. Ele definitivamente já havia passado do ponto e se tornado um importuno para a própria direita. Por isso, o então falido site The Blaze, de Glenn Beck, produziu um artigo no qual desenterrava uma entrevista na qual Yannopoulos falava dos benefícios que os meninos gays teriam de serem iniciados por homens mais velhos. Lá, diferente daqui, pedofilia pega muito mal, e isso – mais alguns outros eventos semelhantemente tristes – fez com que ele parasse de ser chamado para conferência conservadoras. Ele foi literalmente excluído do grupinho.

Desesperado, Yannopoulos, que ostenta um estilo de vida luxuoso com direita a carros, jóias e mansões, resolveu mandar emails para diversos programas, convidando-se para falar do seu novo livro Dangerous. Tudo negado. Aliás, no livro, ele tentava atacar ferozmente os SJW´s (guerreiros da justiça social) da esquerda. E como isso é uma tarefa das mais fáceis, muitas pessoas já estão cansadas de fazer isso, o que fez do livro de Yannopoulos algo flopado e nada especial.

Agora, Yannopoulos soma 4 milhões de dólares em dívidas – não me pergunte como ele conseguiu se endividar tanto – e já não parece haver uma luz no fim do túnel para ele, posto que todas as portas das mídias conservadoras continuam permanentemente fechadas para um propenso pedófilo homossexual que atacava a esquerda para aparecer, ganhar o aplauso de direitistas, e principalmente, lucrar.

Pessoalmente, nunca fui com a cara do Milo, e não é porque ele seja um homossexual afetado, até porque existem alguns que eu acompanho e vejo que são muito inteligentes. O que mais me irritava no Milo é que ele seguia a linha de uma escritora chamada Ann Coulter, uma loira magérrima que vive para falar mal de imigrantes beirando cada vez mais perto o racismo a cada livro que publica. Com a chegada de Trump ao poder, a esquerda intensificou seu discurso identitário de apoio incondicional e irrestrito a minorias étnicas, o que acabou jogando em cima de “cidadãos comuns” o rótulo de racista, machistas, homofóbicos, transfóbicos, fundamentalistas regiolosos, ou seja, pessoas deploráveis. Não demorou muito até os deploráveis contra-atacarem, e assim surgiu uma série de “provocadores” e intelectuais de direita que lucraram em cima da histeria SJW. Um deles é o renomado Jordan Peterson, mas esse merece um texto só para si.

Resumindo, estou contente com a derrocada de sujeitos como Milo ou como malucos ainda mais perigosos, como Alex Jones. Esses doidos foram tão longe que conseguiram ser as primeiras pessoas a serem banidas de todas as redes sociais. Falam obscenidades, mentem descaradamente, só pra depois alegarem que o direito de livre expressão deles está sendo violado. Um dia, quando a internet for regulada por um órgão mundial, que censurará opiniões controversas e derrubará qualquer conteúdo com direitos autorais, olharemos para trás e vamos descobrir que boa parte da nossa liberdade cerceada aconteceu devido aos sucessivos abusos desses “provocadores” de “direita”.

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