Poucas horas atrás, Bolsonaro sofreu um atentado. Adélio Bispo de Oliveira, de Montes Claros, trabalhador do setor de hotelaria e militante de esquerda deu uma facada no abdômen do deputado enquanto ele fazia campanha no município de Juiz de Fora.

Se do ponto de vista médico, Bolsonaro não corre risco de vida, do ponto de vista político suas chances de ser eleito aumentaram muito. O problema é que esse episódio pode levar a uma escalada de ódio na campanha, levando esquerdistas e direitistas a acirrarem ainda mais os ânimos. Eu já havia previsto que haveriam atentados contra o deputado em virtude de sua retórica polarizadora. Eu só achei que o perpetrante seria um homossexual — o que não parece ser o caso de Adélio.

Caso o Brasil tivesse uma legislação como a americana, na qual todos tem o direito de se defenderem, Adélio, assim como qualquer outro maluco, poderia comprar uma arma legal e barata num supermercado, felizmente ele não usou uma arma e sim uma faca, que tem um poder destrutivo menor e dessa forma o deputado saiu com vida.

Bolsonaro sobreviveu, mas quem está sangrando mesmo é a nossa democracia. Os ânimos tendem a se inflamarem ainda mais e tudo indica que esse não será o último episódio de violência dessa eleição.

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