Pelas pesquisas, se Lula pudesse disputar a eleição, venceria no primeiro turno, a despeito de estar preso. E é importante ter essa realidade em mente: o mesmo povo que elegeria um preso por corrupção é o que decidirá o resultado da eleição sem ele.

A Lei da Ficha Limpa é clara: condenados por corrupção não podem ter registro da candidatura aceita. A ONU, porém, emitiu uma decisão para que os direitos políticos de Lula fossem mantidos. Decisão que acabou sendo somente acatada pelo ministro Fachin. Todos os demais votaram pela impugnação da candidatura do presidiário.

Pela lei, candidatos podem fazer campanha mesmo sem registro, mas isso só ocorre quando sua inexigibilidade ainda está sendo discutida nos tribunais. Sendo assim, tecnicamente, Lula poderia ser candidato até ontem, quando o TSE emitiu seu veredito.

A realidade é que o tribunal evitou que o país entrasse numa grande confusão. Caso Lula disputasse as eleições, seus votos seriam anulados, o que faria com que o segundo colocado — Bolsonaro- pudesse vencer no primeiro turno. A eleição de um presidente sem a maioria dos votos retiraria da presidência sua legitimidade no exato momento em que está seria tão necessária.

Portanto, o Brasil virou uma importante página, contudo, não há muito o que comemorar, pois o Lulismo foi derrotado nos tribunais enquanto permanece invicto nas urnas.

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