Nem tudo são flores e cogumelos no caminho dourado do “mito” Jair Bolsonaro para sua quase certa vitória já no primeiro turno. Antes de humilhar todos os seus oponentes corruptos nos debates e receber dezenas de milhões de votos, ele precisa primeiro cumprir a mera formalidade de escolher quem seria seu honorável vice.

Historicamente, o vice só serve pra duas coisas: substituir você caso você morra; ou substituir você caso você morra. Como com certeza nenhuma coisa nem outra irá acontecer, Bolsonaro não precisaria se preocupar muito com tal formalidade.

Uma outra tradição é escolher um vice experiente, ou um vice que agregue votos de uma certa região ou classe da sociedade. Janaína Paschoal, a vice escolhida pelo mito, não cumpre nenhum dos dois requisitos. Tão ou mais neófita que o próprio Bolsonaro, Paschoal ganhou notoriedade por ter trabalhado em prol do impeachment que derrubou a não-saudosa Dilmarrombada Roussef.

Na convenção de oficialização da candidatura do PSL, em meio a trovões e relâmpagos, Eduardo Bolsonaro, o filho do “mito”, chegou a comparar Paschoal com o torturador do DOPS Carlos Alberto Brilhante Ustra. Ela, por algum motivo, parece não ter gostado da comparação e deu um discurso de 20 minutos no qual, literalmente “pistola” alertou acerca de um suposto “autoritarismo” e “discurso único” entre os seguidores de Bolsonaro. Ela chegou a ter a coragem de dizer que o movimento corria o risco -vejam só!- de virar um PT de sinal trocado.

Janaína, uma ilustre desconhecida, deveria estar muito agradecida de ter sido escolhida por Bolsonaro para ser vice e assim mostrar a todos que ele não é machista assim como tanto dizem. Pelo contrário, mal chegou e já quis sentar na janelinha. Não só fez cu doce e disse que “ainda precisava de tempo pra pensar” como também falou que haviam diferenças entre ela e o mito.

Por fim, a ingrata acabou perdendo toda a sua moral depois que o Professor e mair Filósofo (sem diploma) do Brasil, Olavo de Carvalho, decretou seu fim ao dizer que ela não servia nem pra ser vice-presidente de Clube de Futebol. Em outras circunstâncias, eu diria que Olavo foi contra o nome dela por puro recalque já que ele nunca foi pró-impeachment e lá no fundinho deveria torcer por uma revolução sangrenta seguida de uma intervenção militar, porém não irei insinuar isso.

Anúncios