A seleção brasileira é o ópio do povo?


O Brasil é um país sui generes. Diferente do México, os portugueses não trouxeram consigo doenças o suficiente para matar a maioria da população indígena aqui. Diferente da Argentina, nunca expulsamos os negros do país e matamos todos os índios.

Diferente do que os americanos, nós integramos índios, negros e brancos dentro da mesma religiosidade católica. Isso pode parecer pouco, mas em nenhum lugar dos EUA um escravo negro, um índio e um senhor de escravos comunhavam na mesma igreja. Enquanto aqui isso sempre ocorreu e sempre foi natural, sendo a miscigenação não só tolerada como encorajada, na colonização protestante as igrejas eram segregadas por cor e classe social, formando uma sociedade mais individualista.

E por último, diferente dos holandeses, nunca estabelecemos um governo na cor da pele. Aqui um negro liberto poderia ter escravos, assim como os negros já faziam quando estavam na África. Enquanto que aqui a escravidão era hereditária – o filho de um negro liberto nascia livre – nos EUA ela era puramente racial.

Nos primeiros 100 anos, o Brasil ficou abandonado, recebendo atenção só no séc. 17 após a invasão de outras potências. No início, não havia comunicação entre as províncias, tampouco estradas. A ideia era gerar total dependência com a metrópole. Uma vez criado o Brasil, o país sem homogeneidade alguma não teve uma grande guerra para unir todas as regiões.

O Brasil é corrupto, pobre, desigual, hipócrita e classista. Se o Brasil sumisse do mapa, humanidade pouco perderia já que nossa contribuição para a ciência é mínima. Nesse cenário, ter um evento como a Copa serve pelo menos para nos unir, mesmo que com hipocrisia, e para nos fazer esquecer das nossas muitas mazelas. O problema é que até isso agora estão querendo tirar de nós. A nova moda da esquerda é defenestrar quem usa a camisa da seleção brasileira, a despeito de ser o esporte mais popular do país e de que torcer pra seleção por si só não é algo de esquerda ou de direita.

Agora que a esquerda saiu do poder, os símbolos da seleção viraram coisa de coxinhas e signos de alienação. Engraçado que quando a Dilma era presidente não lembro de ninguém falando mal de quem torcia pra seleção de forma ufanista. Sabe porquê? Porque no Brasil, futebol é política.

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