Sou cristão.

O pior da religião cristã é a psicofobia. Muitos demonizam distúrbios mentais e isso colabora para manter muita gente doente e apática perante a dor alheia.

Por exemplo, a bíblia condena o suicida ao inferno. Só que na época em que a bíblia foi escrita não se sabia nada de psicologia, ou o que era depressão ou ansiedade, ou sobre o efeito da falta de neurotransmissores como dopamina e serotonina. Naquela época se achava que a pessoa se matava por opção quando hoje sabemos que é fruto de uma doença. Como pode Deus condenar alguém por ser doente?

Em outras partes, a bíblia diz: “Vai ter com a formiga, ó preguiçoso”, quando o quadro que se apresenta é o de depressão. Antigamente depressão era preguiça. Transtorno de personalidade, esquizofrenia, múltiplas personalidades, ataques epiléticos e convulsões eram considerados possessão demoníaca.

Uma vez um colega espírita disse que os gays eram gays porque tinham recebido karma de outra encarnação, assim como os suicidas também reencarnariam pior. Isso é fruto da psicofobia cristã que o espiritismo herdou.

Além disso, a bíblia trata a homossexualidade como pecado e opção, quando tudo hoje nos mostra que é uma condição inata.

A bíblia considera tudo como opção porque uma pessoa só pode ser condenada por aquilo que escolhe fazer. E basear tudo no julgamento não cria seres humanos livres e conscientes. Cria pessoas medrosas e hipócritas.

Engraçado, pois o próprio Cristo nos ensinou a não julgarmos nem condenarmos mas é tudo que muitos cristãos vivem fazendo.

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