Um confeiteiro cristão deve ser obrigado a fazer o bolo de casamento de homossexuais?


Sou sempre favorável aos gays, mas fiquei do lado do confeiteiro.

O caso foi o seguinte. Joãozinho era confeiteiro e cristão fundamentalista, crendo que casamento é entre homem e mulher. Uma dia dois gays encomendaram um bolo dele, que usou seu direito de escusa de consciência para não violar sua própria consciência participando de algo que vai contra sua crença.

Vejam só! Eu discordo do confeiteiro. Se fosse ele, não discriminaria, porque não vejo nada errado num casamento gay e porque recusar clientela é ruim pros negócios. Mas o que está em questão é a liberdade religiosa e de pensamento. Um país que foi fundado em cima da liberdade religiosa não pode colocar esse valor abaixo de todos os outros.

No caso em questão, os gays poderiam ter ido a centenas de outros confeiteiros, porém só escolheram aquele porque sabiam que ele era cristão e não iria aceitar a encomenda. E premeditadamente resolveram perseguir o Joãozinho judicialmente, para que fosse criado um precedente jurídico que obrigasse todos os cristãos dos EUA a nunca mais negar qualquer serviço a um casamento gay.

Em outras circunstâncias eu não manteria minha defesa do confeiteiro. Por princípio, discriminar é errado e deve ser proibido. No passado, muitos negócios discriminavam negros – e até hoje muitas lojas não atendem brancos em bairros negros. Essa discriminação baseada no mais puro racismo foi proibida por lei.

Um outro ponto é que ele não era o único confeiteiro da cidade. Se fosse, creio que não poderia negar. Além disso, se fosse um serviço importante, como um atendimento médico ou algo não supérfluo, também ele não poderia negar atendimento por violar sua religião. Tudo isso foi pesado e medido pela Suprema Corte. A liberdade de consciência e religiosa não está abaixo do desejo por bens supérfluos.

Para muitos, religião é um mal. E sim. Existem muitas coisas ruins nas religiões – e muitas boas. A questão é se o Estado tem mesmo o direito de perseguir religiosos por eles crerem em coisas ruins. Na minha opinião, a reposta é não.

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Um comentário

  1. não apoio mas defendo totalmente o direito de alguém não querer vender algo para alguém por ser negro, branco, gay ou cristão, contanto que seja sua propriedade. Só não compraria o produto do vendedor, discordo você querer proibir a discriminação.

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