O filme A Caminho da Fé vai te deixar a caminho do INFERNO!


Pergunta enviada pelo https://curiouscat.me/ACIDBLACKNERD

O último que assisti foi A Caminho da Fé do Netflix.

O filme conta a história real de Carlton Pierson, pastor pentecostal que começa a negar a existência do inferno e então perde sua igreja e é marginalizado. Na história, Pierson não consegue conciliar o fato de Deus ser bom, justo e onipotente.

Ele tem dificuldade de entender como um Deus bom deixaria bilhões de pessoas queimarem no inferno pela eternidade só porque não aceitaram Jesus, sendo que a maioria nem chegou a conhecer a história de Cristo ou nasceu num país cristão.

Se Deus fosse justo, já que o critério para salvação é aceitar a Cristo, então ele teria de dar a todos a mesma chance de aceitar a Jesus, o que sabemos que não acontece. Para que Deus fosse justo, sabendo que existe essa disparidade de chance entre as pessoas, Deus teria de julgar de forma subjetiva, e não objetiva, desprezando a aceitação de Cristo como critério único.

Outro problema é desproporcionalidade do inferno. Condenar tanto Hitler, que foi ruim, quanto Gandhi, que foi bom, a uma tortura infinita de fogo e enxofre como punição pelo fato deles terem sido pecadores seria imoral.

Muitos alegam que é necessário o inferno para que haja justiça, mas o próprio filme mostra como o inferno não é justo. Imaginemos que no último segundo Hitler, como o ladrão da cruz, tenha se arrependido e aceitado Cristo. Ele iria gozar do paraíso enquanto os milhões de judeus que ele torturou em vida agora seriam torturados no pós-vida por um Ditador muito ainda mais cruel, pelo crime de não terem aceitado a Cristo.

O próprio conceito de inferno parece estranho a um Deus que se diz amoroso. Se o inferno fosse um purgatório para que as pessoas pudessem refletir sobre seus erros e melhorarem até que pudessem entrar no céu, então seria até aceitável, mas uma câmara de tortura infinita parece algo muito medieval e de influência grega que a igreja incorporou para tentar domar as pessoas pelo medo.

Hoje, os especialistas alegam que a punição física faz mal às crianças e não os ensina da forma correta. Se os pais pouco amorosos não punem mais os filhos fisicamente, mas os castigam e explicam o que tem que ser aprendido, Deus não parece ter a mesma paciência dos pais modernos. Além disso, que valor tem em fazer o certo pelo medo da punição divina e não pelo amor e gratidão a um Deus que já te salvou e te ama independente do que você faça?

É por isso que Pierson decide abraçar o universalismo, teoria que defende que Jesus já salvou a todos nós. Pessoalmente, creio que o universalismo seja uma concepção exagerada, mas o mínimo que um cristão pode almejar é que todos sejam salvos, ainda que isso não ocorra.

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Um comentário

  1. não entendi a referencia entre o titulo e a sua conclusão, eu possuo o mesmo questionamento me perturbando por esses diaS

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