Caio Fabio desafia ateus a se matarem


Pergunta enviada pelo https://curiouscat.me/ACIDBLACKNERD

Esses dias eu vi um vídeo que me interessou. Nele, Caio Fabio, um dos poucos pastores que eu ainda nutro alguma estima, desafiou ateus e disse que se fosse ateu teria a devida coragem e se mataria já que essa é implicação óbvia de um “macho filosófico”. O discurso foi deveras irresponsável uma vez que há pessoas aflitas a procura de um sentido para suas crises existenciais e seu vídeo foi não só uma apologia mas um convite ao suicídio.

Logicamente, se não há juízo no pós-vida, não há justiça para o que acontece aqui. Logo, sim. As pessoas poderiam, em tese, sair matando todo mundo e depois se matarem para evitar qualquer punição por seus atos. Sim, mas sabe porque elas não fazem isso? Por que elas não são malucas. Simples assim. Se as pessoas acreditam que não há outra vida senão esta que vivemos, a única conclusão seria aproveitar esta da melhor forma possível e não jogá-la fora.

Nos EUA, aonde qualquer maluco pode comprar uma arma no supermercado, isso é costumeiro, mas aqui não acontece primeiro porque nossa sociedade e cultura não produz tantos malucos e serial killers como lá e porque não temos uma relação de intimidade com as armas de fogo.

A verdade é que nós não sabe se haverá juízo no pós-vida, e muito menos os critérios como eles ocorreriam. Levando em consideração o tanto de injustiça que existe nessa vida, seria ingênuo crer que Deus teria a mesma moralidade que nós temos hoje para nos julgar. Logo, tudo seria possível, e se a justiça nos pós-vida é incerta, só nos caberia a construir uma justiça nesse mundo, através das nossas leis.

Lawrence Kohlberg dizia que havia 6 etapas da moral: 1- Punição e obediência. 2- Acatar o que é melhor para si. 3- Fazer o que é aceito socialmente. 4- Fazer o que mantém a ordem social. 5- Manter o contrato social. 6- Fazer o que é de acordo com direitos humanos universais.

Essa visão de Deus que quer te punir pra evitar que você faça maldades está muita alinhada um nível de moralidade infantil, em que o respeito é dado pelo medo e não pelo amor. Outros tem uma visão de fazer o certo para receber algo em troca de Deus, como uma barganha, ou para serem bem vistos pelo seu grupo religioso, ou para manter as regras que constituem tal grupo.

Melhor seria crer num Deus que te induzisse a fazer o bem devido a direitos humanos universais, que te ensinasse e te explicasse o que é o correto e te fizesse andar com as próprias pernas e enxergar o mundo com novos olhos.

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