Trump sobe unilateralmente tarifas contra bens chineses e coloca o mundo perto de uma guerra comercial


Olá amiguinhos!

A muito tempo, numa galáxia muito, muito distante, Donald Trump disse que aumentaria as tarifas contra bens chineses para proteger os empregos dos americanos e assim tornar a América grande novamente. A ideia é que os malditos chineses estariam (e de fato estão) roubando propriedade intelectual americana e trapaceando inclusive desvalorizando sua própria moeda para estimular suas exportações.

Segundo Trump, bastaria entrar um presidente com fibra, um homem com coragem para então retaliar os chineses subindo tarifas contra o que eles vendem. Intimidados perante tamanha ousadia, os chineses então se submeteriam a força dos EUA e assim ficariam forçados a não mais trapacearem com medo de mais tarifas.

Vocês conseguem entender como esse pensamento é idiota?

Quem pensa dessa forma exclui por completo a possibilidade de que os chineses podem, como qualquer outro país vítima de uma tarifação unilateral, retaliar os EUA também tarifando as exportações americanas, que também poderiam retaliar a retaliação, criando assim um cenário para uma guerra comercial na qual não haveria nenhum vencedor. Como brasileiros, se comprássemos bens que são comprados dos EUA e depois produzidos na China, seríamos prejudicados mesmo sem ter nada a ver com a história com o aumento de tais tarifas caso haja uma guerra comercial entre os dois países.

Pois bem. Ontem Trump propôs um aumento de 10% nas tarifas do alumínio chinês. Como resposta, os chineses disseram que iriam tomar as devidas providências, mas não só eles. A União Europeia e o Japão também sinalizaram que retaliariam os EUA caso ele resolvesse colocar tal medida em prática. As bolsas reagiram mal, caindo após esses anúncios.

A resposta de Trump no twitter? Disse que guerras comerciais eram boas e fáceis de vencer. O problema é que a história da humanidade demonstra que elas não são nem boas nem fáceis de vencer nessas condições. O congresso americano jamais mergulharia nessa aventura suicida e tudo indica que essa retórica protecionismo apenas é um aceno populista para o eleitorado das decadentes cidades industriais do país.

Como Ben Shapiro explicitou no vídeo acima, a melhor de competir com os chineses é diminuir impostos e regulações. O exemplo é o seguinte: Digamos que um alfinete custe 1 dólar se feito pelos chineses e 10 se feito nos EUA. Os EUA podem aumentar as tarifas para que o alfinete chinês custe mais que o americano, porém o principal prejudicado seria o consumidor americano, que agora pagaria muito mais para comprar um alfinete, tudo às custas de alguns empregos nas fábricas de alfinetes americanas, que se forem mecanizadas, nem criarão tantos empregos assim.

Mas se os chineses estão trapaceando, o que os EUA podem fazer? 3 opções:  1- Negociar com eles e chegar a um acordo que seja bom para ambos os lados – o que os chineses dificilmente fariam. 2- Recorrer a Organização Mundial do Comércio. 3- Derrotá-los em guerra e submetê-los a um acordo desigual, como o EUA já fez no passado. Aliás, essa terceira opção parece bem interessante. O que poderia dar errado, não é mesmo?

 

Um comentário

Comente com polidez!

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair /  Alterar )

Foto do Google

Você está comentando utilizando sua conta Google. Sair /  Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair /  Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair /  Alterar )

Conectando a %s