Olavo de Carvalho realmente passou por um hospício?


Olá amiguinhos!

Achei essa imagem legal. Graças a ela, Olavo recebeu uma repreensão da Associação Brasileira de AIDS, por disseminar a ideia de que o vírus possa ser passado pela saliva. A Associação aproveitou pra condenar a associação feita, da homossexualidade do deputado, com o HIV.

Esses dias eu estava lendo sobre a vida do filósofo Olavo de Carvalho nos fóruns da esgotosfera da internet. Qual não foi a minha surpresa ao ler sobre histórias pitorescas que já a muito não me deparava – sim, quando conheci o Olavo pela primeira vez tais histórias já eram comentadas.

Dentre as muitas histórias que não posso comprovar e “nem sequer acredito” estão episódios ilustres de quando o filósofo fazia parte de uma seita maluca nos moldes islâmicos, mas que na verdade misturava muita coisa muito louca. Entre as acusações, está a que na seita os alunos enrabavam seus mestres – e que fique claro, Olavo era mestre. Inclusive, a própria filha do filósofo disse que, quando criança, já vira o pai com uma mala repleta de consolos da cor PRETA. O que ele fazia com essa mala? Ninguém sabe. Se os objetos eram dele mesmo? Ninguém sabe? Se eles os usava? Impossível sabermos, mas se ele, digamos, fez uso de tais apetrechos, isso explicaria muita coisa acerca do filósofo que posa de religioso e defensor da família tradicional. Talvez seria daí que veio a obsessão do filósofo pela palavra “cu”, a qual ele repete despudorada e incessantemente não só em postagens no facebook, mas também em vídeos espalhados pela internet. Possivelmente pode ser um mecanismo de defesa de uma mente que precisa relativizar os seus muitos erros do passado, assim como um orifício arrombado e sem pregas.

Uma outra inusitada é que o atual filósofo teria mandado construir uma barca egípcia no porão de casa localizada no bairro dos Pinheiros-SP. O filósofo, segundo a história, teria mandado fechar a porta do porão com tijolos e cimento, com o intuito de transportá-la para o outro mundo. Mas as loucuras não param por aí. Há quem diga que a seita do “faraó de Pinheiros” fazia sacrifícios humanos – sim, foi isso mesmo que você leu – com fetos abortados, tal como fazem até hoje muitos cultos satânicos. Num episódio que ouvi falar por duas fontes diferentes – sendo uma delas Heloísa, filha de Olavo – uma mulher da seita deu a luz ao uma criança COM DOIS CRIFRES!!! Os chifres teriam sido retirados e a criança estaria viva até os dias de hoje.

Para quem não sabe, Olavo começou a dar aulas de astrologia em 1974, numa livraria. Um belo dia, após encerrada uma das aulas, o dono do estabelecimento notou que todo o dinheiro do caixa tinha sido furtado. Olavo trabalhou como jornalista até 1977, quando foi internado por ter quebrado a redação do Jornal da Tarde. Depois disso, em 1979, virou colaborador no primeiro curso de extensão em Astrologia da PUC.

Porém nenhum boato sobre Olavo é mais intrigante que sua inusitada passagem pelo HOSPÍCIO. Na sua estadia por lá, Olavo foi obrigado a vestir uma ilustre camisa de força, tudo a mando de seus próprios familiares. A clínica, localizada no bairro da Vila Olímpia, já não mais existe. Essa passagem pelo sanatório ganhou alguma credibilidade por ter sido noticiada pelo jornalista Renato Pompeu, que alegou certa vez ter sido “colega” de Olavo na clínica.

Abaixo o relato, já antigo, creditado a Pompeu:

“E finalmente o Olavo de Carvalho, que foi meu colega de internamento no hospital psiquiátrico, quando saiu do hospital, sem alta por sinal, saiu com alta a pedido porque os médicos não queriam deixar ele sair, virou o guru dos astrólogos aqui em São Paulo, começou a se envolver com seitas religiosas, vivia de explorar mulheres, teve sete, e faz mais de 30 anos que não trabalha. Então começou a se envolver com seitas barra pesada, deu uma entrevista na última página da antiga Folha da Tarde dizendo que estavam querendo matá-lo, porque na verdade ele estava numa seita que era uma quadrilha, discutiram lá por causa da partilha do saque e ameaçaram de morte. Como era conhecido como astrólogo, deu essa entrevista como se não tivesse nada a ver, dizendo que tinha descoberto coisas dessa seita e aí sumiu, desapareceu. Ninguém mais ouviu falar dele até que uns 15 anos depois ele aparece como filósofo no Rio criticando os intelectuais de esquerda por defenderem trombadinhas, metendo o pau nos que não permitem a liberdade de expressão dos racistas.”

 

“Entretanto, o Olavo acabou saindo do hospital psiquiátrico sem alta médica, isto é, resolveu interromper o tratamento antes que os médicos o considerassem em plenas condições. Uniu-se a um psicoterapeuta argentino formado na Suíça, algo místico, que usava na terapia coisas como teias de aranha e pedras molhadas. Posteriormente, o Olavo começou a aparecer na imprensa paulistana como o principal astrólogo da cidade. Uniu-se a várias mulheres e teve filhos com algumas delas. Quem pode falar sobre essa fase do Olavo é o jornalista Leão Serva. Há muitos anos, na última página da Folha da Tarde, Olavo apareceu numa notícia denunciando que estava ameaçado de morte por uma seita religiosa com a qual mantivera contatos e que descobrira que era ligada ao crime organizado. Desde então não vi mais notícias sobre ele na imprensa de São Paulo, até que ele apareceu, muitos anos depois, na imprensa do Rio, como guru antiesquerdista.”

Bem, se ele passou pelo hospício mesmo, isso explicaria muita coisa. Quando acompanhava diariamente todos os vídeos e textos do filósofo, sempre ficava assustado com o número de malucos que o orbitavam. O filósofo, inclusive, falou do período em que passou no hospício no superestimado filme O Jardim das Aflições, mas segundo Daniel Aragão, esse trecho foi cortado na edição.

De qualquer forma, é no mínimo cômico que o petulante ex-astrólogo e ex-“faraó”, que se acha no direito de julgar todas as mazelas da sociedade brasileira, já tenha escrito um livro com o nada pretensioso título O Mínimo que Você Precisa Saber para Não ser um Idiota. Quando li tal obra, vi que ali havia um texto (O Brasil Falante), na página 329, sobre hospício. Fiquei logo interessado, já achando que nesse texto o filósofo abriria o jogo acerca de seu passado em instituições de tratamento psiquiátrico, mas não. Nesse texto, ao invés de ter a humildade de confessar que fugira do hospício e que nem deveria estar solto aqui do lado de fora com as “pessoas normais”, Olavo escreve a seguinte frase:

“Quanto mais de longe se olha o Brasil, mais se vê que não é um país. É um hospício sem médicos, administrado pelos próprios loucos que se fingem médicos”.

Acho que o mínimo que Olavo precisa saber pra não ser um hipócrita é que talvez ele seja justamente um desses médicos…

 

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