5 motivos para ser contra Tiffany na Liga Feminina de Vôlei, 5 motivos para ser a favor


Olá amiguinhos!

Como já é bem sabido, eu sou um tremendo entusiasta da condição transexual. Por isso fiquei todo ouriçado pra ver nas quadras de vôlei aquele tipo de pessoa que eu pagava pra ver nas esquinas aqui da minha cidade. Além do mais, eu como um homem chauvinista, fiquei super contente em saber que havia um homem me representando na liga feminina de vôlei: seu nome era Rodrigo, e após uma mudança de sexo na Itália, agora se denomina Tiffany, a jogadora trans.

Após alguns poucos jogos, Tiffany se sobressaiu sobre as jogadoras mulheres, tendo se tornado a maior pontuadora do campeonato, o que provocou a fúria de boa parte de nossa sociedade transfóbica, que não aceita que homens e mulheres joguem conjuntamente no esporte. Para essas pessoas, o “apartheid de gênero” que separa homens e mulheres no esporte serviria para preservar a competitividade e protegeria o sexo feminino. E quer saber? Eles tem toda a razão.

Se homens pudessem competir nos esportes femininos, em pouco tempo, não haveria mais mulheres no esporte. Por mais que muitos intelectuais esquerdopatas defendam que não existe diferença entre os sexos e que homem e mulher são meras construções sociais, na realidade, as mulheres são fisicamente inferiores aos homens, prova disse é que existe a Lei Maria da Penha e não Mario da Penha. Pessoalmente, os únicos casos de violência doméstica em que vi o homem levar a pior foram aqueles em que a sua mulher tinha pelo menos o dobro do seu peso. Nessa condição específica, é o homem que deve ser submisso. Acreditem, eu, que já namorei mulheres muitas gordas, já passei na pele por essa situação.

Deixando a violência doméstica e as mulheres gordas de lado, o ponto do texto é que a Tiffany, por ter passado por toda puberdade como homem, recebeu vantagens que hoje a colocariam acima das mulheres, como é o caso de sua altura, de seus músculos, do tamanho do pulmão e de sua estrutura óssea. Em contrapartida, o Comitê Olímpico afirma que para um homem competir no esporte feminino ele precisa apenas ter menos de 10 nanogramas de testosterona no sangue, concentração média entre as mulheres.  Tiffany tem 0,2 ng, logo está totalmente habilitada a jogar no Vôlei, esporte conhecido pela sua elevada concentração de mulheres lésbicas, sendo muitas delas mais feias que a nossa amada jogadora trans.

Toda esse celeuma fez com que muitas jogadoras protestassem, mas silenciosamente, já que sabiam que qualquer crítica a Tiffany seria interpretada como transfobia, homofobia, preconceito e – porque não? – nazismo. Então coube a ex-jogadora Ana Paula fazer uma carta a confederação nacional e internacional de Vôlei contra a participação de Tiffany, alegando que esta, levava vantagens devido aos motivos já citados. A mensagem da carta era simples. Ela tratou a Tiffany como Rodrigo, e advogou para sua sumária expulsão do campeonato, assim como a de qualquer outros trans que assim desejar jogar entre mulheres. Fico até imaginando a cara de recalque que essa Ana Paula fará quando ver a Tiffany na seleção brasileira com uma medalha de ouro no peito.

É evidente que esse é um debate complicado para algumas pessoas, mas para outras é uma questão simples. Rodrigo é homem, a liga é feminina, então fora daqui com esses travecos! Tais pessoas escondem seu notório preconceito com o argumento mequetrefe: “Não é preconceito, é fisiologia”. Fica claro que um assunto como esse faz os ratos preconceituosos abrirem raivosamente as tampas dos bueiros de onde se escondem e assim saírem do esgoto no qual vivem para exigir que a liga de forma autoritária a expulse do campeonato para nunca mais voltar. Para esses ratos, lugar de traveco é na esquina fazendo programa, aonde muitos deles podem gozar dos seus serviços, e não no esporte, aonde os trans podem viver com dignidade. A pergunta que faço para esses fiscais do cu alheio é: vocês sabiam que existem gays transando nesse exato momento?

Sejamos francos. É injusto a Tiffany jogar entre mulheres? Sim, ela leva vantagem. Mas sabe o que é muito mais injusto do que vê-la na Liga? É o que acontece com os transexuais, que são estigmatizados, expulsos de casa, vítimas de preconceito, marginalizados e obrigados a se prostituirem para sobreviver. A sociedade nega ao transsexual o direito de existência, sendo este legado a viver nas sombras. Mas você já viu algum desses moralistas que criticaram a Tiffany falando do horror que é o preconceito contra transsexuais? Não, sabe porquê? Porque esses ratos se incomodam muito em ver uma trans ganhando a vida honestamente numa Liga Feminina, mas não se incomodam nada com as transsexuais que apanham dos pais, são agredidas na rua ou até mesmo se matam com depressão.

É bom lembrar que não é a primeira vez que um avanço social recebe ataques antes de sua normalização. Foi assim nos EUA na guerra Civil, quando os sulistas foram a guerra para preservar a escravidão; foi assim com os religiosos no início do século que se opuseram ao voto feminino; foi assim nos anos 60 quando a Ku Kux Klan fez protestos contra o direito dos negros votarem; foi assim na África do Sul quando os racistas do partido conservador fizeram campanha contra o referendo que acabava com o Apartheid; foi assim na California quando os fundamentalistas religiosos se organizaram para proibir o casamento gay na Proposição 8. Em todos esses casos os esforços de pessoas que só se baseavam no ódio e no preconceito foi em vão, e hoje as vemos como do lado errado na História. E creio que assim será com a inserção dos transexuais no esporte. Do mesmo jeito que antes criam que lugar de mulher era na cozinha e de negro era na plantação, hoje creem que lugar de traveco é na esquina prostituindo seu corpo. Mas chegou o momento histórico que tais grupos estão ocupando o lugar que até antes era somente legado ao grupo dominante, e é óbvio que nenhum grupo cede seu poder sem resistência.

Por último, é bom analisarmos que a Liga Feminina, como instituição, tem o direito de definir suas próprias regras e parâmetros. Se a pessoa está se sentindo incomodada ao ver uma jogadora trans, que simplesmente boicote o esporte e não o mais assista, ou que faça uma liga só para jogadoras cis, mas ninguém tem o direito de impor a liga ditatorialmente suas próprias conclusões sobre o tema. E é bom lembrarmos que esse debate não trás nada de novo. No século passado, os perseguidos no futebol eram os negros, muitos tendo que colocar pó de arroz para competir com os brancos. Na época, os torcedores do Fluminense se enchiam de pó para torcer para seu time racista. Agora é o hora de sabermos se o Brasil seguirá o exemplo dos finados torcedores tricolores, e se encherá do pó da hipocrisia.

 

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2 comentários

  1. Meu problema com esse post é o seguinte, tá todo mundo sabe que muitas pessoas que criticam a Tifanny são transfobicas e só querem usar essa situação pra vomitar preconceito

    mas por outro lado vc mesmo disse, a situação dela: É INJUSTA com as demais jogadoras e com o esporte como um todo por um lado

    O fato de eu acreditar que é injusto e não achar correto que essa injustiça ocorra não me faz ser contra a inclusão dos transexuais, eu não estou dizendo que lugar de travesti é na prostituição, eu estou dizendo que é injusto.

    não é porque a sociedade esta caminhando pra inclusão das minorias que eu tenho que aceitar tudo que o movimento SJW impõe, um dos post mais populares desse blog é sobre cotas, e aí vc é a favor de 50% de cotas pra negros em times de todos os esportes?? isso faria sentido pra vc? porque isso também é inclusão.

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  2. Não sou a favor de cota pra ninguém. Nem pra negro, mulher, gay ou trans. Sou a favor que deixem essas pessoas jogarem, como no caso do negro, que não podia jogar só por ser negro. O movimento esquerdista é demoníaco e impõe suas “verdades” na goela de todo mundo. Por exemplo, no Canadá querem criminalizar quem chama trans pelo pronome “errado”. Isso é um absurdo. PLC 122, a lei da mordaça gayzista, é ditatorial. A ideologia de gênero implantada nas escolas tb é um contra-senso. Não sou a favor de quase nada que a esquerda defende. Só estou defendendo um grupo de pessoas que possivelmente é o que mais sofre no Brasil. Essa questão ja não importa mais. Ela vai poder jogar. Não importa o quanto isso deixa as pessoas raivosas

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