Republicanos perdem no Alabama e Trump recebe primeiro voto do seu futuro Impeachment


Olá amiguinhos!

Imagine um candidato que não tem medo de falar o que pensa na cara da mídia esquerdista. Imagine um candidato que diz ser a favor da criminalização do homossexualismo. Imagine um candidato que quer proibir os muçulmanos de terem cargos eletivos e que chama esse credo de “falsa religião”. Imagine um candidato que diga que o melhor momento da história de seu país foi quando havia escravidão.

Pois bem, esse é Roy Moore, o candidato republicano derrotado na eleição de ontem a cadeira do senado do Alabama, estado mais pobre e religioso dos EUA. Moore ficou conhecido por ser contra a retirada de um monumento dos Dez Mandamentos que estavam na frente de um prédio público. Desde então, passou a ser visto como paladino da liberdade religiosa e dos valores sulistas. Esse indivíduo, tão patriota, chegou a dizer que o EUA era o “foco da maldade”, por permitir o casamento gay; já o ditador sanguinário Vladimir Putin, pra ele seria alguém bondoso, já que persegue homossexuais.

Ele, para alguns da direita brasileira, seria um excelente candidato, e para muitos, teria qualidades que eles desejam num presidenciável, no entanto, não passa de um doente, racista, homofóbico, islamofóbico, um ser desprezível que carrega aquilo que os EUA tem de pior. É tão fundamentalista religioso que crê que a Bíblia deva sobrepujar a Constituição do país, não crê na separação de Estado e religião. Na prática, apenas quer empregar no país uma “Sharia” travestida de cores evangélicas batistas. Portanto, é personificação do atraso, da ignorância e do desprezo ao diferente, e cabalmente, foi o pior candidato da história do partido republicano.

Num estado com 44% de republicanos e 29% de democratas, Moore conseguiu perder uma eleição que qualquer republicano sensato venceria. Porém, dessa vez, o eleitor republicano, enamorado de Trump, quis escolher nas primárias um “conservador de verdade”, o que quase sempre significa escolher o sujeito mais imbecil possível só pra não escolher alguém do establishment do partido. Essa receita, infelizmente tão repetida desde 2010, quando surgiu o Tea Party, apenas resultou no seguinte resultado: se o imbecil escolhido disputa num estado com muito mais republicanos, ele vence; se disputa num estado sem essa vantagem, perde. Só que dessa vez, os republicanos se esforçaram. Escolheram alguém tão, mas tão imbecil, que mesmo no estado mais republicano da região mais republicana do país, conseguiu se sagrar derrotado.

Por não defender a Constituição do país, isso já seria o suficiente pra que uma pessoa séria não o apoiasse, mas além disso, Moore foi acusado por 19 mulheres de lhes terem abusado quando elas eram crianças, tendo ele mais de 30 anos. Primeiro Moore negou que tivesse abusado, mas disse que namorou meninas jovens com o consentimento de suas famílias. Num segundo momento, até reconheceu que conhecera algumas das vítimas, mas negou que tivesse tido qualquer envolvimento. Por último, Moore alegou não ter conhecido nenhuma de suas supostas vítimas, trocando de versão tal como fazem os mentirosos.

Mas aí você imagina que essas acusações de pedofilia seriam o suficiente para que este recebesse o repúdio do presidente Trump? Ledo engano. Trump não só não criticou o pedófilo dentro do seu partido como lhe concedeu apoio. Nada mais coerente, já que o presidente também é acusado de abuso sexual por várias mulheres.

Essa derrota de ontem deixou claro algo que já se mostrava visível desde a eleição de Trump em 2018- na qual ele venceu com 2 milhões de votos a menos: o partido republicano, por adotar uma postura populista, até aumenta sua votação entre brancos sem escolaridade, porém com o passar do tempo, mais e mais eleitores com diploma universitário se afastam do partido. Esse fenômeno ficou mais que visível ontem, quando o partido não conseguiu uma votação expressiva nos subúrbios abastados, o que fez com que, mesmo obtendo a maioria dos votos no interior, não conseguisse ultrapassar a tradicional vantagem obtida pelos democratas nos centros urbanos.

Perder uma eleição no Alabama serve como um poderoso sinal de alerta para Trump, que goza de índices impressionantemente negativos (33% de aprovação). Se o partido continuar escolhendo candidatos a imagem e semelhança de Roy Moore, tudo indica que em 2018 a América fará exatamente o que o Alabama fez, e com isso Trump verá eleitos mais senadores e deputados democratas que poderão ser responsáveis por iniciar o seu processo de impeachment.

Anúncios

Comente com polidez!

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair /  Alterar )

Foto do Google

Você está comentando utilizando sua conta Google. Sair /  Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair /  Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair /  Alterar )

Conectando a %s