Silas Malafaia é culpado até que se prove o contrário


Olá amiguinhos babuínos sob quatro patas!

Eu juro que eu realmente não queria falar mal do Malafaia essa semana, mas, em face dos fatos, realmente não dará pra falar mal dele mesmo hoje.

Silas Malafaia recebeu ordem na sexta para ser conduzido coercitivamente para dar depoimento a polícia federal acerca de uma doação de 100 mil reais que recebeu de alguém ligado a um esquema de corrupção investigado pela Lava Jato.  De pronto pensei: “Silas se lascou”. Estou brincando. Mesmo achando o Malafaia um pastorzinho bem canalhinha, adepto da demoníaca e praticamente assumidamente satânica e diabólica Teologia da Prosperidade, sei que não é de hoje que ele vem sendo constantemente auditado pela Receita, e que, em virtude de seus posicionamentos políticos anti-gayzistas e antipetistas, ele sempre incomodou gente bastante poderosa. Logo, é evidente que ele não iria nunca dar o mole de fazer algo errado estando numa guerra política em que quem tem teto de vidro não dura muito tempo.

Após dar o tal depoimento a Polícia Federal, Malafaia deu uma declaração a imprensa gritando feito um louco destemperado, nada muito diferente do que ele já faz diariamente no seu twitter e no seu programa, mas com uma intensidade maior. Nele, Malafa acusou perseguição e disse estar sendo retaliado em função de suas posições. BLÁ, BLÁ, BLÁ. Todo mundo sabe que a Lava Jato é uma operação altamente midiática e pegar um peixe grande, ainda mais linguarudo como ele, seria algo que todos amariam ver. Malafaia cai com perfeição na carapuça de pastor milionário e pilantra que enriquece às custas da ignorâncias dos mais pobres. Não estou dizendo que este seja o caso, mas que ele cai, cai, pelo menos no inconsciente popular, e por isso esse episódio teve tanta notoriedade.

O que aconteceu é que o Malafalha recebeu um dinheirinho sujo, e declarou no Imposto de Renda. Até ai tudo bem. O que costuma acontecer nas igrejas evangélicas é que muitos criminosos as usam para lavar dinheiro. Exemplo: Pablo é um traficante e tem 10 milhões de reais. Edir é um pastor e tem uma igrejinha. Pablo doa os 10 milhões em várias doses homeopáticas a igreja, que, por coincidência, também compra, por 9 milhões, homeopaticamente, é claro, os serviços inúteis de Joãozinho, que deposita o dinheiro numa conta limpa em que Pablo pode ter acesso. Assim um dinheiro sujo é miraculosamente limpo através de um milagre contábil. Ao que tudo indica, nesse caso específico, não foi o que aconteceu com o Malacheia, uma vez que ele depositou os 100 mil na sua associação e igreja, e ainda não há indícios que ele tenha repassado, direta ou indiretamente, uma parcela do dinheiro sujo, para alguém envolvido no esquema de corrupção.

Mas é no mínimo estranho o cinismo do Malafeio em dizer que não pode ser culpado de receber dinheiro de traficante. Ele está praticamente assumindo – o que é óbvio – que são costumeiras as doações do tráfico a igrejas evangélicas.

Ah, e mesmo achando que o Malafaia seja inocente no final da história, continuo achando ele um cara seboso e asqueroso, talvez por não ter tido uma boa experiência quando o vi pessoalmente. Pelo menos ele tem sido muito útil em afastar a manada de evangélicos aos quais ele ainda mantém forte influência dos caminhos da esquerda. Se religiosamente acho ele um herege, politicamente não tem como não achar que ele está indo pro céu.

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