Como Roberto Justus pode ser o novo Trump e o próximo presidente do Brasil?


Olá amiguinhos!

Só hoje veio aos meus castigados ouvidos a notícia de que Roberto Justus está pensando seriamente na possibilidade de concorrer a presidência do nosso digníssimo paíszinho. Desde já, uma vez que todos sabemos que eu não costumo me precipitar, tampouco errar minhas previsões, não só declaro meu apoio incondicional a candidatura de Roberto Justus, – seja pelo partido que for, seja com qualquer plataforma -, mas também posso cravar com segurança que ele será o vencedor da próxima eleição.

Agora falando um pouquinho mais sério, após a vitória de Dória na prefeitura de São Paulo e de Trump na presidência dos EUA, Justus, que também apresentou o Aprendiz e tem um perfil “parecido” com esses dois deve ter sido achacado por toda sorte de propostas para entrar na política. O nível do assédio dos partidos deve ter chegado a um ponto extraordinário.

Sendo assim vamos ensinar o experiente publicitário Roberto Justus a como se espelhar em Donald Trump e vencer as eleições.

1- Cabelo

Se Roberto Justus quiser mesmo se espelhar em Trump, o primeiro passo é ter um penteado de cabelo excêntrico e ridículo, a ponto de despertar a curiosidade dos pobres e criar uma áurea de mistério em torno dos cuidados com a beleza que ele tem. Nesse quesito, o topete ensaboado de gel de Justus já está muito bem encaixado. Não devemos nos esquecer que estamos na era dos metrossexuais, e manter uma aparência indefectível transmite uma boa imagem. Afinal, se alguém cuida tão bem do cabelo, certamente cuidará bem do Brasil.

2- Mulherengo

Nesse ponto Justus e Trump são parecidos. Ambos tem uma longa ficha corrida de mulheres gostosas e atraentes com quem acredita-se que comeram. É importante passar a imagem ao eleitorado que você é um devorador sexual. Isto faz com que você ganhe prestígio do eleitorado, na medida em que você se torna invejado pelos homens e desejado pelas mulheres. O povo gosta de olhar para um presidente e ver alguém que se admira. E como sabemos, ninguém admira uma pessoa que não come ninguém. Se assim fosse, já teríamos tidos vários padres na presidência.

Sendo assim, quanto mais cachorrão, quanto mais big dog, quanto mais prostituto ele parecer, melhor. Trump mostrou que é possível vencer com essa imagem, inclusive entre o eleitorado mais religioso. Abaixo transcrevo um frases de Trump que Justus pode traduzir para alavancar sua candidatura:

Você sabe que eu sou atraído automaticamente por mulheres bonitas… Eu apenas começo beijá-las. É como um ímã. Apenas beijo. Eu nem espero. E quando você é famoso, elas o deixam fazer. Você pode fazer qualquer coisa. Agarrá-las pela buceta. Você pode fazer qualquer coisa.

2.5- Mas exponha seus familiares para mostrar como você valoriza a família

Como Trump, Justus ostenta uma esposa gostosa. Isso é bom porque todos gostaríamos de vermos uma primeira dama gata representando o Brasil nos eventos internacionais. Justus deve fazer máxima exposição de sua família, e nesse sentido ele tem uma carta na manga. Sua filha, Rafaela Justus, que em função de algum tipo desconhecido de anomalia genética tem um rosto um pouco deformado e incrivelmente carismárico.

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3- Retórica ufanista e nativista

Assim como Trump, Justus tem que chamar a atenção da mídia através de comentários polêmicos e completamente ultrajantes. E nesse ponto, infelizmente ele terá que concorrer com Jair Bolsonaro, que já chamou nossos queridos imigrantes haitianos de escória do mundo. Então eu aconselho Justus a fazer o seguinte discurso, igual ao de Trump quando declarar sua candidatura:

Quando o Haiti nos envia suas pessoas, eles trazem pessoas que levam consigo muitos problemas. Eles nos trazem crime. Eles nos trazem drogas. Eles são estupradores, e alguns, é claro, são boas pessoas.

Aqui troquei mexicanos por haitianos na famosa frase de Trump, uma vez que não há muitos cucarrachas por aqui, mas se trocasse por bolivianos o efeito seria o mesmo. Criticar o Haiti pode ser polêmico na medida em que pode aglutinar não só o eleitorado que odeia imigrantes como também o eleitorado racista.

4- Propostas loucas e de pouca aplicabilidade

Trump propôs a construção de uma muralha vedando a fronteira dos EUA com o México para impedir a entrada de mexicanos ilegais e de drogas. O detalhe é que Trump alegava que faria com que o México pagasse pela obra faraônica. No caso de Justus, aconselhamos que ele proponha a construção de um muro vedando os 3.400 km que nos unem com a Bolívia e assim nos livrar-nos desses satânicos bolivianos, imigrantes ilegais, que adentram nos nosso território para roubar nossos preciosos empregos. É claro, Justus deve reforçar que quem pagará pela muralha será o governo boliviano, e quando questionado se é xenofóbico, ele deve fazer como Trump e dizer que ama os bolivianos, mas que eles terão que vir legalmente. Ele deve enfatizar que no meio da muralha haverá uma grande e bonita porta por onde os bolivianos poderão entrar no Brasil, legalmente.

5- Coloque a culpa nos outros

Nada de colocar a culpa no povo por ter eleito os políticos que destruíram o país. O certo é criticar todos os políticos e fingir não ser um deles para então pedir o voto desse mesmo povo acostumado em fazer péssimas escolhas nas eleições. Por incrível que pareça, essa tática parece dar muito resultado. Assim como Trump, Justus deve criticar os acordos comerciais do Brasil (no nosso caso, o Mercosul) e colocar a culpa na China por ter levado nossas fábricas. Justus, dessa forma, deve propor elevar as tarifas alfandegárias sobre os produtos chineses para estimular a indústria nacional, por mais catastróficas que seriam as consequências desse ato desvairado. Trump mostrou que o povo incauto que come quentinha e almoça salgadinhos gosta desse tipo de proposta. Eles pensam o seguinte: “Finalmente um político falando algo que realmente faz sentido”.

6- Mude de opinião a todo momento, dependendo do público

Integridade não ganha eleições. Como Trump, Justus deve tentar agradar todo mundo. Lula obteve êxito com essa tática em 2002. Quando falar para empresários, diga defender medidas que os beneficie. Quando falar para metalúrgicos, esqueça tudo o que disse pros empresários e proponha o exato oposto. Ninguém vai se lembrar de tudo o que você diz e quando a imprensa apontar suas incoerências, diga que se tratam de mentiras da mídia esquerdista em favor do globalismo internacional.

7- Seja riquista e ostente seu dinheiro

Como Trump, Justus não deve deixar que ninguém esqueça o quão rico ele é e porque isso o torna melhor que as outras pessoas que estão concorrendo. Diga que você criou milhares de empregos no setor privado e que irá criar milhões de empregos caso eleito – a despeito do fato de que saber uma coisa não necessariamente implica que ele sabe fazer a outra.

8- Seja islamofóbico

Justus é judeu. Então para driblar esse fato e ganhar o voto dos crentes sem precisar se converter teatralmente  em alguma igrejinha, ele deve se posicionar como o defensor do cristianismo na luta contra o satânico islamismo. Para tanto, ele deve fazer como seu amigo topetudo americano e propor um banimento a todos os muçulmanos que quiserem entrar no Brasil, por razões de segurança. Também como Trump, ele deve propor um fichamento de todos os muçulmanos aqui no Brasil, por segurança, é claro, como aliás, os nazistas fizeram com os judeus. Quando a mídia perguntar sobre a aplicabilidade de tais atos inconstitucionais, diga que as propostas não passaram de hipérboles.

9- Use um vocabulário chulo e de fácil entendimento

Esqueça as mesóclises. Rasgue o dicionário. Fuja das boas gramáticas. Os pobres não falam desse jeito e você tem que se comunicar como “se fosse” um deles. Lula e Trump já mostraram que ter um jeito de falar ignorante é altamente producente nesse sentido. Repetir as mesmas bobagens várias e várias vezes, com palavras de fácil entendimento, também é uma boa pedida. Estudos mostram que Trump se comunica como uma criança na terceira série do ensino fundamental. Então, é só o Justus procurar um dos filhos de algumas das suas empregadas domésticas e tentar emular e macaquear suas gírias.

10- Agrida seus adversários e coloque apelidos neles

Donald Trump inaugurou nos EUA uma nova forma de vencer eleições. Não ataque apenas seu adversário, não apenas minta sobre eles, mas também ataque a família dele com insinuações e “inuendos”. Trump apelidou Ted Cruz, um homem íntegro de Mentiroso Cruz, Marco Rubio, de pequeno Marco, Jeb Bush, de Jeb sem energia, e Hillary de Hillary Corrupta. Os apelidos, para funcionarem, devem encontrar algum eco na realidade e reforçarem uma percepção que os rivais deixam transparecer.

No caso de Justus podemos aconselhar os seguintes apelidos para seus prováveis concorrentes:

  • Marina cadavérica
  • Lula presidiário
  • Bolsonaro Rivotril
  • Coronel Ciro do Sertão
  • Temer Vampirão
  • Aécim do Pó

 

 

 

 

 

 

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