Qual a solução por conflito Israel-Palestina? A solução de um só Estado

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Olá amiguinhos!

Geralmente eu tento não adotar uma posição extremista nas minhas colocações aqui no blog, porém aqui vou abrir uma exceção.

Na minha humilde opinião, não existe solução para o conflito Israel-Palestina. O cenário mais benéfico e realista para ambos os lados é a aceitação do Estado de Israel, conferindo alguma medida de direitos aos palestinos que moram na Faixa de Gaza e Cisjordânia.

1- Segurança

Como podemos ver no vídeo acima, Israel não pode se defender caso retorne para as fronteiras de 1967. Isto porque sua fronteira naturais de defesa é no Rio Jordão, aonde há uma elevação topográfica que impede a invasão de seus inimigos pelo Leste.

Em função da extensão territorial curta, caso Israel voltasse às fronteiras de 1967 seu território estaria todo sobre o alcance de mísseis lançados. O espaço aéreo israelense seria indefensável e as principais cidades costeiras, assim como o aeroporto seriam alvos fáceis. Quanto às colinas de Golã, ao Norte, além de proteger as reservas de água vitais para a existência de Israel, as ocupação nesse território previne um ataque pelo norte.

Logo, para existir Israel precisa da sua extensão territorial atual. Israel por muito tempo trocou terra por paz e sempre recebeu mísseis e ataques terroristas como gratidão dos palestinos.

2- Infraestrutura

Criar um Estado Palestino não seria algo viável na medida em que não há conexão entre a Faixa de Gaza e a Cisjordânia. A Palestina seria totalmente dependente de Israel. E não somente de ajuda humanitária, como também do fornecimento de água e energia elétrica. Os palestinos precisariam fazer uso das estradas e dos portos israelenses.

3- Diplomacia

Digamos que fosse criado um Estado Palestino reconhecido pela ONU e que no dia seguinte fossem disparados foguetes em direção a Israel por parte de terroristas. Israel teria que violar leis internacionais para adentrar no Estado Palestino a todo momento com a finalidade de caçar terroristas.

4- Ocupações

Quando falamos em criar um Estado palestino, aonde criaríamos tal Estado? Na Faixa de Gaza? Na Cisjordânia? Mas aonde na Cisjordânia, se boa parte do território está sendo alvo de ocupações israelenses?

Muitos judeus migram para as ocupações na Cisjordânia não por causa da ideologia mas porque os imóveis em Israel são caros e veem uma boa opção ao comprarem casas confortáveis por um preço muito barato num assentamento. Se o judeu trabalhar em Jesusalém ou numa cidade fronteiriça, morar num assentamento é um excelente negócio, coisa que nós sabemos que o povo judeu adora fazer.

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5- Já existe estado palestino

Palestinos já são maioria na Jordânia, então porque não fazem um estado lá? Porque tem que escolher logo o minúsculo estado de Israel se poderia criar um estado em algum território de um país islâmico?

6- Democracia e identidade

O principal problema da Solução de um só estado é que hoje Israel é um Estado democrático com caráter judaico. Se der cidadania para todos os muçulmanos da Cisjordania não terá mais maioria judaica e perderá sua identidade. Se incorporar os territórios palestinos e não conferir cidadania aos palestinos se tornará um regime de Apartheid.

O que muitos se esquecem é que no quando da formação do Estado de Israel em 1948, na partilha do território, o território que ficaria com os palestinos seria 100% árabe enquanto que no território de Israel haveria metade de judeus e metade de árabes. Os palestinos não aceitaram o acordo. Como bem diz Benjamin Netanyahu, os palestinos não perdem uma oportunidade de perderem uma oportunidade. Por quererem tudo acabaram com nada. Sendo assim, sou otimista quanto a capacidade da democrática sociedade israelense em assimilar gradualmente os palestinos, como já faz com os mais de 20% que vivem hoje no seu território.

Com o passar do tempo, os próprios palestinos irão perceber a inviabilidade do estado que requerem e passarão a demandar direitos para participarem do próspero e pujante Estado de Israel. Talvez algumas concessões simbólicas possam ser feitas para repartir os poderes no futuro, como um primeiro-ministro judeu e um presidente Palestino. Por mais louco que pareça, uma mescla desse tipo funciona no heterogêneo Líbano.

Portanto, da próxima vez que você ouvir algum “especialista” defender dois estados naquele território minúsculo, pergunte a ele se ele consegue dividir o carro dele com um pivete de rua. Ele provavelmente dirá que não, que isso não daria certo já que só ele saberia conduzir o carro. Diga pra ele deixar Israel fazer o mesmo então. Os palestinos também estarão bem melhores no banco do carona.