Ascensão e queda de Sérgio Cabral: de governador corrupto a presidiário


Olá amiguinhos!

Num dos esforços mais heroicos da história desse desprezível blog resolvo tratar do político mais bandido e mais marginal que já pisou no Estado do Rio de Janeiro, e olha que ele teve concorrentes de peso. Eu inclusive suspeito que alguém ligado a sua gangue tenha ordenado o atentado contra a vida do blogueiro surtado Ricardo Gama, que levou uns tiros na cara por denunciar os crimes de sua gestão no governo do Rio. Sendo assim, não só estou correndo o “risco” de levar um processo de algum desses gayzistas recalcados que dia e noite estão no meu encalço mas também coloco minha própria vida em risco ao criticar alguém tão perigoso.

O agora preso Sérgio Cabral, acusado de desviar centenas de milhões de reais, povoa a minha perturbada e doentia mente desde o ano de 1996, quando eu me apaixonei pela política graças ao seu contagiante jingle PRA FICAR LEGAL. Pra se ter ideia de como esse jingle era legal, ele está hoje no mercado livre graças a ambição de algum espírito de porco que cobra 30 reais por um CD vagagundo ao invés de colocar a música no youtube, onde eu poderia lincá-la nesse post.  http://produto.mercadolivre.com.br/MLB-800273937-cd-single-sergio-cabral-pra-ficar-legal-politica-_JM

“Rio de Janeiro é cidade é monumento
É calor e alegria, redentor e movimento
É branco, preto, pobre, rico, Rio de Janeiro
É poesia e carnaval no coração do brasileiro
Um bom lugar pra se viver
Um bom lugar pra ser feliz
E se preciSa melhorar
É o povo que diz
Pra ficar legal, é
A gente quer o melhor, Sérgio Cabral
Pra ficar legal, é
A gente quer o melhor, Sérgio Cabral
Tem respeito e tem coragem e a cabeça no lugar
Porque pra ser prefeito não precisa inventar
É só fazer direito, é só trabalhar
Que o Rio quer mais, o Rio quer mudar
É, pra ficar legal, é
A gente quer o melhor, Sérgio Cabral
Pra ficar legal, é!”

Em 1992, Cabral concorreu e perdeu a vaga de prefeito do Rio de Janeiro e em 1996 voltou a assombrar o Rio com mais uma candidatura fracassada. Presidente da Câmara durante a gestão de Anthony Garotinho, Cabral foi eleito senador em 2002 e, segundo diz a lenda, convencido por Garotinho, contra a sua própria vontade, a disputar o governo do Rio em 2006. Depois de vencer um segundo turno contra a juíza Denise Frossard, Cabral foi esperto e percebeu que a rejeição de seus apoiadores Rosinha e Garotinho seria uma âncora que impediria sua ascensão política. Uma vez eleito, desvinculou-se do casal, que tomou a traição de forma visceral, tratando-o desde então como pior inimigo.

O primeiro governo de Sérgio Cabral foi marcado por 3 importantes pilares: UPA, UPP e muitas negociatas com a iniciativa privada. Foi durante seu governo que vimos as empreiteiras mandarem e desmandarem na cidade. Cabral, se por um lado deu um passo importante em políticas de saúde e segurança, do outro, entregou o Rio de Janeiro para os interesses das empresas milionárias que financiavam suas também milionárias campanhas. O Rio de Cabral, na prática, era uma versão tropical e mais colorida da velha Detroit do Robocop.

Ele, que nunca escondeu sua paixão pelos luxos de Paris, sempre quis deixar o Rio mais parecido com a Europa e então pode sonhar com vôos presidenciais.Pra ser franco, parecia uma ideia promissora no início, mas não demorou muito pro barraco desabar.

Com o Rio “pacificado”, Cabral não teve problemas em eleger seu “amiguinho” Eduardo Paes a prefeitura em 2008 e depois reeleger-se em primeiro turno em 2010. No entanto, a corrupção desenfreada e o maucaratismo da sua gestão parecem ter saído do controle em 2012, quando foi alvo de uma série de protestos em favor de sua saída do cargo. Encurralado e já sem o apoio da mídia favorável com a qual sempre contou no Rio, Cabral renunciou ao cargo em favor do seu vice, Mão Grande Pezão, que conseguiu se reeleger em 2014, a despeito do mar de lama do governo de seu antecessor. Desde então Cabral vivia trabalhando numa empresa de “consultoria”, ganhando o milhãozinho nosso de cada dia vendendo seu valoroso “norral”(know-how).

Cabral nunca me deixará saudades, mas dificilmente me esquecerei de alguns episódios cartunescos da Era Cabral, como quando a companhia que opera o Metrô contratou a esposa de Cabral como advogada antes de um escancarado e escandaloso reajuste no valor do repasse do governo estadual. Vai ser difícil me esquecer de quando ele comprou um helicóptero novo, avaliado em alguns milhões, com dinheiro público, é óbvio, e fazia uso dele para que a empregada levasse seu cachorro até a mansão dele em Angra dos Reis.

O maior legado deixado por Cabral é um estado quebrado, completamente deficitário e sem dinheiro para pagar os aposentados e os servidores. É irônico que ele, agora preso, tenha sido conduzido a sua cela por carcereiros que estão com salários atrasados devido às malandragens do seu governo.

O Rio de Janeiro é o Estado hoje com mais servidores públicos, uma dívida impagável e um futuro incerto.Sendo assim, Cabral obteve êxito em deixar o Rio mais parecido com a Europa, mas especificadamente com a Grécia.

 

 

 

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