Considerações sobre o Foro de Brasília


Olá amiguinhos!

Eu não costumo dizer o que faço com minha imprestável vida, mas hoje farei um relevante exceção para relatar a minha presença física no Foro de Braísilia, ocorrido no dia de hoje.

Primeiramente, acordei cedo e fiz meus afazeres domésticos. Então, como não ando de transporte público, fui levar minha bicicleta no reparo e de lá encarei 1 hora de descidas e subidas com minha bike de 500 reais até chegar no local indicado no evento. Ao chegar, eis a surpresa. O local era uma loja maçônica. Correndo o perigoso risco de ser excomungado e de entregar minha alma a Satanás, desafiei minhas crenças mais profundas e entrei no recinto.

Assim que cheguei percebi que não iria me arrepender de ter feito a viagem. Havia comida. Muita comida. Eu dei sorte e já cheguei na hora do coffee break. Eu não conhecia nenhum dos presentes, então não me envergonhei em tentar comer o máximo possível no curto tempo que restava até a próxima palestra.

A primeira palestra por mim assistida foi sobre Reforma Agrária. Eu levei um fone de ouvido para a eventualidade das palestras serem chatas, mas não precisei usá-lo. A segunda palestra foi feita por um general e foi simplesmente impressionante. Após essa palestra tive uma longa conversa sobre geopolítica com ele em mais um regado coffee break em que inclusive falei mal do Trump e ele concordou com tudo o que disse. Pra você ver o nível alto do evento de direita, ninguém com quem conversei ali tinha uma boa visão sobre Trump.

A parte final das palestras contou com palestras destoantes. A olavette, católica e conservadora Bruna Luzia abordou o tema de como trazer mulheres para o movimento conservador. Em seguida, foi feito um contraponto por uma palestrante bissexual, umbandista e liberal que tentou abordar o mesmo tema por uma perspectiva liberal. Não sou bissexual, umbandista ou liberal, mas tendi a concordar com a segunda participante.

Bem ou mal, eu que já participei de encontros da esquerda quando adolescente, pude ver como é diferente o perfil dos integrantes da direita. Enquanto na esquerda existe 50 tons de esquerdismo vermelho que brigam entre si, na direita não há uma só coloração. Tem aqueles liberaizinhos zé droguinha ateus, aqueles milicos brasil verde amarelo apaixonados por nióbio e aqueles malucos que só encontramos na militância. Só senti falta dos fanáticos religiosos, mas então percebi que, como o evento foi sediado num templo maçônico, estes não devem ter querido aparecer. Pode parecer estranho, mas eu gostei de ter contato com essa galera.

No final do evento, conversei com um dos organizadores, o Adolfo Sachsida, e o parabenizei por ter tido a coragem de ter unido a direita brasileira, apesar de todos os desafios. É sempre bom trocar figurinha com direitistas nesse mundo tomado por trevas e esquerdismo. Atitudes como essa de promover encontros onde há debate de ideias é louvável.

Creio que existem diferenças irreconciliáveis que dificultam a criação de uma coalizão de direita no Brasil, tal como funciona nos EUA. Liberais amam drogas e aborto. Conservadores odeiam. Militares gostam de estado forte; liberais, do mínimo. No dia em que dominarmos as igrejas conservadoras, tivermos o apoio do empresariado liberal e contarmos com os milhões de militares, bombeiros e policiais, não perderemos mais nenhuma eleição. Até lá, não venceremos nenhuma.

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1 thought on “Considerações sobre o Foro de Brasília

  1. Vocês piram viu…

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