Flavio Bolsonaro será o próximo prefeito do Rio de Janeiro e ponto final


Depois de estar errado quanto a tudo o que escrevi sobre as Olimpíadas, arrisco o que sobrou da minha já nanica credibilidade em prever que teremos um Bolsonaro como prefeito do Rio. Vamos analisar a pesquisa Ibope dessa semana:

Crivella PRB 27%

Freixo PSOL 12%

Bolsonaro PSC 11%

Pedro Paulo PMDB 6%

Jandhira PC do B 6%

Índio da Costa PSD 5%

Osório PSDB 4%

Molon REDE 2%

Quando analisada a rejeição, Crivella e Jandira Feghali foram rejeitados por 35% dos entrevistados. Na sequência, aparecem Pedro Paulo (33%), Flávio Bolsonaro (31%), Marcelo Freixo (25%), Cyro Garcia (22%), Índio da Costa (21%), Carlos Osório (20%), Alessandro Molon (18%). Com esses números, podemos fazer algumas avaliações. A primeira é que as Olimpíadas e os pouquíssimos dias de campanha, somados a um campo pulverizado entre vários candidatos, fazen com que haja segundo turno com 100% de certeza. O pouco tempo de campanha praticamente garante que os candidatos nanicos, sem tempo de tv, Molon, Osório, Índio e Jandhira tenham 0% de chances de ir ao segundo turno.

Há dois fatores importantes para entender essa eleição. O primeiro é que Crivella sai na frente por ter um nome reconhecido. Seu eleitorado é evangélico, pobre, de pouca instrução e concentrado na Zona Oeste. Em toda a eleição que Crivella disputou a prefeitura, de 2004 até hoje, ele sempre começa com algo em torno de 30% e vai diminuindo conforme seus eleitores iletrados são cortejados por outros candidatos. Há dois candidatos com grande potencial de crescimento. Um é o espancador de mulheres Pedro Paulo, que tem ao seu lado milhões de reais para fazer campanha na cidade inteira; o outro é Flavio Bolsonaro, que por ser evangélico pode herdar boa parte do eleitorado de Crivella. Pelo fato dessa ser uma campanha rápida, não é possível cravar que Crivella estará fora do segundo turno.

Segundo, Freixo não é favorito. Não estará nos debates e ainda terá que disputar o eleitorado de esquerda com Jandhira e Molon, enquanto que na Zona Sul, seu curral mais forte em 2012, o niteroiense terá que disputar voto com candidatos elitistas e engomadinhos como Índio e Osório.

Flavio tem plenas condições de vencer essa eleição caso vá ao segundo turno contra Crivella, que possui rejeição maior que a dele. Agora, se for contra o espancador de mulheres Pedro Paulo, o jogo fica difícil. Além da desvantagem financeira, a esquerdalhada simbolizada por Freixo, Molon e Jandhira tenderão a apoiar o espancador só pra não permitir que o Rio tenha um prefeito decente.

A ideia de que a militância “virtual” de Bolsonaro pelo Brasil será um trunfo para Flávio é uma mera pantomima. Em 2012, Freixo dominava a minha timeline do facebook de forma hegemônica. No meu círculo social, não conhecia ninguém que votaria no Paes e no dia da eleição foi uma lavada enorme. Se quiser vencer, Flavio tem de se mostrar como a antítese do que está no poder no Rio hoje em dia e tentar bater o máximo possível nos candidatos que podem vencê-lo no segundo turno e o mínimo em Crivella.

 

 

 

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8 comentários

  1. Concordo que o Crivella merece uma chance! Ele já mostrou que é capaz de transformar o Rio com os projetos de autoria dele que já foram aprovados.

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  2. flávio bolsonaro tem ótimas propostas de segurança pro RJ! acredito que com ele no governo as coisas poderiam melhorar, e ele também me parece um político justo.

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