Trump perdeu a eleição. E agora? O que faremos?


Olá amiguinhos!

Nesses últimos dias algo estranho aconteceu. Como faço diariamente, às 10 começo a escutar rádio americana. Primeiro a Laura Ingraham, depois Rush Limbaugh, Glenn Beck, Michael Savage, Mark Levin, Sean Hannity, Erick Ericson e Ben Shapiro. Enquanto trabalho, vou escutando as novidades nos programas de rádio conservadores.

Na segunda-feira notei algo muito estranho. O clima estava pesado. Após Trump criticar a família de um soldado muçulmano morto em defesa dos EUA, muitos políticos conservadores emitiram notas de repúdio. Quando perguntado o que ele faria se sua filha recebesse assédio no emprego, Trump disse que apenas a mandaria trocar de emprego, o que não pegou bem com o eleitorado feminino.

Essa semana de gafes, somada ao “bounce” provocado pela convenção demoniocrata gerou um derretimento na campanha. Se ele estava 2 pontos a frente no sábado passado, hoje já há pesquisas que o mostram 15 pontos atrás. Mas isso não é o pior. O “clima pesado” que mencionei não se deve a certeza de que Trump irá perder, pois isto todos que conhecem um pouco de política já sabem a muito tempo. Trump é o candidato que a mídia escolheu pra perder pra Hillary. O tal clima pesado era porque já na segunda muitos especialistas tiveram acesso a pesquisas que só saíram no final da semana, que mostram que Trump está fazendo com que candidatos ao Senado e à Câmara. E é aí que a galera se desespera, pois há a perspectiva dos republicanos perderem o controle do Congresso e dar a Hellary Clinton uma maioria suficiente para que ela possa mudar a Constituição do País.

Agora muita gente dentro do partido quer salvar a situação do partido e convencer Trump a renunciar a nomeação do partido, para assim colocar um candidato melhor contra Hillary e pelo menos perder por pouco. Trump já está tão a par de sua desvantagem que agora está falando que as eleições serão fraudadas, meio que admitindo que vai perder e já achando uma desculpa para amenizar sua futura humilhação.

Diferente dos sabichões da direita brasileira, como Flávio Morgernstein e Felipe Moura Brasil, este que vos escreve é realista o suficiente para te dizer a realidade. Hoje, Trump está 15 pontos atrás em New Hampshire, um swing state vital para ganhar a eleição, o que demonstra que podemos estar prestes a presenciar uma lavada. Cabe saber como outros sabichões, como Olavo de Carvalho, que apoiou Trump nas primárias, vai explicar essa péssima escolha que ocasionará um desastre republicano nas urnas em Novembro.

Aquilo que falei nas primárias repito agora. Dos 17 candidatos republicanos, Ted Cruz era o mais conservador, Marco Rubio era o mais elegível e Donald Trump era o preferido de Hillary já que seria o mais fácil. Bem ou mal, tudo indica que veremos uma guerra dentro do partido após a derrota de Trump, o establishment do partido, a ala religiosa, a ala libertária e a ala nativista protecionista de Trump vão se degladiar até 2020, quando o GOP terá que escolher um candidato para enfrentar a vulnerável e corrupta Hillary Clinton.

Quem me conhece sabe que sou tarado por eleições americanas, graças a Trump, essa minha tara tirou férias em 2016.

 

 

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