Ataque do Estado Islâmico muda a dinâmica das eleições e favorece Trump


Olá amiguinhos.

Ao que tudo indica, 50 pessoas mortas e 53 feridas foram fruto de um ataque de Omar Marteen, terrorista do ISIS e filiado ao partido democrata. Marteen já tinha sido investigado pelo FBI em 2013, mas permaneceu livre. Seu ataque aconteceu numa boate voltada para o público LGBT.

Se um gay entrasse numa igreja e matasse 50 pessoas a mídia faria de tudo pra justificar o ato, alegando que morreram 50 homofóbicos, que morrem milhões de pessoas fruto de homofobia, que foram os próprios cristãos que provocaram suas mortes, que suas mãos estavam sujas com o sangue dos milhões de homossexuais já que dizem que a homossexualidade é pecado. Na melhor das hipóteses, a imprensa nem noticiaria o fato ou omitiria a motivação heterofóbica do atirador. Todo ano morrem mais de 100 mil cristãos por crerem no Deus vivo, mas se meia dúzia de gays morrem por crimes passionais já é o suficiente para mídia dizer que existe uma epidemia de mortes homofóbicas.

Ainda não se sabe quantas das vítimas eram homossexuais, porém no primeiro momento a mídia gayzista dos EUA e do Brasil, numa ação coordenada de acobertamento sugeriu que o autor dos atentados fosse um fundamentalista cristão. Outro viés usado foi que esse seria mais um tiroteio causado pela legalização do porte de armas nos EUA.

Posteriormente, o discursinho do fundamentalismo cristão caiu pro terra quando descobriu-se que o atirador era muçulmano. Ainda assim, a mídia entrevistou o pai de Marteen, que alegou que o atentado NADA tinha a ver com religião, tendo sido motivado meramente por homofobia, já que dias antes Marteen teria ficado irritadinho ao ver uma dupla gay se beijar. Balela.

O líder da comunidade islâmica da Flórida teve espaço livre na imprensa para espalhar essa versão, no entanto, descobriu-se que antes do acontecimento Marteen teria ligado para a polícia jurando lealdade ao Estado Islâmico. Não é a primeira vez que um muçulmano atira em pessoas nos EUA e a mídia consegue abafar a situação, alegando que não foi um ato terrorista, como ocorreu em Forthood e San Bernardino. A mídia americana, esforçando-se para proteger o havaiano que preside o país, alegou que o atirador era somente um lobo solitário, até ser desmentida por um comunicado do ISIS chamando para si a autoria dos atentados.

Esse foi o maior tiroteio da história dos EUA, superando o atirador de Virginia Tech, que matara 30 pessoas, e o primeiro atentado do ISIS em solo americano. Até a retórica desarmamentista da mídia socialista da CNN e Globo News foi refutada quando descobriram que o atirador agiu numa GUN FREE ZONE, área onde é proibido o acesso de armas e onde o atirador tinha a certeza de não encontrar alguém armado para detê-lo.

Numa tacada só, refutado a teoria do fundamentalismo cristão, da homofobia e do desarmamentismo. É óbvio, isso não foi o suficiente para que os esquerdistas continuassem culpando no twitter e no facebook os cristãos, o Bolsonaro, a homofobia, as armas e a cultura do estupro pelo atentado.

Mais tarde, Trump se manifestou pelo twitter. Da forma mais canalha possível, disse que “apreciava” ser parabenizado por muitos pelo fato das 50 mortes provarem que ele estava certo acerca de seus comentários agressivos em relação aos muçulmanos. Se ele tinha a chance de agir como um líder e não politizar o assunto, teve sucesso em desperdiçá-la. Já Marco Rubio, oponente republicano de Trump nas primárias e senador da Florida fez um comentário bastante ponderado, digno de um estadista, mostrando como foi triste a opção tomada pelo eleitorado republicano.

Alex Jones, um famoso conspiracionista americano, postou um vídeo com a teoria de que este seria apenas o primeiro de uma série de ataques do ISIS em solo americano. Se isso proceder, acabou. Trump será eleito. A posição democrata de permissividade frente ao terror é tão vergonhosa que faria com que muitos eleitores vissem no radicalismo de Trump a única solução para enfrentar o problema.

A pergunta é: por que o ISIS faria uma série de ataques contra os EUA 5 meses da eleição?

a- Isso não tem qualquer ligação com a eleição. O acontecimento ocorreu porque foi quando eles conseguiram operacionalizar um atentado.

b- Os terroristas sabem que Trump será o beneficiado politicamente pelos atentados. E com sua vitória o sentimento anti-islâmico irá crescer nos EUA, fazendo com que muçulmanos sofram intenso preconceito e assim possam se radicalizar em grandes números. Como há cerca de 3 milhões de islâmicos nos EUA, se apenas uma pequena fração deles se radicalizar o Estado Islâmico, cada vez mais decadente no Iraque e na Síria, pode florescer na América. O ISIS preferiria Trump pois ele serviria como o maior recrutador de terroristas da história.

O discurso de Trump é extremamente perigoso pois ele faz questão de não separar os muçulmanos dos terroristas islâmicos. É evidente que nem todos os muçulmanos são terroristas, mas a retórica de Trump dá a entender que todo o muçulmano é perigoso e um terrorista em potencial.

É claro que os terroristas declararam guerra aos EUA mas não é por isso que o EUA tem que declarar guerra a mais de 1 bilhão de muçulmanos que estão na deles. Ao chamar para o confronto pessoas que não estão em guerra contra você o único resultado é engrossar a fileira dos seus inimigos.

Trump quer banir a entrada de todos os islâmicos aos EUA. Segundo ele, todos aqueles que entrassem nos EUA teriam que responder se são ou não muçulmanos. Se disserem que sim, serão barrados; se disserem que não, entrarão. O gênio não presume que essa lei só favoreceria os terroristas uma vez que o Alcorão permite que alguém minta em nome da fé, ou seja, apenas os muçulmanos pacíficos seriam prejudicados já que os terroristas mentiriam e entrariam no país, enquanto os demais poderiam ficar barrados caso não quisessem negar suas fés.

Nem preciso dizer que o que Trump defende é inconstitucional e inútil. Como um tirano, pretende rasgar a constituição e impor o banimento de uma religião num país que nasceu fruto de perseguições religiosas e cuja a liberdade de crença sempre foi seu principal alicerce.

Enquanto isso, do lado democrata, a canalhice não fica por menos. Clinton e Obama se recusam a usar o termo RADICAL ISLAMIC TERRORIST, pois para eles associar o ocorrido com o Islã apenas fomentaria animosidade contra muçulmanos e poderia radicalizar pessoas. É ridículo não chamar o inimigo pelo seu nome. Imagine Churchil tendo vergonha de chamar seus inimigos de nazistas com medinho que isso pudesse ofender os alemães que viviam na Inglaterra. É o Reino do Mimimmi.

Eu fico muito triste com tudo isso. Primeiro, porque já sofri preconceito por ser cristão em algumas situações e sei como isso pode ser constrangedor. Segundo, porque já tive amigos muçulmanos, que apesar de não compartilhar os mesmos valores cristãos que carrego, sempre condenavam o terrorismo e defendiam a convivência pacífica com pessoas de outros credos. Ataques como os de hoje encurralam cada vez mais muçulmanos inocentes para o terreno do preconceito e fomentam a irracionalidade de uma direita preconceituosa.

Outro dia, numa discussão, deparei-me com tipos completamente islamofóbicos, que defendiam a criminalização do Islã no Brasil e a deportação de todos os muçulmanos que aqui vivem, mesmo os que aqui nasceram e são cidadãos brasileiros. E a pessoa defendia isso veementemente a despeito do fato de que nunca ouve um ataque islâmico no Brasil. Quando perguntei se alguém já havia conhecido um muçulmano, a resposta foi: “não nem quero me misturar com essa gente”. Isso denota a entronização do preconceito na mente da pessoa.

Já num hangout outro dia de direitistas vi um participante cogitar a possibilidade de que os europeus tenham que praticar um genocídio contra os islâmicos para se verem livres da islamização.

Ao que tudo indica, esses atentados mudarão o cenário eleitoral, instaurando um reino de medo onde Trump e suas ideias bizarras e inconstitucionais serão cada vez menos estranhadas pelas pessoas. Após ter dito que um juiz que o julgava não poderia tratá-lo de forma justa por ser mexicano, Trump afirmou que o mesmo valeria se fosse muçulmano, o que mostra que Trump está disposto a atacar minorias e naturalizar discursos racistas e islamofóbicos para chegar ao poder, provocando um efeito cascata onde suas ideias preconceituosas serão difundidas cada vez mais aos americanos.

Trump hoje pode comemorar. Num cenário de terror, quem apela para o medo e o ódio ao diferente sempre será favorito.

 

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