John Smid, ex-líder de grupo que defende a “cura gay” se casa com um homem


Olá amiguinhos.

Li essa matéria a pouco – estava na capa do globo.com – e me fiz uma série de perguntas,  entre elas: por que isso é uma notícia para a mídia?

1- Qual é a notícia?

John Smid era um fundamentalista cristão, que devido a sua crença nas escrituras,  cria que a homossexualidade seria um pecado. No intento de sanar o mundo dessa “mazela”, Smid liderou uma organização que prometia heterossexualizar gays. Um belo dia, Smid, que por acaso era homossexual e cristão, cansou-se de lutar contra si mesmo e assumiu um relacionamento com outro membro da organização.

2- Hiprocrisia

No caso essa matéria tem uma intenção: demonstrar a hipocrisia daqueles que acham que a homossexualidade é pecado. De forma bem clara, tenta incutir a ideia de que todo o homofóbico é um gay enrustido. Não raramente esse discurso aparece em discussões. Pegam um caso como o de Smid e sempre generalizam. Só gostaria de demonstrar por A+B que isso é uma falácia. Se todo o homofóbico é um gay enrustido então a condição primordial para ser homofóbico primeiro é ser gay e segundo, ser enrustido. Seguindo esse raciocínio, todo o homofóbico seria gay. Bem, se só os gays seriam homofóbicos, então a homofobia – que é considerada uma doença– seria uma patologia que teria sua incidência exclusivamente entre homossexuais. Meu Deus! Vocês conseguem perceber como tal premissa acarreta em conclusões tão absurdas como homofóbicas?

3- Questões

Hoje em dia vivenciamos uma grande inversão de valores. Pensemos no caso de Smid.

Existe algum problema nele ter tendências homossexuais? Pessoalmente, creio que não. Smid  tem o direito de praticar a fé que bem entender? Na minha opinião, sim.

Smid tem o direito de praticar uma religião que condena a homossexualidade sendo ele um homossexual? Agora a coisa começa a ficar mais complicada, mas ainda assim sustento sua liberdade de crença.

Smid tem o direito de se manter no armário? Como a sexualidade é uma questão de foro íntimo, creio que cabe a cada um o direito de se expressar ou não acerca disto.

Smid era hipócrita por pregar contra a homossexualidade sendo ele mesmo gay? No meu ponto de vista, se a ação dele se baseava nos princípios de sua sincera fé pessoal, acho que não poderia ser classificado como hipócrita. Sei que muitos pensam diferente, porém, hipocrisia é falar uma coisa e fazer outra. Pra mim, ele só seria hipócrita se condenasse a homossexualidade ao mesmo tempo que a praticasse em secreto.

4- Religião

Levando em consideração que Smid possuía liberdade de religião, sua religião pode condenar qualquer tipo de comportamento. O que as patrulhas modernas do politicamente correto querem incutir na cabeça das pessoas é que religião pode condenar tudo, menos homossexualidade, senão é homofobia. Existe outro ponto interessante. Qualquer pessoa pode se declarar hétero e depois se declarar gay que a patrulha não fala nada. Agora, vejam o que acontece quando alguém diz que é ex-gay. Segundo esse pensamento politicamente correto, uma pessoa pode até mudar de sexo mas seria impossível mudar sua orientação sexual.

Tal situação é tão cômica que faz-me lembrar o que um amigo meu uma vez me disse: “Eu já vi ex-crente, ex-presidiário, ex-marido, ex-isso e ex-aquilo. Logo, concluo que ser veado deve ser muito bom porque eu nunca vi ex-veado”.

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