Minhas previsões para as eleições Midterm nos Estados Unidos


 

Olá amiguinhos!

Hoje o tema do post é indigesto.

Dia 4 de novembro ocorre as eleições que decidem o rumo da Câmara, do Senado e do governo de vários estados americanos. Dependendo do resultado do pleito os republicanos podem tomar o controle do Senado – a Câmara já está com os republicanos.

Os ventos indicam que esse será um ano bom para os conservadores nos EUA. Em eleições de meio de mandato o eleitorado tende a ser mais conservador. Além disso, o desempenho pífio de Obama na economia, na reforma da Saúde e na política externa acabam prejudicando candidaturas de democratas por todo o país.

Disputa pelo Senado

É importante frisar que mesmo que os republicanos de fato consigam o controle do Senado em 2014, em 2016 fatalmente os democratas devem retomar o controle da Casa devido às eleições em estados liberais. Outro fator importante é que em alguns estados ( Louisiana e Georgia) o senador só será escolhido se tiver mais de 50% dos votos, não acontecendo isso haverá um run-off – uma espécie de segundo turno – em janeiro.

O cenário hoje é o seguinte: os democratas possuem 55 das 100 cadeiras e os republicanos 45. Então, para tomar o comando do Senado, os conservadores precisam defender as cadeiras do Senado em todos os estados em disputa e devem tomar 6 cadeiras hoje ocupadas por democratas.

West Virginia, Montana e Dakota do Sul

Os candidatos republicanos lideram hoje nas pesquisas para o senado por 52 a 38 em Montana, por 42 a 30 na Dakota do Sul e por 53 a 36 em West Virginia. Todos esses estados são estados que hoje dão cadeira para os democratas no senado. Faltam só mais 3 hoje representados por democratas a serem vencidos por republicanos para que estes consigam o controle do Senado.

Oregon, Novo México, Nova Jersey Minnesota, Michigan, Illinois e Virginia

Os candidatos democratas lideram hoje nas pesquisas para o senado por 51 a 37 no Oregon, 51 a 39 no Novo México, 53 a 38 em Nova Jérsey, 50 a 40 no Minnesota, 50 a 38 no Michigan, 50 a 38 em Illinois e 48 a 38 na Virginia. A maioria desses estados são tradicionalmente democratas, com exceção do Novo México e da Virgínia, que são estados considerados “swing states”  – onde não há predomínio de nenhum dos dois partidos. Pelas pesquisas, não deve haver surpresas nesses estados e todos esses democratas devem ter sucesso. Sendo assim, ainda faltam 3 estados.

Arkansas

Esse é o estado do ex-presidente americano Bill Clinton. O atual senador Mark Pryor aparece 7 pontos atrás do republicano Tom Cotton. Essa disputa num estado do Sul – área tradicionalmente conservadora do país – evidencia uma tendência dessa eleição. O próprio Pryor já admitiu que Obama tem sido um grande problema para as suas chances de reeleição. Tanto Obama como sua reforma na saúde são desaprovados por cerca de 55% da população. Dessa forma a campanha de Cotton, assim como a de republicanos em outros estados, apenas repete o mantra de que seu oponente votou com Obama mais de 95% da vezes, logo também é culpado pelos fracassos de Obama. Faltam só mais 2.

Kentucky

Kentucky é um caso interessante, pois é o lar do atual líder da minoria republicana no Senado, Mitchy McConnell. Dependendo do resultado das eleições, McConnell terminará a terça como presidente do Senado. Só há um problema, para isso McConnell precisa vencer no seu próprio estado já que atualmente ele é o senador mais odiado dos EUA. Nas pesquisas ele hoje lidera com 48 a 40 sobre sua oponente democrata. Detalhe: sua adversária não responde se votou em Barack Obama nas últimas eleições, pois sabe que lincar sua imagem a dele é fatal para suas chances. Tudo indica que o Kentucky está salvo.

Louisiana

Aconteceu algo interessante na eleição ao senado da Louisiana. A atual senadora democrata disse a um repórter liberal que por estar num estado do Sul, com um histórico difícil na questão racial e no comportamento frente às mulheres então ela teria de fazer um esforço maior para ser reeleita. Em outras palavras, a democrata insinuou que os eleitores de seu estados são racistas e misóginos. Não pegou bem. Hoje o candidato republicano lidera essa disputa por 47 a 43. Essa disputa deve ser decidida no run-off de janeiro. Se os republicanos vencerem esse run-off de janeiro, onde são favoritos, faltaria apenas mais uma cadeira para a tão sonhada maioria. No entanto, se for mesma decidida em janeiro, ainda faltariam 2 cadeiras para os republicanos saírem da noite de terça com a maioria.

Alaska

No conservador estado do Alaska o atual senador democrata está atrás do republicano por uma pequena margem de três pontos (46 a 43). Ainda que eu acredite que essa é uma eleição que deve terminar com vitória republicana a apuração no Alaska deve demorar dias, ainda mais com essa eleição tão apertada. Logo, os republicanos ainda vão precisar de mais 2 cadeiras.

Colorado

No disputado estado do Colorado, onde a mais de uma década os republicanos não ganham nada a nível federal, o candidato republicano lidera a eleição sob o atual senador democrata por 46 a 42. Os democratas possuem uma boa estratégia nesse estado, que sempre lhe confere uma votação maior do que as pesquisas costumam indicar. Ainda assim, o favoritismo é do conservador. Fora isso, a campanha do atual senador bate numa só tecla: seu opositor é contrário ao aborto, logo seria “anti-mulher”. Não está colando. Caso esse estado realmente fique com os republicanos, só faltaria mais um estado para a tão sonhada maioria republicana.

Kansas

O Kansas é um estado muito conservador. Lá, os membros do partido republicano, assim como fizeram em quase todo o país, derrotaram os candidatos mais radicais do Tea Party nas primárias, dando preferência para os candidatos moderados do chamado stablishment do partido. O motivo pelo qual fizeram isso era simples: temiam o que aconteceu em 2010 e 2012, que candidatos considerados radicais do Tea Party perdessem eleições tidas como ganhas. No Kansas o candidato do Tea Party foi derrotado nas primárias. Tudo parecia que essa seria uma eleição tranquila para os republicanos. Só parecia. No meio da campanha o candidato democrata desistiu da eleição e apoiou o candidato independente, que agora aparece ligeiramente a frente em todas as pesquisas com 42 a 41. Como essa disputa possui muitos indecisos, tudo indica que o republicano irá conseguir virar o jogo.

Georgia

A senadora democrata está praticamente empatada com o adversário republicano, numa eleição em que nenhum dos candidatos vai conseguir 50% dos votos. Logo, mesmo com o favoritismo republicano no run-off, não será amanhã que veremos a decisão nesse estado.

New Hampshire

Nesse estado a atual senadora lidera com uma pequena margem contra o ex-senador por Massachussets Scott Brown. Tudo indica que os democratas devem ganhar nesse estado, caso percam esse estado nessa situação tão favorável devem perder a maioria das disputas mais apertadas.

Carolina do Norte

A atual senadora democrata está empatada nas pesquisas com o republicano, com 44 a 43.

Iowa

Todos os especialistas acreditam que a disputa em Iowa deve decidir qual partido tem o controle do senado. Lá, um político profissional do partido democrata enfrenta a carismática veterana de guerra Joni Ernst, que tem a possibilidade de ser a primeira mulher a ser eleita senadora por Iowa. Dentre todos os candidatos republicanos deste ciclo, Ernst fez a campanha que considero a mais brilhante.

Hillary Clinton, pré-candidata democrata a presidência em 2016, quando perguntada sobre Ernst,  afirmou que Ernst defende a chamada “Guerra às mulheres” pelo fato de se opor ser contrária à legalização do aborto. Ernst respondeu muito bem dizendo que, em primeiro lugar, era mulher, logo não poderia defender guerra a si mesma, e que em segundo lugar, já lutou numa guerra e sabe que este não é o termo mais adequado para se usar numa campanha.

Previsões do Pai Acid de Ogum

O atual cenário confere 47 cadeiras aos republicanos, 45 aos democratas e 8 disputas dentro da margem de erro (Kansas, New Hampshire, Carolina do Norte, Georgia, Kansas, Colorado, Alaska e Iowa). Com o cenário apontado pelas pesquisas, os democratas devem vencer apenas 2 dessas disputas (New Hampshire e Carolina do Norte). Nesse cenário, os republicanos terminariam com 53 cadeiras, mas podem terminar o dia com só com 50 cadeiras confirmadas por causa dos run-offs na Louisiana e Georgia e da apuração atrasada no Alaska. Ainda assim, cravo com 100% de certeza que os republicanos conseguirão pelo menos 51 cadeiras no final das contas e forçarão Obama a fazer algo que até agora ele se provou incapaz de fazer: negociar inteligentemente com a oposição.

Sem títuldddo
Republicanos em vermelho
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