Olá amiguinhos!

No final do debate o alarme de incêndio apitou de tanto que o debate pegou fogo. É claro que o fogo de verdade não se materializou, mas se tivesse queimado os dois candidatos e seus asseclas poderíamos dizer que o Rio de Janeiro saiu vitorioso do debate.

Mas vamos falar do debate:

1- Muitas interrupções aconteceram no debate. Muitas mesmo. Quase todas por parte da torcida da Universal que estava lá pra tumultuar. Se era a intenção deles desconcertar o Pezão, conseguiram.

2- Pezão se enrolou algumas vezes, demonstrou antipatia e não escondeu sua raiva. Como não tinha o que falar de Crivella, preferiu atacar sua ligação religiosa. É claro, o que falar de um homem que devotou sua vida a caridade e religião? O que falar de um homem que passou anos de sua vida na África em missão? O que falar de um homem que, como cantor, doou todos os seus bens para um projeto social que revolucionou a vida de milhares de pessoas no Sertão? O que falar de um homem que em 12 anos como senador nunca se meteu em nenhum tipo de mutreta, que mesmo investigado, nunca foi condenado por nenhum tipo de ação penal? O que falar de um cara de fala mansa, gente boa e ficha limpa? O que falar de um cara que está a 12 anos afastado do comando da Igreja Universal? Bingo! Pezão transformou essa eleição num plebiscito sobre a Igreja Universal, fazendo inclusive o uso de seu cão de guarda Silas Malafaia em alguns momentos da campanha.

3- Crivella foi sóbrio mas falou tudo o que tinha que falar. A estocada final foi quando revelou a todos que Pezão está envolvido na Operação Lava-jato e que provavelmente pode ser retirado do cargo depois que toda a sujeira na Petrobrás for devidamente apurada – aliás, que fique bem claro, Lindbergh, que apoia Crivella, também pode estar envolvido. Crivella foi sensato ao apontar os erros da gestão Pezão/Cabral e  ao dizer que quem estava misturando política e religião era o Pezão, e pior, que ainda misturava política e corrupção. No final das contas, Pezão queria dividir os eleitores entre seguidores do Bispo Macedo e os não seguidores do Bispo Macedo, fazendo uso do ódio religioso que existe inclusive entre as facções evangélicas para isolar o opositor. Um candidato deve ser um agregador e não um desagregador. Nesse quesito Crivella levou a melhor.

4- É evidente que o Mão Grande vencerá essa eleição. A máquina de dinheiro do PMDB lhe concederá muitos votos com santinhos e boca de urna, mas não vencerá Crivella por uma grande diferença. Este sim, com pouco dinheiro, fez uma campanha limpa, sem o apoio de partidos ou tempo de TV, não foi baixo em momento algum e conseguiu o apoio dos candidatos derrotados no primeiro turno. Pessoalmente, possuo ojeriza da religião de Crivella, nunca votei nele, nunca votei em pastor, não votei nele no primeiro turno e não possuo simpatia pelo seu esquerdismo, mas ele mostrou que é a mudança pro Rio de Janeiro. Meu voto é 10.

 

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