Olá caros amiguinhos!

Pesquisa Datafolha 10/09:

Pezão 25%

Garotinho 25%

Crivella 17%

Lindbergh 12%

Segundo Turno: Pezão 47% x Garotinho 35%

 

 

Já faz algum tempo – mais de um ano – que venho acompanhando o quadro sucessório no Rio. Até ano passado, Garotinho liderava com folga, chegando até a ter 40% de intenção de votos antes da entrada de Crivella na disputa – creio que esse será o teto dele no segundo turno. Enquanto todos miravam os olhos no malandro ex-governador, o homem mais bandido que já pôs os pés no Palácio da Guanabara – sim, estou falando do Sergio Cabral – via protestos contra ele ganharem força. Acuado, Cabral percebeu que fatalmente perderia seu cargo, mas poderia não sair do poder. E assim fez. Renunciou e colocou seu vice em seu posto. Depois de gastar milhões em propaganda e de formar uma aliança campeão que lhe concedeu mais do dobro do horário dos concorrente, Cabral colocou Pezão no caminho da vitória.

Durante longos anos, o Rio de Janeiro só dois políticos fortes de oposição a Cabral: Garotinho e César Maia, sendo que este último acabou se bandeando pro lado do governo. Só sobrou Garotinho, que com pouquíssimos minutos de tv e uma campanha infinitamente com menos recursos pouco pode fazer contra a máquina do Estado.

Aqui fica minha primeira errata, desde o início duvidei que Pezão iria ao segundo turno – apostava minhas fichas no Lindbergh -, achava isso porque o  Cabral saiu do poder com 20% de aprovação e não cria que ele transferiria isso pro Pezão. Errei feio. Percebi que Pezão ia pro segundo turno quando saiu do quarto lugar e foi pro segundo lugar.

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Pezão tem dois tipos de eleitores: os que amavam Cabral e os que odeiam o Garotinho. Isso lhe concederá votos o suficiente para poder ultrapassar o candidato do PR no dia da eleição.

Outro trunfo do PMDB é a rejeição de Garotinho. Num Estado onde 40% das pessoas vive na capital, ter 60% de rejeição na capital e 40% em todo o Estado é um problema difícil de superar. Mas Garotinho torce para que 2 fenômenos ocorram: 1- que boa parte dos que lhe rejeitem também rejeitem Pezão – o que dificilmente ocorrerá; 2- que o número de brancos, nulos e abstenção entre os mais ricos seja elevado, o que lhe daria mais força proporcionalmente, já que seu eleitorado é de baixa renda.

Hoje tudo indica que o simpático e gente boa Pezão está com os dois pés no Palácio. Poucas coisas podem virar o jogo, como a campanha de tv ou os debates, ou até mesmo uma subida repentina. De fato, o candidato evangélico hoje vai ter que pedir muitos votos aqui na Terra e milagres lá no céu se não quiser sair da campanha envergonhado.

Enfim, a disputa ainda não está definida , mas hoje tudo indica que o povo do Rio de Janeiro não trocará o governo que rouba bilhões pelo governante que roubava milhões.

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