Quem merece cotas raciais?


A imagem acima descreve uma realidade a qual o movimento negro e o todo o corpo de esquerdistas cotistas teimam em esquecer. O “opressor branco” português não escravizou os africanos. O que os portugueses faziam era comercializar na costa africana com tribos do continente, que vendiam os negros perdedores em conflitos e pertencentes a castas marginais como escravos. O mais engraçado é que quando estava no colégio eu fui muito bem doutrinado a esse respeito por um professor comunista – que por sinal até hoje é meu amigo. Este meu professor, que além de comunista era negro e camdomblecista, ensinou a mim e a mais alguns milhares de alunos durante sua carreira que o “opressor branco” havia capturado os pobres negros, que um belo dia estavam vivendo em paz em suas terras e no outro estavam perecendo num navio negreiro.

Esse meu professor também dizia que muito se falava da escravidão judia no Egito – fato que ele com razão contestava historicamente por carecer de provas concretas – e se falava pouco do calvário do negro. Isto, segundo ele, acontecia por causa da nossa herança cristã que tinha vocação a demonizar o negro, sua cultura e suas crenças. Hoje, tenho noção de que nem tudo o que meu professor dizia era verdade. Passei a ler um pouco para descobrir como ele era mau caráter nos doutrinando politicamente – eu, sendo conservador e dando aulas sou incapaz de fazer isso -, pelo menos ele por ser participante de uma minoria religiosa não ficava perseguindo ou zombando de alunos religiosos, como outros professores de esquerda fazem.

Agora, muitos amantes do cotismo adoram usar o argumento da compensação histórica para defender as cotas raciais. Pois bem. Por que os brancos – e fique bem claro que eu sou mais negro que branco – tem de pagar hoje por algo que os brancos de ontem fizeram aos negros? Reenfatizo. Já que não foram os brancos que escravizaram os negros que para cá vieram, porque os brancos de hoje tem de pagar pelo que os negros africanos fizeram com os negros que migram pra cá? Será que os brancos portugueses cometeram um mal pior comprando e usando a mão de obra africana do que os africanos que os venderam e escravizaram?

Eu não vou nem entrar no mérito que, se pensarmos em números reais, em média os afrodescendentes com maior renda média hoje são provenientes de países onde foram trazidos escravos – como é o caso dos EUA. Esse argumento é cruel, pois nos faz imaginar que os africanos que vieram escravos para os EUA hoje tem uma qualidade de vida muito superior a de um africano da Nigéria – país que cedeu muitos escravos a América.

Gostaria de terminar o texto fazendo algumas indagações. Já que a compensação é válida para advogar cotas raciais, por que não advogam cotas para hebreus no Egito? Ou até mesmo cotas para os nossos afrodescendentes também lá na Africa? Afinal, não foi lá que eles foram escravizados?

 

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2 comentários

  1. Cara, adorei esse blog. Parabéns ao criador ou aos criadores e contribuidores. Ao invés de ficar jogando online o final de semana todo, decidi estudar assuntos que pouco são discutidos no Ensino Fundamental e Médio brasileiros, pelo menos atualmente.
    Graças a meu irmão de história também soube desse fato do qual os negros da África não foram primeiramente escravizados pelos portugueses ou europeus em geral. Mas sim pelos próprios africanos em ”guerras” entre tribos de seu próprio continente, na qual os vitoriosos escravizavam os derrotados (que creio que possa ser considerado como cultura deles na época), como mencionado no texto. E mais, a escravidão já vem de muito tempo – também citado no texto – , e era considerado como algo necessário onde os as pessoas (independente da etnia, serem prisioneiras de guerra ou não, etc) viravam escravas até ”pagarem” por seus atos. Após, eram libertas para viver em sociedade novamente.
    A própria educação brasileira tem ”incentivado” o preconceito em relação aos negros, por muitas vezes ”omitirem” esses fatos. E, com as cotas, estão insinuando que os negros são menos providos da inteligência, o que não é verdade ( pelo menos não biologicamente, considerando que os humanos têm cerca 25000 genes, e os genes que definem a cor da pele, a cor dos cabelos são de quantidade insignificante, o que diferencia é que uns tem mais melanina e outros menos).
    Enfim, por enquanto, esta é minha opinião acerca das cotas raciais. Cheguei a este entendimento através de pesquisas na internet, discussões familiares e entre amigos, entre outras coisas de menor relevância… mas, principalmente assistindo a um interessante documentário disponível no Youtube de apenas 40 minutos aproximadamente sobre o assunto (http://www.youtube.com/watch?v=y_dbLLBPXLo).
    Bom, talvez seja um comentário desnecessário este. Tenho apenas 16 anos e estou no Pré (3º Ano), mas, pelo menos tentei… Sou à favor das cotas sociais (cotas acerca da condição social ou financeira) porém totalmente contra as cotas raciais pois, não existe a raça branca, negra, amarela etc… existe a raça humana!
    É isso… Meus agradecimentos novamente. O Brasil precisa de mais pensantes como você(s).

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