Ingovernável

Vamos logo ao que interessa. Sabemos hoje que Marina é a favorita e que ela não tem apoio algum no congresso(seus apoiadores podem variar entre 80 e 120 deputados). Como ela não terá apoio do PMDB e o PT já sinaliza que vai pra oposição sabemos que a candidata terá que vender a alma ao PSDB caso queira ter uma maioria governável. No entanto, Marina sabe que não pode cair nessa armadilha e pretende governar “acima dos partidos” – tarefa dificílima, arrisco afirmar.

Ameaça

É nesse contexto de oba oba em volta de Marina que ela se viu obrigada a retroceder num dos pontos de seu programa de governo: o casamento gay. Na última pesquisa Datafolha Marina avançou muito entre os mais velhos, os evangélicos e os católicos nordestinos – três grupos que abominam a ideia de verem dois homens se casando. Ao saber do posicionamento da candidata, o notório pastor Silas Malafaia ameaçou dar a maior declaração política de sua vida caso Marina não retrocedesse. A resposta não demorou nenhum dia e o plano de governo de Marina foi revisado – ao invés de apoiar o casamento gay passou a apoiar a união civil entre homossexuais.

Futurologia

Eu não sei o que pensa Marina Silva. Aliás, acho que nem ela sabe o que pensa. O que eu sei é que vou adorar criticá-la quando ela for eleita. Em face do fato da candidata ser muito “moderninha” acho que esse acontecimento acabará se repetindo mais vezes no futuro, ou seja, creio que a ex-verde será puxada para o centro toda vez que tiver alguma invencionice esquerdista.

Se Marina teve o bom senso de mudar de opinião depois de uma ameaça de Silas Malafaia imaginemos o que ela pode fazer caso receba um conselho de Neca Setubal – herdeira do grupo Itaú?

 

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