Garotinho

Na minha opinião, o maior protagonista do debate. Garotinho perdeu uma excelente oportunidade de falar de suas propostas para ficar atacando a atual administração. O político, que sem sombra de dúvidas era o mais experiente do debate, não participava de um debate desde os debates presidenciais de 2002. Por pelo menos duas vezes a plateia riu dele ou quando foi mencionado por outros candidatos. Creio que Garotinho não perdeu nenhum voto com essa participação, nem ganhou – até porque o eleitorado que fica até de noite assistindo debates não possui o perfil de sua base.

Crivella

Manso, calmo e conciliador. O ponto alto de sua participação foi quando, ao perguntado acerca da legalização da maconha, disse que a empresa holandesa Fokker foi obrigada a fechar as portas porque seus pilotos estavam consumindo muita maconha. Pragmático, Crivella não se envolveu em discussões.

Pezão

Soube se esquivar das denúncias feitas pelo Garotinho e, além disso, informar  bem seus feitos a frente do governo. Foi discreto e nenhum pouco agressivo.

Lindbergh

Desempenho muito bom. Demagogo como sempre, citou o nome do presidente Lula pelo menos 3 vezes, disse frases de impacto e foi o que mais falou de propostas apelativas. Muitas das coisas que foram por ele ditas caberiam perfeitamente na boca do Garotinho, que mostrou ter propostas parecidas.

Tarcísio Motta

O grande vencedor do debate, na minha opinião de conservador, foi o candidato do PSOL. Contundente, mostrou-se como alternativa aos políticos ao seu lado fazendo uso de um discurso idílico típico de um partido que nunca ocupou nenhum cargo importante no Estado. Ganhou o debate porque deve ter ganhado a simpatia de alguns leitores, já tão cansados dos políticos que dividiam o palco do debate com ele. No final das contas, sua grande vantagem era não se chamar nem Garotinho, nem Lindbergh, nem Pezão e nem Crivella.

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