Governador São Paulo 2014: Segundo Datafolha, Alckmim leva no primeiro turno


Pesquisa Datafolha mostra crescimento do governador Geraldo Alckmin (PSDB) na disputa pelo governo de São Paulo. O tucano passou de 44% para 54% em relação à última sondagem, divulgada em 7 de junho. Este é o primeiro levantamento divulgado após o início oficial do período eleitoral.

Já o presidente licenciado da Fiesp, Paulo Skaf (PMDB), foi de 21% para 16%, ao passo que o candidato do PT, o ex-ministro da Saúde Alexandre Padilha, passou de 3% para 4%. Os indecisos somam 10%, e 13% votariam branco ou nulo se as eleições fossem hoje. Os demais candidatos na disputa chegam a 4%. Em relação à rejeição, Alckmin tem 19%, Skaf contabiliza 20% e Padilha chega a 26%.

 

Comento:

Paulixtas expertos

Moro em São Paulo a alguns meses e me surpreendo como as pessoas de maior instrução e renda aqui odeiam o PT. Nesse ponto, o carioca que escreve sente-se mais em casa que na Zona Sul do Rio. No Rio, o fenômeno “esquerda caviar” (ricos esquerdistas) é forte.

Ainda assim, nunca vi ninguém dizendo que morre de amores pelo Alckmin, ou que o acha uma pessoa carismática, muito pelo contrário, o que escuto é que ou é ele ou é o PT.

Quadro geral

1- Alckmin está na frente porque possui um maior recall (taxa de reconhecimento entre o eleitorado). Seus adversários tendem a crescer na medida que seus nomes ganharem maior conhecimento entre as camadas mais incautas da população, principalmente Skaf.

2- Padilha é a tentativa de Lula em fazer um Haddad 2, ou seja, eleger um poste através de transferência de voto. Assim como em 2012, Padilha se encontra no mesmo patamar em que Haddad estava. Seguindo a mesma lógica, não é insensato crer que Padilha crescerá nas pesquisas, no entanto, a influência do “molusco” no Estado é bem menor que a que ele tinha na Cidade de São Paulo.

3- Algo que eu vou repetir várias vezes nessa eleição é a seguinte frase: “Candidatos a reeleição com menos de 45% nas pesquisas do primeiro turno irão perder as eleições no segundo turno”. Isso não mandinga ou olho gordo. Por mais que “Pai ACiD de Ogum” não costume errar suas previsões, tal frase se embasa no fato histórico que o voto dos indecisos tende a ir numa proporção 2 para 1 em direção ao desafiante em qualquer eleição. O postulante a reeleição dificilmente cresce nas pesquisas, uma vez que a população já o conhece e já sabe o que ele fez de relevante.

 

Um comentário

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