Acabou a Copa da Vergonha


Copa da zuera

Caros amiguinhos, primeiramente, devo me desculpar pela minha longa ausência. Nos últimos dias estive vivenciando a Copa do Mundo. Assisti jogos da Itália com italianos, do Japão com japoneses, da Argentina com argentinos e etc. Fifa Fan Fest, Vila Madalena, churrascos, sítios, noitadas, farra e angústia foram coisas as quais minha mente e corpo visitou durante esse último mês. Curiosamente, eu, um carioca conservador com nenhuma amizade em São Paulo, fui timidamente assistir os jogos e fiz muitas amizades – as quais agora tenho a missão de tentar manter. Copa do Mundo é isso: encontro.

Medalhões

O principal erro da seleção – houve muitos – foi não ter levado um jogador experiente. Eu teria levado o Kaká, pois, ainda que no banco, ele como já detentor de títulos de melhor jogador do mundo e campeão do mundo, saberia passar confiança ao jovem e imaturo time que o Felipão escalou. Sem um Kaká, um Robinho ou um Ronaldinho Gaúcho, ficamos sem referência. O time era visivelmente instável do ponto vista emocional, instabilidade essa que foi comprovada no jogo contra a Mannschaft.

Fred e Dilma, não, não os do Flintstones

Agora é muito fácil culpar o Fred, velho e voltando de lesões, ele nada fez para nos ajudar, nada mesmo. No entanto, poucos repararam algo curioso: quem seria seu substituto? De fato, ele, ainda que atacante de um time rebaixado, é o melhor na posição, talvez o único que poderia substituí-lo seria o Luis Fabiano, mas este está machucado. O Hulk tentou, mas pouco encantou. Bernard, aquele que tem “alegria nas pernas”, possui uma estatura que infelizmente o impede de atuar num futebol aonde os zagueiros tem em média 30 centímetros a mais que ele e uma força física muito superior.

Poucos se salvam

 

Oscar jogou alguns jogos bem – alguns, enfatizo, porque jogou muito mal em outros. Na defesa, o Brasil foi bem escalado, a começar pelo goleiro, que dessa vez – diferente de 2010, não se fez de doceiro. Thiago Silva e David Luiz fizeram uma excelente Copa, estes dois e Neymar são os poucos que com certeza estarão em 2018, o resto, bem, o resto eu não quero ver nem pintado de ouro.

Time inconsistente

No meio campo o Brasil não estava bem. No jogo contra Camarões percebi que os volantes davam chutões pra frente a todo momento, tentando achar Neymar, uma atitude de time pequeno e que não sabe trabalhar a bola e que demonstrava a carência do nosso futebol agora dependente de um só craque. Contra a Croácia o juiz japonês nos ajudou, contra o México mostramos que nosso ataque era ineficiente, contra Camarões jogamos bem contra um futebol inocente, eliminado e desorganizado taticamente.

Na partida contra o Chile, nosso costumaz freguês, o mundo viu nossos pontos fracos: Fred e Oscar nada fizeram. Jogamos um futebol ridículo e só não fomos eliminados porque como diz Galvão Bueno:”A sorte está lançada” e ela foi lançada a nosso favor – Júlio Cesar pegou dois pênaltis muito mal batidos. Contra a Colômbia – um time taticamente inferior ao Chile e sem Falcão Garcia, seu principal jogador, vencemos mas não convencemos.

Erro tático

Antes do jogo contra a Alemanha, qualquer um que conhece o futebol sabia que perderíamos, tanto é que eu e todos os meus amigos colocamos coincidentemente 2×1 Alemanha no bolão. Erramos o número de gols do time campeão. A substituição de Thiago Silva por Dante e de Neymar por Bernard eram naturais. O problema foi insistir em Fred. O Brasil deveria ter colocado mais um homem no meio para travar o meio campo alemão, não fazendo isso, Tony Kroos fez a festa.

Fizeram 5 gols e só não fizeram mais porque não queriam se cansar antes da final. O pior foi ver o treinador esperar perdermos de 5 pra mudar o time. Deveria ter mexido quando estava 2 a 0. Findou-se uma Copa que de fato foi comprada, comprada pela Fifa, pela Globo, pelos políticos e empreiteiros, que ganharam muito dinheiro em troca.

Parabéns Dilma, tivemos o que você merece

Vimos que nem tudo é festa. No início da Copa, o Romário – na minha singela opinião, o maior craque da nossa geração, muito acima de Ronaldo e Zico – causou polêmica ao dizer que esta era uma Copa que fora dos campos o Brasil, mesmo antes da competição, já havia perdido de goleada. Pois bem, o tempo é senhor do destino.  Acabamos perdendo a Copa de goleada – dentro e fora das quatro linhas.

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2 thoughts on “Acabou a Copa da Vergonha

  1. Wesley Sá dos Anjos 11/07/2014 — 12:10

    desde os primeiros jogos dessa copa, percebi que essa nossa seleção não daria conta do recado, ter dificuldades para vencer times que em outros tempos a gente dava de goleada com certeza não era um bom sinal, mas até que essa derrota nos serviu ou servirá de alguma coisa, caso a CBF reconheça que um bom time de verdade não busca vencer dependendo o tempo todo da sorte, jogadas mirabolantes e da incompetência dos adversários…sou sul-americano, mas isso não é motivo suficiente para que eu torça para a vitória da Argentina nessa final, prefiro mil vezes que a Alemanha passe atropelando esses lazarentos do caramba, que ganham umas duas copas e se acham uma grande coisa comparados conosco (bom…talvez nessa copa)

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  2. Toni Kroos*

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