Cabral desiste da vaga ao senado e se alia a César Maia


O ex-governador Sérgio Cabral e seu sucessor, Luiz Fernando Pezão, vão continuar posando ao lado da presidente Dilma Rousseff em eventos públicos no Rio de Janeiro. Mas não há mais sombra de dúvida sobre o interesse e a atuação dos dois em favor do movimento ‘Aezão’, que alinha interesses do PMDB fluminense, empenhado na reeleição de Pezão, e da candidatura tucana do senador Aécio Neves ao Palácio do Planalto. O ex-governador desistiu, neste domingo, de concorrer ao Senado, e abriu assim caminho para que o Aezão seja concretizado. A desistência era necessária para ceder a vaga na chapa liderada pelo PMDB ao ex-prefeito Cesar Maia, do DEM, que apoia Aécio Neves e tinha a candidatura ao governo como primeira opção.

A desistência de Cabral ocorre um dia depois de o deputado federal Romário (PSB) ser oficialmente lançado como o candidato ao Senado da chapa PT/PSB/PCdoB/PV. A deputada federal Jandira Feghali, que também almejava o cargo na composição, cedeu o lugar para o ex-jogador de futebol, como condição para os socialistas ingressassem na aliança fluminense liderada pelo PT.

Na última pesquisa eleitoral, feita pelo Ibope entre 7 e 11 de junho, a situação entre os pré-candidatos era de empate técnico. Cabral tinha 26% das intenções de voto, Romário, 22%, e Jandira, 20%. A margem de erro é de 3 pontos porcentuais, para mais ou para menos. Ainda não houve confirmação oficial sobre o que fará Cabral a partir de agora, mas um dirigente partidário que acompanhou as negociações disse ao site de VEJA que Cabral optou por se dedicar à coordenação de campanha de Pezão. A tendência natural era de uma candidatura à Câmara dos Deputados, para servir de puxador de votos para a bancada do PMDB. Marco Antônio Cabral, filho do ex-governador, deve permanecer candidato a deputado federal. Se o pai se candidatasse, Marco Antônio concorreria a deputado estadual.

O fim da candidatura ao Senado de Cabral será comunicado oficialmente nesta segunda-feira, em entrevista coletiva, no centro do Rio, às 10h. Devem estar presentes Cesar Maia, o novo candidato da chapa liderada pelo PMDB, Jorge Picciani, presidente do PMDB no Rio, e o deputado estadual Luiz Paulo Corrêa, presidente do PSDB no Rio.

A adesão de PSDB, DEM e PPS à campanha de Pezão adiciona mais de quatro minutos de tempo de propaganda na televisão ao candidato do PMDB. A coligação formal com o PMDB também permite que Aécio e Pezão apareçam juntos em material de campanha de candidatos do PSDB, do PMDB e de partidos aliados localmente.

Fonte:http://veja.abril.com.br/noticia/brasil/em-favor-do-aezao-cabral-desiste-do-senado

Comento:

Cabral viu que não tinha chance e pulou fora por causa do tempo de tv do DEM. César Maia também não tem chance alguma de ser eleger senador. Tudo indica que Romário, aliado de Lindergh e Garotinho, deve ganhar fácilmente essa eleição. No final das contas, Aécio tem em Pezão o seu palanque no Rio; Dilma tem Lindberh e Campos talvez tenha Garotinho.

3 comentários

  1. nem sei se o tempo de TV hoje em dia tenha muita influência, aqui em casa pelo menos a gente nem perde mais tempo com horários políticos, se não tem mais nada de interessante passando em outros canais da TV á cabo, a gente vai pra varanda bater um papo, ou fazemos uma partida amistosa com baralhos ^^’

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